APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA UMA BOA CONFISSÃO

P: È necessário fazer o Exame de Consciência antes da Confissão?
R: Sim.


Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.

"Por isso, como diz o Espírito Santo: "Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração... Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo..." Hb 3.

Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. O nos quer livres. O demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus tratará de nos acusar com nossos pecados para que nós desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde mas quando o mostra é para que nos desesperemos. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus. Deus SEMPRE perdoa quando há arrependimento.

É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas  de nós nos corrijam. "Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados." (1 Cor. 11, 31)

O exame se faz diante de Deus, escutando sua voz na consciência.

Preparação para a confissão

Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra, o Catecismo, leitura dos Santos, participação nos ensinamentos... A prática séria do que aprendemos. O exame diário de consciência.

Preparação imediata: O exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.

Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto em Sua Cruz. "Contemplai ao que transpassaram" Jo 19:37. Como respondi a tanto amor, a tantas graças?. Examinamos nossa vida diante da  lei de Deus. Por isso ajuda ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.

Não se trata tão somente de enumerar pecados mas sim de descobrir a atitude do coração e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.
Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial mas se compreendermos que Cristo -não a cultura- é a medida, veremos que em tudo temos muito que crescer.

A confissão só pode ser feita diante de um  sacerdote.

Exame de conciência com base nas quatro rupturas

Examine-se - ajudado por estas perguntas - quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.

Ruptura com Deus:
Amo na verdade a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais?
Preocupei-me por renovar minha fé cristã através da oração, a participação ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal?


Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos?
Professei sempre, com vigor e sem temores minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada?


Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só o busco quando o necessito?
Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou lhe ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando seu nome em vão?

Ruptura comigo mesmo:
Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros?
Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros? Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos?
Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?
Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras?
Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer?


Caí na masturbação ou a fornicação? cometi adultério?
Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?

Ruptura com os irmãos e com a criação:
Amo de coração o meu próximo como a  mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?
Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço?
Foram os filhos obedientes a seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento
Preocupam-se os pais em educar na vida cristã  seus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus?
Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?
Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações?
Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?
Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja?
Me Preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? cumpri com meus deveres cívicos? paguei meus tributos?
Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros?
Sou mentiroso?
Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? fui violento?
Procurei ou induzi ao aborto?
Fui honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Fui justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de droga? Caí na fraude ou estelionato?
Recebi dinheiro ilícito?
Exame de consciência a partir dos 10 Mandamentos
Este exame é para aqueles que, amando a Cristo, não se conformam evitando pecados graves, mas sim desejam amá-lo com todo o coração.

Amará a Deus sobre todas as coisas (Primeiro mandamento).


Não tomará o nome de Deus em vão. (Segundo Mandamento)

amei a Deus acima de tudo?
-A quem (ou o que) dei a maior atenção?
-Fiz da minha família, trabalho, apostolados, programas, idéias ou outras coisas boas meu primeiro amor?
-Sei na prática o que é confiar no amor e o poder de Deus?
-Confio tudo a Deus ou  quero fazer tudo eu sozinho?
-Confio em Deus quando tudo parece ir mal?
-Caí na superstição ou outra prática religiosa alheia ao cristianismo?


Oração Diária
Como foi diariamente minha vida de oração?:
-Tempo pessoal com Deus; liturgia das horas; oração familiar?
-Louvei  a Deus; dei-lhe graças ou me queixei?
-Intercedo por minha família, grupo, Igreja, pelo mundo?
-Orei com o coração, aberto ao Espírito Santo?
-Tomo tempo para discernir? 
-Sei o que é esperar no Senhor, escutá-lo? -Tenho feito isso?
-Quando me dá algum ensinamento eu o guardo em meu coração e procuro aprofundá-lo?
-Incluo  meu esposo/a (ou outra pessoa formada e prudente) em meu discernimento ou só lhes informo de minhas decisões?; -Escuto, obedeço e respeito aos que têm legitima autoridade sobre mim (leis justas, chefes, etc.)?.
-Que critérios tenho para determinar se algo que quero fazer é do Espírito Santo ou é meu?,-Parece-me importante ter e seguir sempre esses critérios?
-Uso os dons que Deus me deu para sua glória?
-Estou aberto a receber novos dons segundo Deus disponha?
-Fui legalista (fazendo sozinho o necessário para cumprir) ou vivo minha fé no Espírito 
me entregando com todo o coração?


Obediência
-Procuro conhecer na oração a vontade de Deus para minha vida?
-Obedeço o ensino do magistério ou interpreto à minha maneira?
-O que motiva minha vida, a vontade de Deus ou meus próprios "bons" planos (minha vontade).
-Permito que Deus me guie  ou lhe "entrego" os planos já feitos para que os abençoe?.
-Meus gostos, critérios, dúvidas, confusões, pensamentos, atitudes e valores -em que instâncias não estiveram sob o Senhor?
-Em meus gostos, meus critérios, medos, dúvidas, confusões...


Estudo
-Estudo minhs fé católica (Bíblia, magistério, livros sólidos) ou me contento com meu próprio modo de entender a Deus?, Estou avançando em minha formação como devo?.
-Que passos práticos dou para me formar na fé?


Ordem e Prioridades
-Meu tempo responde às prioridades de Deus ou às pressões de qualquer pessoa ou ocasião para `ficar bem'?); Interpreto o que faço na perspectiva da vida eterna?; Reflito sobre minha morte; sobre o julgamento final?
-Tenho prioridades claras e sou firme para vivê-las? Perco o tempo (revistas, programas, etc.) que não edificam?
-Tenho um horário e organizo o dia com disciplina, dando tempo a cada área com sabedoria: oração, família, trabalho...?; Em que me desordenei? Fico em algo que eu gosto sabendo que é hora de fazer outra coisa?
-Respeito o tempo e necessidades dos outros: quando procuro ajuda, ao telefone, etc..?
-Cuido da saúde; tenho algum vício, falta de exercício, descanso, alimentação... Cuido-me muito?

Santificará o dia do Senhor. (Terceiro Mandamento)

Guardo o dia do Senhor para o Senhor ou trabalho desnecessariamente nesse dia?
-Vou à missa todos os domingos?;adorei e pus todo meu coração em Cristo Eucarístico que me espera no sacrário?
-Eu o amei e consolei pelo tanto que é ofendido?
-Vou a missa diária se puder?; recebi com preparação o Senhor?


A Cruz
-meditei diante da cruz?; procuro seu poder transformador e sua sabedoria?; como se manifesta em minha vida?
-Peço a Deus a graça de amar a cruz?
-Saí da vontade de Deus para evitar a cruz?
-Uno minha cruz à de Cristo?: problemas, doenças, responsabilidades, pessoas, minha idade, minha vocação...
-Procuro a satisfação de todas minhas necessidades físicas e emocionais ou sei me mortificar por amor a Jesus?.
-Me uno à cruz de quem sofre?; Sacrifico-me para amar?.


Confissão
-Rejeito o  pecado embora este seja aceitável segundo a cultura?; pensei ou atuei levianamente como se a retidão dos Santos é "exagero"?
-Evitei a ocasião de pecado: ambientes, programas, más amizades...?
-Procuro que Deus me mostre meu pecado (também pecados velhos e esquecidos)?.
-Reconheço e reparo com responsabilidade meus pecados e faltas ou me justifico?
-Quando me corrigem, fico agradecido?.
-Quando foi minha última confissão?, Minimizei o pecado por pena?; houve mudanças?.
-Fiz uma confissão completa ou escondi algo?
-Há algo (hábito, ferida, complexo) que o inimigo usa para seu proveito?; o que faço para permitir que Deus  me liberte?
-Devo me reconciliar com alguém e não o tenho feito?


Maria
-Consagrei a Ela e, se o tiver feito, vivo minha consagração plenamente? -Como?
-Aceito seu cuidado maternal?; Deixo-me formar por ela? -Como?.
-Recorro a ela em oração, medito sua vida?.


Relacione com outros
-Estão todas minhas relações à luz do Senhor: amorosas, castas, sões e sinceras?
-Guardo ódios ou inimizades?
-Brigas, rivalidades, violências, ambições, discórdias, sectarismo, dissensões, invejas, embriaguezes
-Fui fiel aos compromissos com meus irmãos e com outros?; Estou crescendo nestes compromissos?
-Sou confiável no lar, grupo, trabalho...?; -Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo confidencialidade?
-Procuro a unidade no Senhor? (Fl. 2, 1-11, 1 Cor. 10,17)
-Sou serviçal?
-Sou atento sem ser curioso?
-Sou prudente no que falo e como atuo?
-Sou agradecido pelo serviço de rotina que recebo?

Honrará a teu pai e  tua mãe (Quarto mandamento).

No Lar 
-Obedeço, cuido e honro  meus pais segundo minha idade e suas necessidades?
-Fico de cara feia?
-Dou tempo à família?; Jantar juntos?; Diversões?
-Hospitalidade?
-Relação com irmãos?
-Responsabilidade nos estudos?
-Ajuda econômica no lar segundo a necessidade?
Casados: (além do mencionado)
-Protejo minha casa e os meus das más influências do ambiente? Como?
-Manipulei com meus estados de ânimo e aborrecimentos para que se faça o que quero?
-Permito que outros (pais, amigos) manipulem ou se anteponham ao matrimônio? . 
-Honro e respeito a meu esposo/a em todo momento?
-Compartilhei com meu esposo/a a visão para a família?; O escuto com interesse?;
-Expresso amor, carinho e respeito a meu esposo/a?;
-E a meus filhos?
-Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria?
-Que medidas tomo para que minha casa seja um lar?
-Sou responsável e ordenado com a economia?; Ajudo-lhes para que possam orar, estudar, descansar, ir a seu grupo, cumprir suas responsabilidades?
Formação: dos filhos: compartilho com eles, ensino e guio?, escuto?, Ensino e dou disciplina com sabedoria?; dou-lhes boa educação para que sejam bons cristãos?

Não matarás. (Quinto Mandamento)
De algum modo matei ou atentei contra a vida? (ex.: apoio ou participação em aborto, suicídio, dirigir sem cuidado, atos irresponsáveis que põem uma vida em perigo, agressão, violência, etc.? atentei contra a dignidade de alguém?.

Não cometerás atos impuros. (não adultério, não fornicação) (Sexto Mandamento)
-Procurei afetividade fora da ordem do Senhor?
-Como distingo entre sentimentalismo e uma autêntica relação de amor entre irmãos?; Me relaciono segundo meu estado de ânimo ou o que edifica no amor? 
-Fantasias ou atos impuros, comigo mesmo ou com outros?
-Piadas, programas, atitude sedutora, indecência em vestir?
-Obedeço o plano de Deus para a sexualidade em meu estado de vida?

Não roubarás (Sétimo mandamento).
-De algum modo roubei?
Descuidando ou não devolvendo propriedade alheia ou comum)?
Aproveito-me do meu de posto para benefício pessoal?

Não levantarás falsos testemunhos nem mentirás (Oitavo Mandamento)
-Quem inspira minhas palavras: Deus ou meu ego?quis dar minha opinião em tudo?
-Digo a verdade?; revelei segredos; julguei ou fiz fofocas?
-Queixei-me procurando comiseração ou desafogo?
-Pus minha atenção ao indevido
-Falei o que não edifica: piadas grosseiras, que ferem a alguma raça, nacionalidade, etc.?

Não consentirás pensamentos nem desejos impuros (Nono Mandamento)
- Cobicei a mulher ou o marido de meu próximo?
- Olhei a um homem a uma mulher de maneira impura?

Não cobiçarás os bens alheios (Décimo Mandamento)
- Desejei os bens alheios? 
- Fui invejoso? 
- Fui avaro? 
- Comi mais do que necessito? 
- Fui orgulhoso?

Obras de Misericórdia
-Corporais: solidariedade com doentes/famintos/sedentos/presos/nus/forasteiros Enterrar os mortos. Vejo estes como irmãos pelos quais me entrego?.
-Espirituais: dar bom conselho/ corrigir/ perdoar (guardo algum ressentimento?)/ consolar/ sofrer com paciência as moléstias do próximo/ rezar pelos vivos e os mortos.
-Estou atento à dor alheia?; Faço a acepção de pessoas segundo sua aparência? 
-Vivo em simplicidade?; -Imito a Cristo que foi pobre?, sou livre de apegos materiais?
-Isto se reflete em minha atitude nas compras?; deixo-me levar por desejos?; quais?
-Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor ou dou de minhas sobras?
Evangelização
-Sou testemunho?; Sou sal da terra e luz do mundo?
-Me esforço de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos?
-Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja?
-Levo a minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem ao mundo?
-Quando evangelizo, faço com segurança ou como se fosse uma opinião qualquer?; Respondo ao Espírito ou me paralisa pensar no `que dirão'?
Domínio das Emoções: Ressentimentos, caprichos, impulsos, medos....
-Quais são minhas emoções mais salientes?; Submeto-as ao Senhor para as processar para o bem? de que forma estão afetando meu comportamento?
-Procuro primeiro meu interesse e comodidade ou servir com amor?


Exame de consciência com base nos pecados capitais e as virtudes contrárias

Soberba / Humildade
-Fui humilde ao pensar, comparei-me com outros, tratei de chamar a atenção com minha sabedoria', meu físico, etc.?; Reconheço-me pequeno?; Desprezo os outros em meu coração?
-Me ressenti pelo trato ou posto recebido?; Qual é a motivação de minhas aspirações?.
-Distingo entre o que é doutrina e o que é minha opinião?; -Sou prudente ao dar minha opinião; acredito que é a única; acredito que sem minha presença as coisas não vão bem?
-Sei distinguir o que é minha missão ou me intrometo no que não me corresponde?
-Reconheço que não tenho razão de me glorificar mas sim em Cristo?; De que forma minhas ações estão misturadas com orgulho, vaidade, egoísmo?
-Reconheço meus enganos e peço perdão?
-Posso ajudar sem mandar?

Avareza / Generosidade
-Estou apegado às coisas, Sacrifico tempo, dinheiro, para servir segundo o plano de Deus?.
-Jogo com o dinheiro?

Luxúria / Castidade (já examinado acima)

Ira / Paciência
-Sei lidar com as cruzes, doenças, problemas com relações, trabalho, etc.?
-Perco a paz; manifesto mau humor quando as coisas não são como eu espero?
-Jogo a culpa nas  circunstâncias?.

Gula / Moderação
-Como mais do necessário?, Faço jejum?
-Estou viciado em álcool,  drogas, pílulas?

Inveja / Caridade
-Sinto ciúmes por posições, talentos... outros grupos da Igreja? ou me alegro quando outros melhoram. Que casos posso pensar em que não me alegre?

Preguiça / Diligência
-Fiquei adormecido como os discípulos diante do que Jesus me pedia? 
-Sou atento a cumprir meus deveres?
-O que faço para edificar minha família e grupo?
-Sou rápido em servir mesmo que não tenho vontade?
-`Descanso' mas do que necessário?
-Deixo as coisas para mais tarde

Bem-aventuranças (Mateus 5, 1-2)
-Fui pobre de espírito, livre de apegos?,
-Fui manso, paciente, edificando com os meios Santos?
-Chorei diante dos pecados que ofendem a Deus?
-Ttive fome e sede de justiça?
-Fui misericordioso?
-Fui limpo de coração, puro de pensamento?
-Trabalho pela paz, em minha pessoa, lar, grupo, mundo?
-Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça (como reajo diante das critica "injustas" ou incompreensões?

Depois do exame se devem fazer resoluções por escrito, segundo o estado atual para trabalhar nele e revisá-lo mas tarde.   

Fonte: Acidigital

CONFISSÃO

P: Por que se confessar com um padre?
R: ACUSAÇÃO: “Quem pode perdoar os pecados senão Deus? ” (Mc 2,7).

RESPOSTA: Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados e até O tachava de blasfemador eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu: “Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados […]” (Mc 2,10) e curou o paralítico, que foi perdoado à vista deles. 

Esse poder de perdoar os pecados, o Senhor o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores, no dia mais solene: na Ressurreição quando lhes apareceu e disse: “Assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23).


Não resta dúvida de que o sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: “Recebei o (dom do) Espírito Santo […]” expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido em favor das almas, remidas pelo sangue derramado na cruz. Daí dizer: “Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores” demonstra igual insensatez ao se afirmar: “Eu não vou, com minha doença, procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes”.

Por isso, os católicos, mesmo que sejam, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus. Os outros crentes, porém, preferem ignorar essas palavras de Cristo e desprezar o grande dom do Senhor no sacramento da penitência. Para motivar esse procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: “Convertei-vos… fazei penitência… arrependei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados,… para que sejais salvos”.

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e a satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão do Altíssimo. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem a Jesus e o Evangelho, para os que não têm nenhuma ocasião de se confessar; são ainda condições necessárias para obter perdão na boa confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais Ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, dificilmente receberá perdão!

Cada pecado é um ato de orgulho e de desobediência contra Deus. Por isso “Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz” (Fl 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados e nos merecer o perdão. Por essa razão, Ele exige de nós confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do Seu representante, legitimamente ordenado. Conforme a Sua promessa: “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Lc 18,14).

Alguns “crentes” aliciam os católicos para sua crença, com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estes estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! (Conseqüentemente, não precisarão mais de nenhuma confissão). Apóiam essa afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3, 6 e 9 “Quem permanece n'Ele não peca; quem peca não O viu, nem O conheceu” e “Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino” (a graça santificante).

Em resposta, lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus (Magistério da Igreja). Ora, o próprio apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): “Se dizemos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda a iniquidade. Se pensamos não ter pecado, nós O declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós”.

Por isso, a Tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: “Todo aquele que é gerado por Deus não peca” no sentido de “não deve pecar gravemente”, já que possuindo a graça de Deus, tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves – veniais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe. Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia receberam-na, agradecidos, no sacramento da confissão.
Por: Pe. Anderson Marçal

Fonte: Blog Canção Nova

UNÇÃO DOS ENFERMOS

P: O que é e quem pode receber o Sacramento da Unção dos Enfermos?
R: Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da Igreja, para que orem por ele e lhe deem a unção com óleo em nome do Senhor. A oração que nasce da fé salvará o enfermo, o Senhor o aliviará e, se tiver pecados, estes lhe serão perdoados (cf. Tiago 5, 14-15).

Isso é o que o apóstolo Tiago nos diz em sua carta, e nos permite ver que ungir os enfermos é um costume que vem de longe, lá dos apóstolos, e que essa unção é um sacramento instituído por Cristo para dar-nos a saúde do corpo e da alma.


A unção dos enfermos pode perdoar os pecados mesmo se a pessoa não puder se confessar?

Conforme vimos na carta de São Tiago acima, a unção dos enfermos perdoa os pecados da pessoa que recebe esse sacramento, mesmo que ela não possa se confessar por motivo de sua saúde comprometida.

Mas se a pessoa tiver condições de confessar, ela deverá fazê-lo primeiro e depois receber o sacramento de cura.



Medo da unção dos enfermos?

Aceitamos a utilidade e a necessidade deste sacramento, que faz parte da nossa cultura católica. Mas, para alguns, é algo que deve ser adiado o máximo possível, porque se tem a ideia de que se trata da “extrema unção”, ou seja, o último sacramento a ser recebido antes de morrer, e é por isso que muitos acham que este sacramento só pode ser recebido quando a pessoa vai morrer logo depois.

Inclusive há pessoas que chamam o padre para que dê a unção um doente que sofre uma longa agonia, para que possa descansar, para que possa morrer em paz.

Um sacramento que dá vida!

A unção dos enfermos foi instituída por Jesus quando enviava os apóstolos a pregar o Evangelho, a visitar os doentes e curá-los (cf. Marcos 6, 13).

A saúde física do enfermo é uma boa notícia, um “evangelho”, que o cristão recebe quando mais precisa, já que a doença faz com que nos sintamos extremamente necessitados de Deus e dos outros. A unção tem também o efeito de perdoar os pecados e a voltar à graça perdida por eles.

Os sacerdotes têm a oportunidade de ver como muitos doentes, inclusive moribundos, recuperam a saúde depois da unção. É a fé da Igreja que alcança a saúde do corpo.

Mudança de mentalidade

Graças a Deus, já está havendo uma mudança de mentalidade entre os próprios cristãos com relação a este sacramento da unção dos enfermos. Hoje em dia, vemos como os doentes buscam ser ungidos sempre que se sentem em risco de morte.

Em minha paróquia, estamos acostumados a que, quando alguém vai passar por uma cirurgia, é ungido na missa comunitária, e todos os presentes rezam pela sua saúde. Então, quando a pessoa chega ao hospital, já está repleta de confiança em Deus e disposta a lutar contra a sua doença.

Também costumamos ungir os idosos quando sentem que sua idade avançada é anúncio da sua morte.

No entanto, percebemos que há um abuso nas chamadas “missas de cura”, celebradas periodicamente em alguns templos, já que são procuradas por pessoas que não estão doentes, e outras que recebem o sacramento todos os meses. Mas a Igreja nos ensina que este sacramento deve ser recebido somente um vez em uma doença – a não ser, logicamente, que haja uma recaída.

Como deve ser

Quando nos sentimos gravemente doentes, não necessariamente em perigo de morte, podemos procurar um padre para receber a unção dos enfermos. Este sacramento pode ser administrado inclusive a quem não está casado pela Igreja ou vive em adultério.

Os padres e bispos têm a obrigação gravíssima de visitar os doentes que solicitam a unção dos enfermos.

Os fiéis não são obrigados a dar aos padres nenhum pagamento pela sua visita, nem sequer para seu transporte. A igreja determina esta medida para evitar que os doentes deixem de chamar um padre por falta de dinheiro.

Se o padre se negar a visitar o doente, pode-se pedir ao padre de uma paróquia vizinha. E notificar o bispo correspondente sobre a negativa do sacerdote, pois isso é uma falta grave.

O ideal é procurar o padre mais próximo, não necessariamente o mais conhecido pela pessoa.

Alguns padres têm medo de ser assaltados e até sequestrados, mas este é um dos riscos de ser sacerdote, ainda que, por prudência, podem ir acompanhados por alguns paroquianos.

Logicamente, há emergências que ninguém pode prever, mas, na maior parte das vezes, deve-se chamar o padre assim que o doente entrar em um estado grave.

Procurem dar ao enfermo a oportunidade de estar consciente no momento de receber estes sacramentos, e não esperem que ele perca a consciência.

Os familiares próximos têm a obrigação grave de buscar ajuda espiritual para o seu enfermo.

(Publicado originalmente por Desde la Fe)

Fonte: Aleteia

domingo, 15 de agosto de 2010

SATANISMO

P: O que é satanismo?
R:
Satanismo é toda prática de pessoas ou movimentos, que individualmente ou de modo organizado em grupos, praticam adoração àquela entidade chamada pela Bíblia de satanás, demônio, diabo ou espírito do mal.
Existem pessoas e grupos que fazem o culto ao diabo por vontade própria e conscientemente. Esses responderão a Deus, quando chegar a sua morte.
O que nos entristece e preocupa muito, é o envolvimento de jovens com essa prática sem que tenham a verdadeira noção do que estão fazendo; mas, que devido a isso e como consequência de tal prática, cresce em seu meio e na própria sociedade, a criminalidade, as práticas aberrantes, a revolta contra qualquer tipo de autoridade e o ódio a qualquer forma de religiosidade ligada principalmente ao cristianismo. Além da liberalização do uso de drogas, fumo, álcool e perversão sexual.
P: Existem grupos de jovens que têm tendência a essa prática?
R: Infelizmente sim. Os jovens devem ter muito cuidado com qualquer grupo que se diz revoltado contra tudo e todos que lhes infringem limites. Existem grupos de jovens que travestidos de movimentos musicais ou mesmo de movimentos contra a “burguesia” ou “capitalismo”, ou ainda se dizendo rejeitados e excluídos pela sociedade, se fecham em práticas exotéricas e outras enrustidas, voltadas para o satanismo.
Infelizmente naquilo que é mais prazeroso para o jovem, a música, é onde existem vários exemplos de práticas e exortação satânica.
Gostaria de deixar claro aqui, que não sou contra o rock, mas, existiram e existem diversos bandas de rock que fazem alusão ou mesmo exortação ao diabo. Por incrível que pareça, os próprios Beatles, em seu álbum Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) tem entre as fotografias de inúmeras pessoas famosas em sua capa, também a do inglês Aleister Crowley, o pai do satanismo moderno. O Rolling Stones, destaca-se como uma banda que fez muita apologia ao satanismo, haja visto seus álbuns Their Satanics Majesties Request (Serviço de sua majestade satânica), Gots Head Soup e Voodo Lounge, fazem referências diretas ao satanismo. Um exemplo dessas letras satânicas é Simpathy For The Devil (Simpatia pelo demônio). A própria banda Black Sabbath é apontada por especialistas como uma das pioneiras na utilização tanto de temas, como de visual satânicos. O Led Zeppelin é outra banda, que liderada por Jimmy Page, tomou o caminho do satanismo. Existem ainda outras bandas que usaram temas satânicos em suas músicas, tais como: Iron Maden, Kiss, Mercyful Fate, Alice Cooper e outras. No Brasil, algumas bandas tomaram esse caminho, como por exemplo a letra de Igreja dos Titãs, que tenta provocar uma quebra dos valores sagrados do cristianismo.
Queridos jovens, a música é um instrumento saudável, quando nos leva a pensar no que podemos fazer de bom para os outros e para a sociedade, quando nos impulsiona a lutar contra as injustiças e desigualdades, quando denuncia a corrupção e o abuso de poder, ou simplesmente nos acalma e nos faz bem. Mas, pode se tornar um instrumento de destruição, quando nos leva a ir contra tudo aquilo que é do bem, do amor e da paz. E pior ainda quando tenta nos colocar contra Deus, sendo um instrumento corrompido pelo demônio.

domingo, 1 de agosto de 2010

SEXO

P: É pecado fazer sexo fora do casamento?
R:
Sim, é.
O ser humano foi criado por Deus, completo; tanto no aspecto físico, como no psicológico. E faz parte dessa formação a sua sexualidade. É dom de Deus. Por isso o sexo, é aceito e abençoado por Deus. Ou seja, não é pecado fazer sexo.
Mas, como não poderia deixar de ser, Deus, sabedor de como, nós suas criaturas, somos, nos deixou os caminhos por onde devemos trilhar, inclusive com relação ao aspecto da nossa sexualidade. Assim, Deus, nos colocou o sexo, como um complemento do amor maior entre o homem e a mulher. E esse amor só existe plenamente e abençoado por Deus, dentro do casamento, onde ainda por grande graça de Deus, os esposos, participam do Seu Plano da Criação; quando como resultado do grande amor que os une, colocam um novo ser humano no mundo. São instrumentos de Deus para criarem, como resultado de um grande amor, um novo ser humano.
Por isso, o sexo é aceito por Deus e faz parte da nossa criação, mas, com responsabilidade e respeitando a doutrina da Igreja de Cristo. Essa doutrina nos prega então, que o sexo só deve acontecer entre o homem e a mulher, dentro do Sacramento do Matrimônio. Aí sim, ele é abençoado por Deus.
Se pensarmos bem, veremos como Deus é bom, pois o sexo dentro do casamento, permite que o fruto desse amor, possa nascer dentro de uma família, recebendo aconchego, carinho, segurança e amor para crescer e ser formado como uma nova criatura do povo de Deus.
Fora do casamento, o sexo, pode ser utilizado como instrumento de barganha, ou mesmo, como satisfação quase que animal, não levando em conta a dignidade de uma ou outra pessoa envolvida.
Pode ainda ser pior, quando o resultado dessa atitude impensada, gera um novo ser, que normalmente, como vemos por aí em centenas de casos, a nova criança que vem ao mundo, chega muitas vezes sem poder contar com um pai, que muitas vezes não quis assumir a responsabilidade por um ato errado e puramente de prazer. Aí vemos tantas mães solteiras e tantos filhos sem pais.
O sexo dentro do casamento, é reflexo de uma convivência harmoniosa, onde o amor é cultivado e vai amadurecendo com o passar do tempo, refletindo então uma comunhão de corpo e alma dos esposos. É nesse ambiente, que o novo ser receberá como resultado dessa comunhão, muito amor e carinho, além da segurança da convivência diária daqueles que serão seus mestres e exemplos para suas vidas, ou seja: seu pai e sua mãe. E a família então, se torna o porto seguro para nós seres humanos, até que possamos caminhar com nossas próprias pernas e formemos então uma nova família, e assim sucessivamente.
Por isso todos os jovens que agora estão conosco, devem rezar muito a Deus para que lhes dê as virtudes da fortaleza, da prudência e da temperança, para que consigam resistir as tentações do sexo e guardem-se para o momento especial de suas vidas; seus casamentos. Guardando todo o seu amor e carinho para aquele ou aquela que será seu parceiro por toda a vida e com quem dividirão as alegrias e tristezas, ajudando-os no caminho da santidade em família.