APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com
Mostrando postagens com marcador 10 - A MISSA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 10 - A MISSA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A SANTA MISSA

P: Qual o grande valor da Santa Missa?
R: “Uma Santa Missa tem mais valor que todos os tesouros do mundo”. São Leonardo de Porto Maurício, pdos missionários.
A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo oferecido, em nossos altares, em memória do sacrifício da Cruz.
O Santo Sacrifício da Missa é oferecido:
1º Para adorar e glorificar ao Senhor bom Deus;
2º Para agradecer a Deus os benefícios recebidos;
3º Para obter de Deus o perdão dos pecados;
4º Para pedir a Deus graças e favores. “Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido serão a tua maior consolação”.
Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de JESUS CRISTO. Ele compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de Satanás sobre ti mesmo. Sufraga as Almas do Purgatório da melhor maneira possível.
Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte. “Será ratificada no Céu a bênção, que do Sacerdote recebes na Santa Missa”, afirma o grande Doutor e Bispo da Igreja Santo Agostinho de Hipona. “O renomado pregador, denominado “O Boca de Ouro”, Doutor e Patriarca de Constantinopla São João Crisóstomo escreveu: “Estando Jesus morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, transpassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício”.
O ínclito teólogo e Doutor da Igreja Santo Tomás de Aquino disse: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa”. Pelo martírio, o homem oferece o Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do SALVADOR; é o dom soberano do Seu amor”. Foi de forma magistral que a magnífica mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila disse: “Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo perecia neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus”. “Jesus Cristo na Santa Missa é médico e remédio” afirmou o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, Bispo e Doutor da Igreja Santo Afonso de Ligório.
Preciosidades
Pedras preciosas sempre fascinaram por sua beleza, raridade e durabilidade, sem contar os milhões que podem representar. A maioria dessas preciosidades, também chamadas de gemas, são minerais ou rochas formadas a partir de condições especiais e pouco frequentes na natureza. “Cada mineral tem seu modo particular de formação. O diamante, por exemplo, se forma a partir do carbono, com pressões e temperaturas elevadas, só encontradas no interior da terra a grandes profundidades”, diz o geólogo e gemólogo Nelson Luiz Chodur, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná. O total de ouro no mundo, na superfície e já processado é de 163.000 toneladas. Todo esse ouro, com todas as pedras preciosas, junto com todo dinheiro e outras riquezas no mundo, não valem nada diante da Santa Missa. “Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou com ouro, que fostes resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um Cordeiro sem defeitos e sem mácula” (1 Pd 1, 18). O maior valor que existe na face da terra é a Santa Missa. É a Santa Missa o verdadeiro culto de louvor, oblação, glorificação e adoração a Santíssima Trindade.
Fonte: Site da Comunidade Shalom (Formação)
P: Como devemos nos comportar e trajar para participar da Santa Missa ?
R: A Santa Eucaristia é a "fonte e ápice de toda a vida cristã". "Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa."
"A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai." Finalmente, pela Celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos (1 Cor 15,28).
Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé. "Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar."
A Santa Missa é o momento maior em que toda a Igreja de Cristo: a militante (que somos todos nós, povo de Deus), a padecente (dos que estão no purgatório) e a triunfante (dos que já habitam os céus), se une para celebrar o grande Mistério Pascal de Jesus.
Dessa forma queridos amigos e amigas, é de suma importância que participemos da Santa Eucaristia, de forma alegre mas, respeitosa. Pois estamos participando da Ceia do Senhor Jesus.


A forma respeitosa a qual devemos ter durante toda a Santa Missa, está relacionada a diversos aspectos. Citamos alguns deles:


- ENTRADA NA IGREJA

Devemos sempre, no mínimo, fazer a vênia, ao entrarmos na casa de Deus. Isso significa que reconhecemos a santidade e o poder daquele em cuja casa (Igreja) estamos entrando. Além é claro, da obrigação que temos como cristãos, de cumprimentar o Senhor de nossas vidas.
É como se, durante o nosso dia-a-dia, chegássemos na casa de alguém, conhecido nosso ou não, e não cumprimentássemos os donos da casa. É uma tremenda falta.



- VESTIMENTA

A roupa com a qual devemos participar da Santa Missa, homens e mulheres, deve ser tal que represente de forma adequada o nosso respeito para com o dono da casa, ou seja, o próprio Cristo Jesus.
Não se deve usar nada que seja motivo de "escândalo" para os outros nossos irmãos, pois isso é sinal de que estamos com a roupa errada para o local onde estamos: a Igreja de Cristo.
O maior desafio para os fiéis que frequentam a Igreja, é o verão, época de calor intenso. Nesse período é normal que queiramos colocar roupas leves e se possível "reduzidas", tais como: bermudas e camisetas para os homens; e, para as mulheres: saias curtas, blusas tomara-que-caia ou mesmo blusas sem alças e com decotes acentuados na frente e nas costas etc.
Queridos amigos e amigas, ninguém vai à praia de terno ou de vestido longo, nem tampouco vai a um velório de sunga de praia ou de maiô. Então, por que ir à Missa, na casa de Deus, com roupas inadequadas. Alguns parecem até que vão para a praia, de bermuda curta e camiseta ou para um jogo de futebol, todo uniformizado, só faltando as chuteiras.
A etiqueta e as regras de convivência em nossa Sociedade, nos ajudam a pensar e nos diz que "devemos usar a roupa adequada para cada momento". Devemos ter o cuidado, então, para não usarmos a roupa errada, no momento errado e no evento errado.
Queridos amigos e amigas, que grande sacrifício fazemos para Jesus, aquele que deu Sua vida por nós, se sentirmos um poiuco de calor durante a Missa, devido a estarmos usando a roupa adequada e respeitosa para a Celebração Eucarística ? Acho que não é tão grande sacrifício assim, tendo em vista tudo o que Ele fez por nós !


- PARTICIPAÇÃO NA MISSA

Há muito tempo que todos nós cristãos católicos sabemos que devemos participar da Santa Missa e não simplesmente assistí-la. A Missa não é um show para que venhamos assistí-lo. Ao contrário, a Missa é uma Celebração e como o nome já diz,devemos celebrar o Cristo, com alegria, mas, com respeito. Por isso a nossa participação deve ser no sentido de acompanharmos todos os momentos da Sagrada Liturgia e entender a grandiosidade dos mistérios que acontecem durante a celebração. Devemos acompanhar todas as leituras, meditando sobre elas; responder em voz alta nos momentos certos; louvarmos com cânticos; adorarmos e, silenciarmos e meditarmos nos momentos que são para isso.
Não devemos dessa forma, ir para a Santa Missa, e ficarmos conversando com o nosso vizinho de banco, quando a homilia não nos atrai (lembremos que é Deus que está nos falando, através do sacerdote) ou durante o ofertório, ou ainda, durante a comunhão etc.
Não devemos ficar comendo ou bebendo durante a celebração. A não ser em casos de extrema necessidade, como de tomar remédios com hora marcada.
Não devemos ficar circulando pela Igreja, indo ao banheiro ou ao bebedouro toda hora.
Não devemos ainda, atender o telefone celular e ficar "batendo papo" com alguém durante a celebração.
Enfim, amigos e amigas, devemos sim, aproveitar ao máximo esse momento de Graça de Deus, que é a Santa Missa, para bebermos da Sua Palavra e comermos do Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia. E sairmos assim, fortificados e em paz, para mais uma semana de luta pela vida, em nossas famílias, no nosso trabalho, na escola etc.
Não deixemos a Graça abundante de Deus passar sem que tomemos posse.
Tenham todos uma Santa e Feliz Eucaristia no próximo domingo (o dia do Senhor).

P: Um leigo pode ler o Evangelho na Missa?

R: A ordenação ritual da Missa pode comparar-se a uma partitura musical, em que cada intervenção está programada e dosada para se obter uma execução harmônica; assim, se um cantor ou um instrumentista executar uma parte que não lhe pertença, comprometerá toda a execução. O mesmo acontece com a leitura do Evangelho durante a Missa, se efetuada por um simples fiel, pois não se trata somente de infração disciplinar, mas também provoca uma espécie de grande desafinação. Ao tornar-se uma regra, e ainda por cima com a aprovação do pároco, revela uma incompreensão grave dos diferentes papéis a desempenhar na celebração eucarística e manifesta um enorme atropelo ritual.

O papel dos sacerdotes e dos fiéis

Entre o papel do sacerdote e o da assembleia dos fiéis – os dois polos de convergência que interagem numa relação constante-, há outras pessoas ou atores com tarefas bem determinadas, sem sobreposições nem interferências. Poderá haver quem considere que estas inter-relações têm uma importância secundária ou até mínima; mas a verdade é que o Concilio Vaticano II consagrou-lhes explicitamente um artigo Constituição Litúrgica Sacrosanctum concilium (SC): “Nas celebrações litúrgicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu ofício, a fazer tudo e só o que é da sua competência, segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas” (SC 28).

A disposição conciliar acabou com o monopólio do sacerdote que tinha centrado em si as diversas funções desde a da presidência à de ler as leituras e os textos destinados ao canto, e voltou a dar plena capacidade de expressão e de participação à assembleia dos fiéis. De fato, a assembleia, à semelhança da Igreja, de que é a manifestação visível e privilegiada – reveladora da sua natureza e das suas características – , não é uma massa indiferenciada e uniforme, mas um povo reunido e ordenado, onde cada membro ou grupo desempenha a sua função específica para serviço de todos.

À frente da assembleia eucarística coloca-se a figura do sacerdote que, por força do sacramento da Ordem (por isso é que se diz "ministério ordenado"), preside em vez de Cristo, dirige a oração, anuncia a Palavra de salvação, associa o povo à oferta e distribui o pão da vida eterna. Ente os ministros ordenados, além do bispo, encontramos o diácono, sempre tido em grande honra, a quem competem diversos ofícios, especialmente a proclamação do Evangelho e o serviço da comunhão no cálice. Para evitar qualquer forma de individualismo e de divisão, exige-se que a assembleia forme um único corpo, participando de modo unitário na escuta da Palavra, na oração, no canto, na oferta, na comunhão e, igualmente, nos gestos e atitudes do corpo.

Mistérios para o serviço

Para serviço do presidente e da assembleia está prevista uma serie de ofícios ou ministérios (etimologicamente nem de poder) exercidos por pessoas oportunamente designadas e preparadas para cada um dos momentos da celebração: para o acolhimento, para a leitura, para a oração, para o canto e para a mesa. O número de pessoas encarregadas varia, consoante as assembleias são mais ou menos numerosas, mas o mínimo requerido para a missa com a participação dos fiéis é de, pelo menos, três ministros: um acólito, um leitor e um cantor. O cantor está encarregado de dirigir e de apoiar o canto do povo, ajudado, se possível, pelo coro. O acólito ajuda o sacerdote no altar e, em determinadas condições, na distribuição da comunhão aos fiéis. O leitor – como o acólito, é um ministério <>, isto é, designado de modo estável com um rito apropriado – desempenha a função da leitura dos textos bíblicos, exceto do Evangelho. Estes dois ministérios também podem ser exercidos por simples fiéis, desde que preparados do ponto de vista bíblico, litúrgico, espiritual e técnico.

Fonte: Aleteia
P: Acompanhar a Missa pela televisão vale como missa dominical?

R: A resposta precisa pelo menos de duas premissas gerais: uma litúrgica e outra moral.


Segundo a liturgia cristã, o culto prestado a Deus é principalmente comunitário (liturgia = culto do povo) e enriquece a participação pessoal. Sempre é assim a celebração da Eucaristia: toda a assembleia participa (não apenas assiste) da celebração eucarística presidida pelo sacerdote e, junto dele, exerce o sacerdócio comum unindo a oferenda de si à de Cristo, feita de uma vez para sempre.



Como consequência – eis aqui o aspecto moral – o preceito festivo da missa não pode ser cumprido sem a participação pessoal da Eucaristia dominical. Além disso, leva-se em consideração o outro princípio moral segundo o qual ninguém é obrigado a cumprir atos “impossíveis”.



Por isso, quem, por sérios ou graves motivos, está impedido ou impossibilitado não está sujeito ao preceito: por exemplo, quem está doente ou é idoso, ou quem está particularmente longe do lugar da celebração dominical, ou onde, por falta de padres, a missanão é celebrada etc.


Tendo estas premissas, torna-se clara a resposta à pergunta sobre o caso particular: não se cumpre o preceito nunca escutando ou assistindo à transmissão radiofônica ou televisiva da missa; mas se pode afirmar simplesmente que, neste determinado caso, a pessoa, por motivos de saúde ou idade, não está sujeita ao preceito.

Resta, no entanto, considerar a ajuda e o significado espiritual que a transmissão televisiva da missa pode dar às pessoas impossibilitadas de participar pessoalmente da celebração dominical. São esclarecedoras as palavras que, em vários momentos, os bispos italianos expressaram com relação a isso. Um dos trechos diz:

“A missa pela televisão é frequentemente vivida com participação e devoção por parte do doente, do idoso ou de quem se encontra na impossibilidade de assistir pessoalmente na Igreja. E, precisamente a estes últimos, ela pode oferecer um serviço espiritual bastante útil. Mais ainda: é sobretudo nesta categoria de pessoas que será preciso pensar na participação dessas missas, na homilia, nas intenções da oração universal.

Quem está impedido, por motivos sérios, não está sujeito aopreceito. Por outro lado, a participação da missa pelo rádio ou pela televisão nunca satisfaz o preceito. No entanto, é evidente que umamissa pela televisão ou no rádio, que de forma alguma substitui a participação direta e pessoal da assembleia eucarística, tem seus aspectos positivos: a palavra de Deus é proclamada e comentada “ao vivo” e pode incentivar a oração; o doente e o idoso podem se unir espiritualmente à comunidade que, nesse momento celebra o rito eucarístico; a oração universal pode ser compartilhada e participada.

Falta certamente a presença física, mas a impossibilidade de levar uma oferenda ao altar não exclui a de fazer da própria vida (doença, fraqueza, lembranças, esperanças, temores) uma oferenda para unir à de Cristo. E a impossibilidade de se aproximar do baquete eucarístico pode ser hoje superada, em muitos casos, pelo pontual serviço dos ministros extraordinários da comunhão.” (Il giorno del Signore, 1984).

Mais ainda, a vinte anos de distância: “Pela natureza e pelas exigências do ato sacramental, não é possível equiparar a participação direta e real (da missa) com a midiática e virtual, por meio de instrumentos da comunicação social.

Ainda que represente uma forma bastante válida de ajuda na oração, sobretudo para quem está doente ou impossibilitado de estar presente, dado que oferece a possibilidade de se unir a uma celebração eucarística no momento em que esta é levada a cabo em um lugar sagrado, é preciso evitar qualquer equiparação” 
(Comunicaziones e Missione. Direttorio sulle comunicazione social nella missione dela Chiesa, 2004, n. 64).
Resposta de Gilberto Aranci, professor de Teologia Pastoral
(Artigo publicado originalmente por Toscana Oggi)
Fonte: Aleteia
P: São permitidas músicas protestantes dentro da Santa Missa?

R: O Papa Emérito Bento XVI trabalhou arduamente durante todo o seu pontificado para mostrar a beleza e a importância da liturgia na vida da Igreja. Mais do que documentos e papéis (os quais possuem obviamente a sua relevância), procurou viver a liturgia em toda a sua plenitude, educando pelo exemplo. Ensinou a todos que "uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados".

Desse modo, tudo que envolve a liturgia tem sua importância e o seu significado. Como centro da vida do cristão católico, portanto, não se pode realizá-la de qualquer maneira. A Igreja, ao longo dos seus dois mil anos de História, sempre teve especial atenção aos cânticos e músicas executadas nas mais diversas celebrações, especialmente na Santa Missa. O Catecismo da Igreja Católica dedica os números 1156 e seguintes, para explicar a importância do canto e da música para a liturgia:

"A tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de valor inestimável que se destaca entre as demais expressões de arte, principalmente porque o canto sacro, ligado às palavras, é parte necessária ou integrante da liturgia solene. (…) O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por estarem intimamente ligadas à ação litúrgica, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos movimentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis. (…) Todavia, os textos destinados ao canto sacro hão de ser conformes à doutrina católica, sendo até tirados de preferência das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas."
Ora, Catecismo é bastante claro no sentido de que a Igreja possui a música como patrimônio e este não deve ser ignorado ou substituído por modismos. Os cantos e a música colaboram para que cada fiel mergulhe no mistério da celebração e aproxime-se do centro que é Deus. O Papa Bento XVI, em sua exortação apostólica Sacramentum Caritatis, é ainda mais objetivo quando diz:

"Na sua história bimilenária, a Igreja criou, e continua a criar, música e cânticos que constituem um patrimônio de fé e amor que não se deve perder. Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; a propósito, é necessário evitar a improvisação genérica ou a introdução de gêneros musicais que não respeitem o sentido da liturgia. Enquanto elemento litúrgico, o canto deve integrar-se na forma própria da celebração; consequentemente, tudo — no texto, na melodia, na execução — deve corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos. Enfim, embora tendo em conta as distintas orientações e as diferentes e amplamente louváveis tradições, desejo — como foi pedido pelos padres sinodais — que se valorize adequadamente o canto gregoriano, como canto próprio da liturgia romana."
Percebe-se, então, que a música e o canto devem ser escolhidos com critério, respeitando o sentido da liturgia que não é outro senão adorar a Deus, fazendo memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para isso, é necessário sair do antropocentrismo e devolver a Deus seu lugar no centro da celebração.
As músicas e cantos que fazem parte do patrimônio da Igreja já passaram pelo crivo teológico e, presume-se, portanto, que estejam isentas de erros ou de heresias. O que não acontece com músicas de autores declaradamente protestantes, pois, como o próprio nome já diz, estão separados da Igreja por algum motivo que pode, de alguma forma, refletir-se na letra da música. Se isso ocorre, o católico, inadvertidamente, estará proferindo um erro ou uma heresia.
Para não correr o risco de errar e induzir outros em erros e, o que é pior, em heresias, recomenda-se permanecer sempre com o patrimônio da Igreja. Seguro, portanto, é caminhar pela vereda apontada pelo Papa Emérito Bento XVI: preservar o patrimônio de fé e de amor que é a música e o canto sacros, utilizando-os e focando na formação dos músicos, "valorizando adequadamente o canto gregoriano, como canto próprio da liturgia romana". Desse modo, o mundo será introduzido no mistério da liturgia e não o contrário.
Fonte: Padre Paulo Ricardo

P: Que gestos e posturas devemos ter para participarmos melhor da Santa Missa?


R: missa se divide nas seguintes partes: ritos iniciais, liturgia da Palavra, liturgia da Eucaristia, rito de comunhão e rito de conclusão.


I. Ritos iniciais



Chegamos à igreja e nos preparamos para celebrar o maior mistério da nossa fé Durante este rito, os fiéis ficam em pé.



A. Canto e procissão de entrada: entoamos um canto apropriado, com muita alegria. O canto de entrada foi introduzido na liturgia romana no século V. A procissão simboliza o caminho percorrido pela Igreja peregrina rumo à Jerusalém celeste.
O sacerdote chega ao altar, o beija e, conforme o caso, o incensa. Incensar é um símbolo de honra, purificação e santificação. Depois, ele faz o sinal da cruz.

B. Saudação do sacerdote que preside: recorda as saudações que São Paulo fazia às primeiras comunidades cristãs em suas cartas.

C. Ato penitencial: nós nos reconhecemos pecadores e fracos diante de Deus. É um ato de humildade. E lhe pedimos perdão por todas as nossas faltas. Este momento não substitui a confissão em caso de pecado mortal. O ato penitencial tem 4 partes:

1. Convite aos fiéis para que se examinem e se reconheçam pecadores, em um momento de silêncio. Este momento de silêncio é importante e faz parte essencial deste ato.
2. Pedido de perdão, que se expressa na oração “Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós, irmãos...” e no gesto de bater no peito, ao dizer: “Por minha culpa, minha tão grande culpa”.
3. Absolvição, que não é sacramental, mas expressa um desejo de perdão de Deus. O sacerdote implora: “Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna”. O povo responde, dizendo: “Amém”.
4. Petição: “Senhor, tende piedade de nós”.

D. Glória (nas festas – sejam ou não de preceito – e solenidades). O Glória é um hino antiquíssimo e venerável com o qual a Igreja glorifica Deus Pai e faz sua súplica ao Cordeiro. O texto deste hino não pode ser trocado por outro. Louvamos Deus e reconhecemos diante dele o quanto necessitamos dele.

E. Oração coleta (exclusiva do sacerdote): é uma oração que expressa o caráter da celebração. É a oração que o padre, em nome de todos, faz ao Pai. Nela, são agrupadas ou recolhidas as necessidades de toda a assembleia.

II. Liturgia da Palavra

Os fiéis estão sentados. Nas leituras (que também são um alimento espiritual), Deus fala ao seu povo, mostra-lhe os mistérios da redenção e da salvação.

Segundo a tradição, o serviço de proclamar as leituras não é presidencial, mas ministerial.

As leituras da missa variam ao longo do ano, conforme os tempos litúrgicos (advento, natal, quaresma, páscoa, tempo comum) e se dividem em três ciclos, um por ano: A, B e C. Portanto, o fiel que for à missa diariamente, após 3 anos, terá escutado a Bíblia quase completa.

Nesse momento, Deus nos fala e quer que guardemos essa mensagem em nosso coração, que a meditemos e apliquemos ao longo do dia.

Como são feitas as leituras? O leitor vai até o ambão e os fiéis se sentam. No final de cada leitura, o leitor diz: “Palavra do Senhor”, que não é um esclarecimento, mas uma confissão de fé.

A. Primeira leitura: sempre é tirada do Antigo Testamento. Nele, Deus nos fala por meio da história do povo de Israel e dos seus profetas.

B. Salmo responsorial: é uma resposta à Palavra de Deus, relacionada com a primeira leitura. O Senhor também fala ao seu povo por meio dos salmos.

C. Segunda leitura: é sempre tirada do Novo Testamento, e está presente nas solenidades e em algumas festas).

D. Aleluia: Os fiéis ficam em pé e cantam o Aleluia, exceto na Quaresma.

E. Proclamação do Evangelho: segundo o caso, incensa-se o evangeliário.

F. Homilia: nesse momento da missa, o sacerdote explica o significado das leituras, bem como sua aplicação às nossas vidas.

G. Credo: os fiéis proclamam sua fé em pé. O Credo (ou Símbolo ou Profissão de Fé) é uma confissão pública da fé, feita também como resposta à Palavra de Deus. É recitado em algumas festas e nas solenidades.

H. Oração dos fiéis: em geral, as intenções são pelas necessidades da Igreja; pelos que governam e pela salvação do mundo; pelos que sofrem e por qualquer dificuldade; e pela comunidade local. Nas celebrações especiais, como crisma, casamento, exéquias, a ordem as intenções pode levar mais em consideração a ocasião particular.

III. Liturgia eucarística

A. Canto do ofertório

B. Procissão das oferendas

C. Apresentação do pão e do vinho, da água e da oferenda dos fiéis: nesta parte da Missa, o sacerdote apresenta o pão e o vinho a Deus, oferecendo-lhe estes dons para que se convertam no Corpo e Sangue de Cristo.

Nós, fiéis, aproveitamos este momento para oferecer a Deus nossa vida, nossos propósitos e intenções, nosso amor, nossas qualidades, para que Ele as santifique e sirvam para o bem da Igreja. É o momento de oferecer-lhe interiormente um novo esforço por alcançar aquilo que nos propusemos espiritual e humanamente.

O sacerdote toma em suas mãos a patena com a hóstia e, elevando-a um pouco, recita uma oração de bênção. Faz o mesmo com o cálice.

Antes de apresentar o vinho, o padre coloca algumas gotas de água no cálice. O que esta mistura de água e vinho representa? Ela pode ter três ignificados: a união dos fiéis (a água) com Cristo (o vinho), a união da natureza humana com a natureza divina de Cristo e, sobretudo, simboliza a água e o sangue que brotaram do lado de Jesus, ao ser atravessado com a lança. Segundo o caso, incensa-se o altar, o sacerdote e a assembleia.

D. Lavatório das mãos: o sacerdote lava as mãos ao lado do altar, rito com o qual expressa seu desejo de purificação interior.

E. Convite a orar: “Orai, irmãos, para que este sacrifício seja aceito por Deus Pai...”.

F. Oração sobre as oferendas

G. Oração eucarística

1. Prefácio: ação de graças na qual o sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica Deus Pai e lhe dá graças por toda a obra de salvação.

2. Aclamação: com ela, toda a assembleia, unindo-se aos coros celestiais, canta o Santo. Esta aclamação é proclamada por todo o povo, juntamente com o sacerdote.

3. Epiclese: invocação do Espírito Santo para a consagração das espécies eucarísticas.

4. Narração da instituição da Eucaristia e consagração: os fiéis se ajoelham, pois este é o momento central da Missa, no qual o pão e o vinho se transformam em Corpo e Sangue de Cristo. Quem não puder se ajoelhar, pode fazer uma inclinação profunda nos momentos em que o sacerdote faz a genuflexão.

5. Aclamação da assembleia: o sacerdote proclama o mistério da fé e os fiéis respondem: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição...”.

6. Anamnese: com ela, a Igreja realiza o memorial do próprio Jesus, renovando principalmente sua bem-aventurada paixão, sua gloriosa ressurreição e sua ascensão ao céu. O sacerdote diz: “Celebrando agora, Senhor, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, e da sua admirável ressurreição e ascensão aos Céus, e esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos, em ação de graças, este sacrifício vivo e santo”.

7. Oblação: ofertório do pão de vida e do cálice da salvação, com o qual a Igreja oferece ao Pai, no Espírito Santo, a vítima imaculada.

8. Preces de intercessão: com elas, expressa-se que a Eucaristia se celebra em comunhão com toda a Igreja, tanto com a do céu como com a da terra. O sacerdote diz: “Lembrai-vos, Senhor, da vossa Igreja...”.

9. Doxologia: é uma exclamação feita pelo sacerdote: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo...”. Com ela, expressa-se a glorificação de Deus, que é afirmada e concluída com o “Amém” do povo.

IV. Rito da comunhão

A. Pai-Nosso: oração conjunta entre sacerdotes e fiéis. Como prática de piedade, se você costuma elevar suas mãos ou segurar nas mãos de outras pessoas para rezar o Pai-Nosso, sugere-se que não se force outras pessoas a seguirem sua prática pessoal, pois algumas podem se distrair com isso e não prestar atenção à oraçãoem si.

B. Embolismo: é uma oração exclusiva do sacerdote, que desenvolve a última petição do Pai-Nosso para toda a comunidade dos fiéis: a libertação do poder do mal. O povo conclui com a doxologia: “Vosso é o Reino, o poder e a glória...”.

C. Saudação da paz: este é um momento de muitos abusos e motivo de desordem; é preciso manter o clima de recolhimento e silêncio. O fiel saúda somente quem está ao seu lado, pois é só uma saudação de paz. Neste momento, é necessário evitar algumas ações, tais como:

1. A introdução de um “canto da paz”, inexistente no rito romano.

2. Deslocamento dos fiéis para dar a saudação da paz.

3. Que o padre saia do altar para dar a paz aos fiéis.

4. Que a saudação da paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes (cf. carta circular da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos sobre o rito da paz, n. 6).

Se você precisa se reconciliar com alguém (ainda que esteja ausente), faça isso durante a missa, cumprindo o que o Senhor diz: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta
” (Mt 5, 23-24). Portanto, o rito da saudação de paz não é um momento de esticar exageradamente o braço, saudar à distância, dar voltas inteiras ou fazer deslocamentos.

D. Cordeiro de Deus e fração do pão: o sacerdote toma o pão consagrado, parte-o sobre a patena e deixar cair uma parte dele no cálice, dizendo uma oração em particular para significar a unidade do Corpo e Sangue do Senhor, ou seja, do Corpo de Cristo Jesus vivente e glorioso na obra da redenção.

E. Rito de procissão de comunhão e canto de comunhão: o canto de comunhão, ao qual todos os fiéis se unem em pé, comungando ou não, dura até que o último fiel comungue.

O ideal é comungar na boca, se possível de joelhos.

A comunhão na mão é uma opção, mas a forma geral e ideal da Igreja é a recepção da comunhão na boca e de joelhos como ato de absoluto respeito ao Santíssimo Sacramento.

Ainda que a Igreja o permita, não é aconselhável fazer uso desnecessário e sem razão desta prática. Você estará recebendo o próprio Deus, e cada particular que fica em suas mãos ou cai é uma profanação ao Santíssimo.

É desejável que os fiéis recebam o Corpo do Senhor das hóstias consagradas nessa mesma missa e, nos casos previstos, participem do cálice. Cheios de alegria, nós nos aproximamos para receber Jesus, pão da vida.

Antes de comungar, fazemos um ato de humildade e de fé. O sacerdote faz uma genuflexão, toma o pão consagrado e, elevando-o sobre a patena, mostra-o ao povo, dizendo: “Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Os fiéis respondem: “Senhor, eu não sou digno...”, usando as palavras do centurião de Cafarnaum quando se reconheceu indigno de receber Jesus em sua casa.

Chamamos Jesus de “Cordeiro” à semelhança dos cordeiros que eram sacrificados no templo, mas com uma grande diferença: os cordeiros do templo não tiravam o pecado do mundo, enquanto o “Cordeiro de Deus” o faz.

A comunhão é um dom que o Senhor oferece aos fiéis por meio de um ministro autorizado. Imita-se um gesto do Senhor: “Ele o deu, dizendo: tomai...”. Por este motivo, a Igreja não admite que os fiéis tomem por si mesmos o pão consagrado e o cálice sagrado, nem que o passem um ao outro.
 
F. Tempo amplo de silêncio: depois que o último fiel comunga e o sacerdote guarda a reserva de hóstias no sacrário, os fiéis se sentam ou se ajoelham e oram em particular.
 
G. Oração após a comunhão: todos os fiéis ficam em pé e suplicam os frutos do mistério celebrado, para terminar a súplica do povo de Deus e também para concluir todo o rito de comunhão.
 
H. Momento para eventuais avisos paroquiais
 
V. Rito de conclusão
 
A. Bênção: o povo recebe a bênção fazendo o sinal da cruz em silêncio.
 
B. Cântico final: depois do cântico, os fiéis podem sair da igreja. O momento da saída é extensão do momento sagrado da missa. Ainda haverá pessoas orando, desejando estender seu momento pessoal de intimidade com Deus; seja compreensivo diante de suas necessidades particulares e suas devoções, colaborando com o silêncio.
 
VI. Apêndice
 
- Orações privadas do sacerdote: são feitas em silêncio em diferentes momentos da missa: no ato penitencial, antes de proclamar o Evangelho, depois do Evangelho, no momento do lavatório das mãos, na fração do Pão, depois do Cordeiro de Deus, no momento de comungar etc.
 
- Silêncios durante a missa: precisam ser guardados também os momentos de silêncio no momento correspondente. Sua função depende do momento: no ato penitencial e depois do convite a orar, cada um se recolhe em si mesmo; mas, terminada a leitura ou a homilia, todos meditam brevemente sobre o que escutaram; e depois da comunhão, louvam Deus em seu coração e oram.


Fonte: Aleteia
P: Como podemos aproveitar melhor a Santa Missa?
R: Apresentamos, a seguir, 10 dicas que o ajudarão a integrar-se melhor à comunidade católica e a viver plenamente a Santa Missa


1. Chegue sempre pontualmente, inclusive antes de a santa missa começar. Lembre-se de que o primeiro preceito da Igreja, que existe desde o século IV, é ouvir a missa completa todos os domingos e festas de guarda e não fazer trabalhos ou atividades que impeçam a santificação desses dias.



Para isso, é importante chegar à igreja a tempo. Para quê? Para preparar-nos espiritualmente em oração, fazendo nossa oração pessoal. Inclusive para ver antecipadamente as leituras no folheto da missa. Quando as leituras do dia são lidas antes da missa, o coração se prepara melhor para ouvir o que o Senhor quer nos dizer e entender melhor a homilia.

2. Entrando na igreja, sua primeira ação deve ser cumprimentar o Senhor. Nunca entre na igreja distraído. Procure imediatamente o sacrário. Haverá uma luz vermelha acesa indicando o lugar em que o Santíssimo Sacramento está reservado. Faça uma devota genuflexão, como sinal de adoração e respeito diante do Senhor.

Uma vez feito o ato de adoração, busque um bom lugar para se sentar, de preferência ocupando os primeiros bancos.

3. Se você precisar se movimentar dentro da igreja, faça-o com respeito. E quando tiver de cruzar toda a igreja, passando na frente do altar, faça uma reverência profunda, ainda que a missa não tenha começado. Se o Senhor já estiver no altar, faça uma genuflexão simples (encostando o joelho direito no chão).

4. Observe o silêncio. Haverá pessoas orando, preparando-se para a confissão ou confessando-se. Permaneça em silêncio ou orando, como preparação pessoal e para respeitar o momento dos outros com Deus.

Observe o silêncio antes, durante e depois da celebração, com exceção dos momentos em que se canta ou responde às ações litúrgicas.

Considere a missa como um ato sagrado. Isso implica em desligar ou silenciar o celular; não o deixe sequer vibrando, porque isso pode distrai-lo e o tornar dependente. Se, por distração, você se esquecer de desligar o celular e ele tocar durante a missa, não saia da igreja para atender: desligue-o imediatamente.

5. Vista-se com decência na casa de Deus. No lugar onde se renova de forma incruenta o sacrifício de Cristo na cruz, vista-se da melhor maneira possível. Vista-se bem, mas pela dignidade do lugar e do momento, e não para aparecer. Não use roupas inadequadas, ainda que faça calor, nem roupas esportivas, pijama, shorts etc.

6. A Igreja nos pede um jejum eucarístico de 1 hora (de comida e bebida) antes da sagrada comunhão, com exceção da água e dos remédios (CDC 919).

O jejum exige evitar inclusive a goma de mascar antes e durante a celebração. Esta norma não é opcional, e violá-la conscientemente é sacrilégio. Observar esta regra é sinal de máximo respeito de quem identifica a presença real de Cristo na Eucaristia; é também a preparação mais adequada para receber o Senhor.


7. Controle seus filhos. Se forem pequenos, evite que fiquem brincando ou incomodando os outros; eduque-os no respeito ao lugar e ao momento; assim, saberão a importância da missa.



Se forem muito pequenos ou de colo e você não puder deixá-los aos cuidados de alguém, procure sentar-se nos bancos de trás da igreja, caso seja preciso sair para acalmá-los no caso de chorarem.


8. Jesus diz: “Minha casa será chamada de casa de oração” (Mt 21, 13). Portanto, o templo paroquial não é lugar para conversar. Não confunda a igreja com uma cafeteria, não se sente com as pernas cruzadas, como nos atos ou reuniões sociais.

missa não é um momento para expressar afetos pessoais. Se você está com seu esposo(a) ou namorado(a), deixe as manifestações extravagantes de carinho para outro lugar e momento. A missa é um encontro a sós com Deus; vivam-na como casal, mas cada um dirigindo-se particularmente a Deus.

9. Participe ativamente da missa e deixe suas leituras e devoções pessoais para outro momento (por exemplo, rezar o terço), seja este antes ou depois da celebração. Durante a missa, evite os deslocamentos desnecessários, como peregrinar na frente de imagens de devoção.

10. Não incentive a distração. Na missa, deixe de lado todo outro assunto ou pensamento. Não desvalorize a missa com um coração dividido, pensando nos seus assuntos pessoais.

Não se ocupe de banalidades, nem se distraia olhando para os outros, muito menos com malícia. Tampouco passe o tempo todo olhando para o relógio, como se estivesse esperando a missa acabar logo.
Por: Pe.Henry Vargas Holguín

Fonte: Aleteia

P: Como deve se comportar o Leitor na Santa Missa?
R: A Palavra de Deus na celebração litúrgica deve ser proclamada com simplicidade e autenticidade. O leitor, em resumo, deve ser ele mesmo e proclamar a Palavra sem artifícios inúteis. De fato, uma regra importante para a própria dignidade da liturgia é a da verdade do sinal, que afeta tudo: os ministros, os símbolos, os gestos, os ornamentos e o ambiente".


Também é preciso solicitar a formação do leitor, que se estende a 3 aspectos fundamentais:


1. A formação bíblico-litúrgica

O leitor deve ter pelo menos um conhecimento mínimo da Bíblia: estrutura, composição, número e nome dos livros do Antigo e Novo Testamentos, seus principais gêneros literários (histórico, poético, profético, sapiencial etc.). Quem vai ler na missa precisa saber o que vai fazer e que tipo de texto vai proclamar.

Além disso, precisa ter uma preparação litúrgica suficiente, distinguindo os ritos e suas partes, e sabendo o significado do próprio papel ministerial no contexto da Liturgia da Palavra. Ao leitor corresponde não só a proclamação das leituras bíblicas, mas também a das intenções da oração dos fiéis e outras partes que lhe são designadas nos diversos ritos litúrgicos.

2. A preparação técnica

I leitor deve saber como chegar ao ambão e posicionar-se nele, como usar o microfone e o lecionário, como pronunciar os diversos nomes e termos bíblicos, de que maneira proclamar os textos, evitando uma leitura apagada ou enfática demais.

Precisa ter clara consciência de que exerce um ministério público diante da assembleia litúrgica: sua proclamação, portanto, deve ser ouvida por todos. o "Verbum Domini" com o qual termina cada leitura não é uma constatação ("Esta é a Palavra do Senhor"), mas uma aclamação repleta de assombro, que deve despertar a resposta agradecida de toda a assembleia, o "Deo gratias": "Graças a Deus".

3. A formação espiritual

A Igreja não contrata atores externos para anunciar a Palavra de Deus, mas confia este ministério aos seus fiéis, porque todo serviço à Igreja deve proceder da fé e alimentá-la. O leitor, portanto, precisa procurar cuidar da vida interior da Graça e dispor-se com espírito de oração e olhar de fé.

Esta dimensão edifica o povo cristão, que vê no leitor uma testemunha da Palavra que proclama. Esta, ainda que seja eficaz em si mesma, adquire também, da santidade de quem a transmite, um esplendor singular e um ministério atrativo.

Do cuidado da própria vida interior do leitor, além do bom senso, dependem também a propriedade dos seus gestos, do seu olhar, do seu vestir e do penteado. É evidente que o ministério do leitor implica uma vida pública conforme os mandamentos de Deus e as leis da Igreja.

Ler na missa é uma honra, não um direito

Esta tripla preparação deveria constituir uma iniciação prévia à assunção dos leitores, mas depois deveria continuar sendo permanente, para que os costumes não se percam. Isso vale para os ministros de qualquer grau e ordem.

É muito útil para o próprio leitor e para a comunidade que todo leitor tenha a coragem de verificar se ele tem todas estas qualidades e, caso elas diminuam, saber renunciar a esta função com honradez.

Realizar este ministério é certamente uma honra, e na Igreja isso sempre se considerou assim. Não é um direito, mas um serviço em prol da assembleia litúrgica, que não pode ser exercido sem as devidas habilitações, pela honra de Deus, pelo respeito ao seu povo e pela própria eficácia da liturgia.

Por: Enrico Finotti, liturgista

Fonte: Aleteia