APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

P: Como os avançados na vida espiritual podem aumentar sua fé?
R: Como aumentar a fé daqueles que estão mais avançados na vida espiritual? Diferentemente daqueles chamados "iniciantes", os quais devem agir de diversas formas para ver crescer a própria fé, os mais avançados devem cuidar de apenas uma realidade: aumentar o "espírito de fé".
Não se trata, evidentemente, de algo menor ou sem importância, pelo contrário, mas algo que exige prática constante. O que vem a ser, então, o "espírito de fé"? Trata-se de enxergar todas as coisas a partir do olhar de Deus. Como isso se dá?
Em primeiro lugar, a pessoa não pode se deixar levar pelos altos e baixos da vida espiritual. Eles consistem em estar bem quando se recebe consolações de Deus ou mal quando se está num período de aridez. Não. Olhar para Deus com espírito de fé significa saber que Ele é misericordioso e que, mesmo na provação, na aridez, está sempre presente.
Olhar com espírito de fé a si mesmo também é importante. As oscilações mencionadas acima podem produzir no indivíduo alguns estados de espírito. Quando recebe consolações divinas, se não olhar para si mesmo com espírito de fé, poderá ser assaltado pela soberba, pelo orgulho, convencendo-se de que é melhor que os outros por receber as benesses divinas. Ao mesmo tempo, quando se está em momentos de pecados, grandes defeitos espirituais e morais, a tendência humana é a depressão, o desprezo, a auto-condenação. Olhar para si mesmo com o espírito de fé é não ser tão suscetível aos altos e baixos e agarrar-se à duas verdades a respeito de si mesmo: miséria e misericórdia.
Olhar com espírito de fé para os acontecimentos do dia a dia significa lembrar-se sempre das bem-aventuranças. Traduz-se em olhar para as outras pessoas não sob o prisma das próprias preferências pessoais, mas como almas imortais, que devem ser salvas, embora estejam - talvez - num estado de perdição, de depravação.
Deste modo, para aqueles que já passaram pelo estágio inicial da fé avançarem no caminho espiritual é preciso olhar para tudo e para todos sub specie aeternitatis, ou seja debaixo do olhar da eternidade. Esse comportamento será para todos fonte de grande consolação, pois as circunstâncias estarão invertidas, as verdadeiras perdas serão as espirituais e não as materiais que se tornarão irrelevantes diante do drama imenso de não se poder, um dia, contemplar Deus face a face.                                                           Por: Pe. Paulo Ricardo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

QUANDO O MUNDO ACABAR, ONDE VAMOS VIVER ?

Safariari CC

"Não consigo imaginar coisas da vida eterna. Por exemplo, a ciência nos diz que nosso planeta e o próprio sol um dia desaparecerão, e então eu me pergunto: onde viveremos?"


A Escritura diz que nem o olho viu, nem o ouvido ouviu o que Deus tem reservado para aqueles que o amam. Nossa imaginação é tremendamente inquieta e curiosa, e não pode ser de outra maneira, mas, diante de certas realidades, ela sempre será limitada.

É verdade que a física nos fala da finitude do nosso sistema solar. Também nosso corpo é finito e moral. São Paulo diz, de maneira muito gráfica, que nosso corpo será destruído.

No entanto, não acreditamos simplesmente na imortalidade da alma, mas na ressurreição da carne, à imagem e semelhança da ressurreição de Jesus Cristo.

Então, eu me perguntaria: se Deus tem poder para ressuscitar mortos, por que não o teria para uma "ressurreição cósmica", que afetaria a criação inteira que, em palavras de Paulo, "geme em dores de parto".

Partindo da antropologia que brota da fé cristã, não podemos jamais renunciar à nossa corporalidade, à nossa dimensão constitutivamente social e ao nosso "ser no mundo".

Como será isso na escatologia plenamente realizada? Podemos dizer que será, mas de uma maneira que supera todo o nosso imaginário.

Jesus nos diz que vai ao Pai para preparar-nos um lugar, e que na casa do Pai há lugar para todos. A Bíblia nos fala também que o Cordeiro glorioso será o sol que nos iluminará.

E não podemos esquecer a expressão sugestiva de "um céu novo e uma nova terra", que encontramos no Apocalipse.

Estas são metáforas para dar-nos uma grande esperança, que descansa, em última instância, no amor e no poder ilimitados de Deus.

Finalmente, um trecho interessante do Catecismo da Igreja Católica: "Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino entre o mundo material e o homem. (...) Também o universo visível está destinado a ser transformado, a fim de que o próprio mundo, restaurado no seu estado primitivo, esteja sem mais nenhum obstáculo ao serviço dos justos participando na sua glorificação em Jesus Cristo ressuscitado" (n. 1046).

Poderíamos dizer que, partindo da fé, afirmamos do universo não uma destruição por aniquilamento, mas uma consumação por transformação.
Por: Joan Antoni Mateo


Fonte: Aleteia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O DIA DE FINADOS

P: O que é, e por que se celebra o Dia de Finados?
R: 


A CELEBRAÇAO NA HISTÓRIA

Os primeiros vestígios de uma celebração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha) no séc. IX.

O fundador da festa foi Santo Odilon, abade de Cluny, o qual a introduziu em todos os mosteiros de sua jurisdição, entre os anos 1.000 e 1.009. Na Itália em geral, a celebração já era encontrada no fim do séc. XII e, mais precisamente em Roma, no início do ano de 1.300. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.

Neste dia, a Igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três Missas especiais pelos fiéis defuntos. Essa prática remonta ao ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra Mundial, o Papa Bento XV julgou oportuno estender a toda Igreja esse privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o séc. XVIII.

NA TRADIÇÃO DA IGREJA

Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago – afirma: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (“De monogamia”, 10).

O prelado atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do Cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja” (“De anima” 51; PR, ibidem).

Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart, sobre a vida religiosa: “Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar […] ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos […] voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo” (“PR”, ibidem).

São Gregório Magno (540-604), Papa e Doutor da Igreja, declara:

“No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (cf. Mt 12,31). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (dial. 4, 39).

São João Crisóstomo (349-407), Bispo e Doutor da Igreja, afirma:

“Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelos sacrifícios de seu pai (Jó 1,5), porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15). E “Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (“In Philipp”. III 4, PG 62, 204).

“Da mesma forma, rezando nós a Deus pelos defuntos, ainda que pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas apresentamos Cristo morto pelos nossos pecados, procurando merecer e alcançar propiação junto a Deus clemente, tanto por eles como por nós mesmos” (idem).

Santo Epifânio (†403), Bispo da ilha de Chipre, diz:

“Sobre o rito de ler os nomes dos defuntos (no sacrifício) perguntamos: que há de mais nisso? Que há de mais conveniente, de mais proveitoso e mais admirável que todos os presentes creiam viverem ainda os defuntos, não deixarem de existir, e sim existirem ao lado do Senhor? Com isso se professa uma doutrina piedosa: os que oram por seus irmãos defuntos abrigam a esperança (de que vivem), como se apenas casualmente estivessem longe. E sua oração ajuda aos defuntos, mesmo se por elas não fiquem apagadas todas as dívidas […]. A Igreja deve guardar este costume, recebido como tradição dos Pais […] a nossa Mãe, a Igreja, nos legou preceitos, os quais são indissolúveis e definitivos” (“Haer”. 75, c. 8: pág. 42, 514s).

Os “Cânones de Santo Hipólito (160-235)”, que se referem à Liturgia do século III, contêm uma rubrica sobre os mortos […] “[…] Caso se faça memória em favor daqueles que faleceram […]” (“Canones Hippoliti, em Monumenta Ecclesiae Liturgica; PR”, 264, 1982).
Serapião de Thmuis (século IV), Bispo, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, na qual se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos:

“Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: “Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca-as em meio às santas Potestades (anjos); dá-lhes lugar e permanência em teu reino” (“Journal of Theological Studies” t. 1, p. 106; PR , 264, 1982).

“Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo (ou de tua serva); dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste” (“PR”, 264,1982).

As Constituições Apostólicas, do fim do século IV, redigidas com base em documentos bem mais antigos, no livro VIII da coleção, relata:

“Oremos pelo repouso de (citar nome), a fim de que o Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as faltas voluntárias e, por sua misericórdia, lhe dê o consórcio das almas santas”.

SOBRE AS INDULGÊNCIAS

Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências – Papa Paulo VI, 1967, diz:

“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (“Dei Verbum”, 8) e ( DI, 1).

“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (“Norma” 1).

“Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como conseqüência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e, sobretudo, mediante a morte, ou então no século futuro […]” (DI, 2).

“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (Catecismo da Igreja Católica, 1498).

CONDIÇÕES PARA GANHAR A INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Para si ou para uma alma:

1 – Confessar-se bem, rejeitando todo pecado;
2 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;
3 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória e
4 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido.

Obs.: – Fora da semana dos falecidos, o item 4 pode ser substituído por: Terço em família diante de um oratório, Via-Sacra na igreja; meia hora de adoração do Santíssimo ou meia hora de leitura bíblica meditada.

Fonte: Canção Nova (Prof.Felipe Aquino)


P: Por que rezamos pelos mortos?
R:

Rezar pelos mortos é um ato de caridade

Nossos mortos, que comemoramos no Dia de Finados (2 de novembro), não estão mortos. Estão vivos, com uma outra vida, junto de Deus, que não se acabará. O livro da Sabedoria, na Bíblia, nos ensina que os justos, os que perseveram na fé, não morrem (Sb 2,23).

O mesmo livro da Sabedoria assegura: “Os justos vivem para sempre, recebem do Senhor sua recompensa, cuida deles o Altíssimo. Receberão a magnífica coroa real, e das mãos do Senhor, o diadema da beleza.” (Sb 5, 15 e 16).

Mas, e os que não são justos? E os que morreram separados de Deus? Também estes vivem, porém de outro modo. Descrevendo a cidade de Deus onde vivem os justos, São João diz o seguinte no livro do Apocalipse: “Nela jamais entrará algo de imundo, e nem os que praticam abominação e mentira.” (Ap 21, 27).

Portanto, os pecadores, os maus, ali não entram. A morada dos justos é junto de Deus. A morada dos maus é a eterna separação de Deus. Assim se compreende a diferença entre céu e inferno.

A criatura humana é inextinguível, porque é feita à imagem e semelhança de Deus. Sobreviverá, por isso, de modo novo, que não sabemos explicar, após a morte. Este modo será de eterna felicidade junto de Deus para os bons, ou de eterna desgraça pela separação de Deus, para os maus. A fé, entretanto, sempre nos levou a crer que muitas pessoas, apesar de imperfeitas e manchadas, não se distanciaram de Deus por uma absoluta prevaricação. Estas pessoas, após a morte, devem ser purificadas.

Então, haverá pecados que possam ser perdoados, ou de que possamos nos purificar no outro mundo? Foi o que ensinou Jesus: “Se alguém disser blasfêmia contra o Espírito Santo, nem neste mundo, nem no outro isto lhe será perdoado.”(Mt 12, 32). Do que inferiu o 1º Concílio de Lião: “disto se dá a entender que certas culpas são perdoadas na presente vida, e outras o são na vida futura, e o Apóstolo disse que a obra de cada um, qual seja, o fogo a provará e aquele cuja obra arder ao fogo, sofrerá; mas ele será salvo, porém, como quem o é através do fogo (I Cor 3, 13 e 15).

Por difícil que pareça o texto do Apóstolo em I Cor 3, 13 e 15, que citamos com a autorizada interpretação do 1º Concílio de Lião, dele fica bem claro que algumas pessoas serão salvas, “porém através do fogo”, que as purificará. É este estado após a morte que a doutrina católica sempre denominou Purgatório. Palavra esta, creio eu, salvo melhor juízo, mal traduzida do grego para o latim – onde o vocábulo Purgatorium soa como purgante, pelo que a melhor versão latina seria Purgatio, que em português se deve traduzir por purificação. Entende-se pois, a palavra Purgatório, como Purificação, significando aquele estado em que, após a morte, seremos purificados de faltas não mortais, antes de sermos admitidos à luz puríssima de Deus.

É assim, aliás, que o entendeu o novo CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, ao expor esta matéria: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, afim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.” (nº 1030).

Sempre ensinou também a Igreja Católica que, aos mortos que devem ser purificados, muito ajudam os sufrágios, preces e sacrifícios dos irmãos vivos, visto o imenso tesouro da chamada “comunhão dos santos”.

Para ensinar esta doutrina, a Igreja sempre se amparou no texto bíblico do 1º Livro dos Macabeus 12, 38-45, que assim conclui: “É, pois, santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”

Este é o motivo de nossas orações pelos falecidos. Cremos que estão vivos. Cremos que a fé em Cristo os salvou.

Não esquecemos, porém, que muitas fragilidades humanas talvez impeçam a sua imediata acolhida na visão beatífica. E por eles oferecemos preces e sacrifícios, especialmente no Dia de Finados, para que, quanto antes, lhes resplandeça a luz da bem-aventurança.

Por: Antônio Afonso de Miranda, SDN
Bispo Emérito de Taubaté/SP

Fonte: Canção Nova

HIERARQUIA DA IGREJA CATÓLICA


quarta-feira, 20 de abril de 2011

HOMOSSEXUALISMO

P: A Igreja Católica aceita o homossexualismo?
R: A Igreja Católica não aceita de forma alguma o homossexualismo, mas acolhe o homossexual. Isso tem uma diferença muito grande e não é difícil de entender. Está na mesma situação de não aceitar o pecado, mas acolher os pecadores.
O próprio Jesus Cristo em sua curta passagem no meio de nós para o anúncio do Reino de Deus, acolheu os pecadores, mas jamais aceitou o pecado, nem o experimentou.
Voltando aos homossexuais, recordamos as palavras carinhosas do papa Francisco, proferidas a bordo do avião que o conduziu do Rio para Roma, ao final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho de 2013. “Se um gay busca a Deus, quem sou eu para julgá-lo?”, afirmou o sumo pontífice. Deveras, só Deus julga as consciências dos gays e dos heterossexuais. Isto é, de fato, um truísmo. Qualquer pessoa de bom senso há de convir que não se deve sair por aí, prolatando veredictos acerca da conduta alheia. Aliás, o próprio Jesus Cristo declarou: “Não julgueis, para não serdes julgados” (Mt  7,1).
A Igreja, o papa, os bispos, os padres e os católicos leigos se guiam por um marco moral extraído da pregação de Jesus. Portanto, quando a Igreja católica propõe a heterossexualidade como a maneira correta de vivenciar o sexo no matrimônio, o fundamento desta doutrina repousa no evangelho, ciosamente custodiado pelo magistério eclesiástico ao largo de vinte séculos.
O julgamento de cada indivíduo decerto compete só a Deus, no entanto, a Igreja, instituição bimilenar, perita em humanidades (Populorum Progressio, n. 13), tem a obrigação impostergável de anunciar, em alto e em bom som, ou, dos telhados, conforme as escrituras sagradas (Lc 12, 3), o que ela entende como certo ou errado no campo da sexualidade humana.
Esse anúncio, corolário igualmente de um tirocínio de dois mil anos de enfrentamento das agruras que afligem o homem e a mulher, habilitam a Igreja a propor a moral sexual não só aos católicos e cristãos, mas a todas as pessoas de boa vontade.
Nada obstante, convém esclarecer um ponto importante: a Igreja, tal como seu divino fundador, Jesus Cristo, não “impõe” absolutamente nada a ninguém; apenas “propõe”, consoante escrevemos acima, um modus vivendi consentâneo com os valores cristãos.
Os ministros da Igreja devem agir de tal modo que as pessoas homossexuais confiadas aos seus cuidados não sejam desencaminhadas por estas opiniões, tão profundamente opostas ao ensino da Igreja. Contudo o risco é grande e existem muitos que procuram criar confusão quanto à posição da Igreja e aproveitar-se de tal confusão em favor de seus próprios objetivos. ("Carta sobre o atendimento pastoral às pessoas homossexuais”, n. 8).
Os bispos, sucessores dos apóstolos, tomam a sério a questão da homossexualidade, para “compreender com clareza em que sentido o fenômeno da homossexualidade, com suas dimensões múltiplas e seus efeitos sobre a sociedade e sobre a vida eclesial, é um problema que concerne propriamente à preocupação pastoral da Igreja” (“Carta...", n. 2). 
É de se deplorar firmemente que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda hoje objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Semelhantes comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que aconteçam. Eles revelam uma falta de respeito pelos outros que fere os princípios elementares sobre os quais se alicerça uma sadia convivência civil. A dignidade própria de cada pessoa deve ser respeitada sempre, nas palavras, nas ações e nas legislações.
Todavia, a necessária reação diante das injustiças cometidas contra as pessoas homossexuais não pode levar, de forma alguma, à afirmação de que a condição homossexual não seja desordenada. Quando tal afirmação é aceita e, por conseguinte, a atividade homossexual é considerada boa, ou quando se adota uma legislação civil para tutelar um comportamento ao qual ninguém pode reivindicar direito algum, nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos. (“Carta...”, n. 10).
Ensina o catolicismo, que quando alguém “opta por manter um relacionamento sexual com uma pessoa do mesmo sexo equivale a anular o rico simbolismo e o significado, para não falar das finalidades, do desígnio do Criador em relação à realidade sexual.” (“Carta...”, n. 7). Com efeito, explicita a carta em exame: “(...) o relacionamento homossexual não expressa uma união complementar, capaz de transmitir a vida (...)” (“Carta...”, n. 7).
Pensando, agora, nos homossexuais católicos e cristãos, temos de perguntar: o que deve, então, fazer uma pessoa homossexual que procura seguir o Senhor? “Substancialmente é vocacionada a fazer a vontade de Deus em sua vida, unindo ao sacrifício da cruz do Senhor todo o sofrimento e dificuldade que possa experimentar em virtude de sua condição.” (“Carta...”, n. 12).
Tanto o heterossexual quanto o homossexual são chamados a viver a castidade.
A Igreja, obediente ao Senhor que a fundou e a enriqueceu com a dádiva da vida sacramental, celebra no sacramento do matrimónio o desígnio divino da união do homem e da mulher, união de amor e capaz de dar a vida. Somente na relação conjugal o uso da faculdade sexual pode ser moralmente reto.
Infelizmente, uma desavergonhada “teologia da prosperidade” ousou subtrair a cruz da religião cristã e, com isto, desfigurou o cristianismo. Mas, na essência, ser cristão, heterossexual ou homossexual, consiste também em carregar a cruz de cada dia, atendendo ao chamado de Jesus: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8, 34).
Fontes: Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico, Carta da Santa Sé aos Bispos da Igreja Católica sobre o Atendimento Pastoral das pessoas homossexuais, Textos Católicos diversos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

HORÓSCOPO

P: A Igreja católica aceita que eu leia ou acredite em horóscopo?
R: Horóscopo é uma tentativa de “previsão” do futuro de pessoas , de acontecimentos ou mesmo de países, realizada por astrólogos. A essa prática chamamos de astrologia, que nada mais é que uma antiga prática ocultista, em que se crê na influência dos astros nos acontecimentos da vida. A ciência já provou não existir nenhuma consistência nessa crença.
Existem muitas pessoas, e até muitos católicos, que infelizmente não saem de casa sem ler seu “horóscopo”. Uma pergunta muito comum entre essas pessoas é: Qual é o seu signo?
Queridos amigos, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas sobre a não aceitação da prática da astrologia; como podemos ver em Dt 4,19: “Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo da céu”. Ou em Jr 10, 2-3: “Eis o que diz o Senhor: não imiteis o procedimento dos pagãos; nem temais os sinais celestes como os temem os pagãos, porquanto os deuses desses povos são apenas vaidade”. Ou ainda como em Dn 2, 27: “ Respondeu Daniel ao rei: nem sábios, nem mágicos, nem os feiticeiros, nem os astrólogos são capazes de revelar o que o rei pergunta. Mas há no céu um Deus que desvenda os mistérios”.
No Catecismo da Igreja Católica, no. 2116, encontramos a posição oficial e atual da Igreja para nós cristãos católicos:
“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõem “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”.
Queridos amigos e amigas, mais uma vez, vemos que todas essas práticas que sugerem nos dar todas as respostas e nos transformar em verdadeiros deuses, controlando o tempo, o futuro e até as pessoas, só servem como instrumentos do demônio para nos afastar do verdadeiro e único Deus, Jesus Cristo.
Quando alguma pessoa se prende ou se sente atraída por uma dessas práticas, e só consegue iniciar o seu dia após "consultar o seu horóscopo" para "saber como vai ser aquele dia, como deve se comportar, como deve se vestir, etc...  é porque está faltando algo maior em sua vida. Está faltando Deus. Aquele que verdadeiramente rege as nossas vidas, mas, não como bonecos ou fantoches, mas, nos dando a liberdade, o LIVRE ARBÍTRIO.

Por isso quando se sentir atraído por superstições, práticas exotéricas ou outras, volte seu olhar para Deus, procure-O. Confie Nele, pois só Ele é o nosso verdadeiro amigo de todas as horas, mesmo nas mais difíceis e confusas. É Nele que devemos depositar a nossa confiança, a nossa vida e o nosso futuro. E, entregando tudo a Ele, não precisamos nos preocupar com mais nada, a não ser viver os Seus ensinamentos.
Que Deus os abençoe!

domingo, 10 de abril de 2011

HÓSTIA

P: De onde veio a palavra “hóstia”?
R: Certa vez, pensando sobre o “Sacramento da Caridade”, me fiz a seguinte pergunta: por que será que costumamos associar “Eucaristia” com “hóstia“?

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia… Uma criança chegou certa vez para a catequista e perguntou: “Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?”. Ela se referia à primeira comunhão.

Tive então a ideia de ir atrás da origem da palavra “hóstia”. Corri para um dicionário (aliás, vários) e descobri que, em latim, “hóstia” é praticamente sinônimo de “vítima“. Aos animais sacrificados em honra dos deuses, às vítimas oferecidas em sacrifício à divindade, os romanos chamavam de “hóstia”. Aos soldados tombados na guerra, vítimas da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, eles chamavam de “hóstia”. Ligada à palavra “hóstia” vem a palavra latina “hóstis“, que significa “inimigo”. Daí vêm palavras como “hostil” (agressivo, ameaçador, inimigo), “hostilizar” (agredir, provocar, ameaçar). A vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma “hóstia”.

Então aconteceu o seguinte: o cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra “hóstia” exatamente para se referir à maior “vítima” fatal da agressão humana: Cristo, morto e ressuscitado.
Os cristãos adotaram a palavra “hóstia” para se referir ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo, ressuscitado, presente na Eucaristia. A palavra “hóstia” passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira:

“Isto é o meu corpo entregue… o meu sangue derramado”.

O pão consagrado, portanto, é uma “hóstia”, aliás, a “hóstia” verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana e agora vivo entre nós, feito pão e vinho, entregue como alimento e bebida: Tomai e comei… Tomai e bebei…

Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito deste sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra “hóstia” na liturgia do cristianismo romano primitivo e se fixou quase que só na materialidade da “partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa” – a tal ponto que acabamos por chamar de “hóstias” até mesmo as partículas ainda não consagradas!

Hoje, quando falo em “hóstia”, penso na “vítima pascal”, penso na morte de Cristo e na sua ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e a sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembleia canta: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”.

Diante desta “hóstia”, isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido “como hóstia viva, santa, agradável a Deus” (Rm 12,1). Adorar a “hóstia” significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no dia-a-dia. E comungar a “hóstia” significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para nos tornarmos o que Cristo é: hóstia, entregue em serviço aos irmãos.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no “sacrossanto mistério da Eucaristia”, completa: “E aprendam a oferecer-se a si próprios oferecendo a hóstia imaculada não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele, e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos” (SC 48).

Por Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

INDULGÊNCIAS

P: O que vem a ser indulgências?
R:
Vou contar uma estória para vocês, queridos jovens, que talvez possa ajudar a que entendam o que vem a ser indulgências.
Existia uma família formada pelo pai, a mãe e um jovem de uns 24 anos aproximadamente. A relação daquele jovem com seus pais era muito difícil e conturbada, principalmente porque aquele jovem tinha um temperamento muito difícil, era muito arrogante, questionador e se achava auto suficiente. Não aceitava que seus pais lhe questionassem em nada e não os respeitava.
Aquela vida de brigas e discussões, e, sofrimento de seus pais com aquela situação para a qual eles não viam solução, foi levando seus pais a ficarem cada vez mais tristes e abatidos e chegou a um ponto em que eles já nem podiam falar direito com seu único filho.
Existia no quintal da casa onde moravam, uma bela árvore, frondosa, que dava grande sombra e que o rapaz gostava muito e tinha um apego todo especial, pois havia sido plantada por ele com a orientação de seu pai, ainda quando era pequeno.
Num belo dia, o pai, num ato de desesperança, após mais uma discussão com seu filho que havia saído porta a fora, foi até o quintal, pegou um martelo e alguns pregos e começou a pregar pregos naquela árvore. Isso se tornou uma rotina para cada ato de desobediência e mágoa causado naquele pai, pelo filho.
Um belo dia, o filho, num raro momento de relaxamento, estava andando pelo quintal da casa e passou perto da árvore que tanto gostava. Não foi surpresa maior a de ver que a árvore estava toda cravejada de pregos. A sua raiva também não foi menor e num gesto de ira entrou pela casa a dentro gritando e querendo saber quem havia feito aquilo na sua árvore.
Foi quando seu pai, chorando e com um certo medo da reação do filho, o informou que havia sido ele que tinha feito aquilo. A ira do filho foi maior ainda, tendo sido preciso que sua mãe entrasse em sua frente para que ele não agredisse seu pai. No meio da gritaria do filho, ele faz ao pai a pergunta fatídica: Por que você fez aquilo com a minha árvore?
Foi quando seu pai, chorando, disse-lhe: “Filho, eu já não sabia mais o que fazer para que você nos ouvisse, de forma a que pudéssemos ter um relacionamento feliz. Então num gesto de desespero e de desabafo, fiz aquilo na árvore.
O filho voltou a questionar o por que colocar tantos pregos? E o pai respondeu que cada prego daquele era relativo a um momento de discussão e de mágoa causados por ele a seus pais.
O filho ficou inconformado e sai pela porta a fora.
Alguns dias depois, já mais calmo e sozinho em seu quarto, começou a pensar o porque o pai havia feito aquilo na árvore que ele tanto gostava e que seu pai também, pois a haviam plantados juntos. E começou a pensar em sua vida e seu relacionamento com seus pais.
Então, após vários dias calado e pensando na sua vida e no seu relacionamento com seus pais, chegou a conclusão de que estava totalmente errado e que era hora de mudar.
Todo sem graça, chegou num outro dia junto ao seu pai e sua mãe, que estavam do lado de fora da casa cuidando de algumas plantas próximas a árvore e chamando seus pais próximo à mesma, lhes disse: “Pai, mãe, eu queria lhes dizer que tenho pensado muito na minha vida e no nosso relacionamento e cheguei a conclusão de que eu tenho agido de uma forma totalmente errada com vocês. Eu queria pedir perdão por tudo que tenho feito e dizer que vou tentar mudar de todo o meu coração.
Seus pais meio atônitos e com lágrimas brotando dos olhos, aceitaram o pedido de perdão feito pelo filho, o abraçaram, beijaram, coisas que não podiam nem pensar em fazer em outras ocasiões, e já chorando muito disseram que o amavam muito.
O filho, também chorando, continuava a pedir perdão aos pais e num determinado momento, junto àquela árvore, fez um pedido ao pai: “Pai, se eu queria te pedir uma coisa. Para cada gesto que eu fizer daqui para frente, demonstrando o meu amor por vocês, o “senhor” poderia tirar um prego da “nossa” árvore?
O pai respondeu, entre lágrimas, que sim e os três ficaram por longo tempo se abraçando aos pés daquela árvore.
Passou o tempo e o rapaz realmente mudou de comportamento, ficando muito mais meigo e delicado com seus pais, passou a respeitá-los, a ouví-los, e aquela família passou a viver a verdadeira felicidade fundamentada no amor.
Num belo dia o rapaz passando com o pai pelo quintal, chegou junto a árvore e viu que a mesma não continha mais nenhum prego. Os dois se abraçaram e o filho todo orgulhoso falou para o pai. “Viu pai, eu consegui que você tirasse todos os pregos da árvore!
O pai, com lágrimas nos olhos, concordou com o filho, mas lhe disse: “É filho, você conseguiu. Parabéns. Nós te amamos muito por isso. Mas, se você reparar na árvore, todos os pregos realmente foram tirados, mas as marcas dos mesmo continuam. Essas, eu não consegui tirar.”
Queridos amigos, essa estória, pode ser a história de nossas vidas com relação a Deus, guardando as devidas proporções. Todas as vezes que damos uma resposta negativa ao amor de Deus por nós, estamos pecando. Toda vez que magoamos os nossos irmãos, estamos pecando. E ainda, toda vez que maltratamos a natureza criada por Deus, também estamos pecando.
E, quando pecamos, o meio para recebermos o perdão de Deus é o sacramento da confissão. Entretanto, quando confessamos, com um sacerdote, recebemos o perdão de Deus pela culpa dos nossos pecados cometidos (ou seja, recebemos o perdão de Deus pelos atos em si cometidos), mas, fica a consequência desses pecados, a pena temporal (que são as marcas na árvore, da nossa estória). E essa pena temporal, só é purificada, ainda nesta vida, através das indulgências ,ou quando morrermos, no purgatório.
Para que vocês, queridos amigos, tenham uma definição mais teológica do que são as indulgências, recorremos ao que nos diz o Manual da Indulgências (Edições Paulinas, 1990):
“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.
A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.
O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel, ao usá-los com piedade, pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legítima de profissão de fé”.
Aconselhamos a todos que queiram conhecer mais sobre as indulgências plenárias que adquiram o Manual das Indulgências, à disposição nas livrarias católicas.