APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PENTECOSTES

P: O que é a solenidade de PENTECOSTES?
R: Pentecostes é uma das celebrações importantes do calendário católico e, comemora a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. 

O dia de Pentecostes ocorre no sétimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus. Isto porque ele ficou quarenta dias após a ressurreição dando os últimos ensinamentos a seus discípulos, somando aos três dias em que ficou na sepultura somam quarenta e três dias, para os cinquenta dias que se completam da páscoa até o último dia da grande festa de Pentecostes, sobram sete dias; e foram estes os dias em que os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo.

A Festa de Pentecostes encerra o período pascal; foi o grande dom de Cristo ressuscitado, que subiu ao Céu e assumiu seu lugar na glória de Deus. Glorificado à direita do Pai – disse São Pedro – Ele enviou o Espírito Santo para conduzir os Apóstolos e toda a Igreja (At 2).

Jesus havia prometido enviar o Espírito Santo para ser a força e a luz da Igreja: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.” (Jo 15,26)

“Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai, entretanto, permanecei na cidade [Jerusalém] até que sejais revestidos da força do alto”. (Lc 24,29)

Jesus sabia que sem esta “força do alto” os discípulos jamais seriam capazes de implantar o Reino de Deus neste mundo através da Igreja. As perseguições seriam muitas em todos os tempos, desde o primeiro século até hoje. E muitas seriam também as heresias que ameaçariam destruir a verdade que salva.  Só na força do Espírito Santo isso seria possível; por isso Jesus, na sua Ascensão, proibiu que os Apóstolos se afastassem do Cenáculo antes de serem revestidos, batizados, no Espírito Santo.

“E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca;  porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?  Respondeu-lhes ele: Não pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,  mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. “ (Atos 1, 4s)

Os Apóstolos, imbuídos ainda de um messianismo terreno, esperavam que Jesus fosse um libertador político que livrasse Israel do jugo de Roma: “…é porventura agora que ides restaurar o reino de Israel?”. Jesus lhes mostra que não, que “seu Reino não é deste mundo”, e que a salvação de cada um acontecerá pela pregação do Evangelho em todo o mundo, no poder do Espírito Santo, poder esse que vence todo obstáculo à evangelização.

A partir de Pentecostes os Apóstolos se encheram de coragem, sabedoria e pregaram sem medo Jesus Cristo ressuscitado, enfrentando toda perseguição dos judeus. E o Espírito Santo estava com eles. É comum essa expressão nos Atos dos Apóstolos: “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…”.

Jesus disse que: “Deus anseia dar a cada um o Seu Espírito “sem medidas” (Jo 3,34); e, ainda antes da sua Paixão e morte, mostrou a importância do Espírito Santo na festa das tendas em Jerusalém:
“Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11). Dizia isso, referindo-se ao Espírito Santo que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado” (Jo 7,37-39).

Na santa Ceia, na despedida, Jesus prometeu enviar o Paráclito, o Espírito da Verdade, para conduzir a Igreja sempre à verdade.

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós”. (Jo 14, 15-17)

Este Paráclito veio em Pentecostes para assistir e guiar a Igreja e ficar “eternamente convosco”. Por isso a Igreja nunca errou o caminho da verdade que salva (cf. CIC §851).

“Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14, 25-26)

O Espírito Santo veio em Pentecostes para ficar para sempre com a Igreja e lhe ensinar “toda a verdade”. Essa é a maior alegria de ser católico. Desde aquele dia no primeiro século ele assiste e guia a Igreja na verdade; por isso a Igreja é infalível quando ensina a doutrina católica (cf. CIC §889 a §891).

Jesus deixou o Espírito Santo como Mestre da Igreja: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.  Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (Jo 16,12-13). É impressionante que Jesus repete essa expressão “ensinar-vos-á toda a verdade”, não apenas uma parte da verdade, mas tudo.

Assim, desde Pentecostes – a manifestação da Igreja ao mundo – ela continua sua caminhada feliz, como disse santo Agostinho “entre as perseguições desse mundo e a consolações de Deus”.

É o Espírito Santo quem assiste o Magistério da Igreja na verdade que salva; Ele inspirou os escritores sagrados da Bíblia, acompanhou toda a sagrada Tradição Apostólica, atua na liturgia sacramental, nos carismas, nos ministérios da Igreja, na oração pessoal dos fiéis, na vida apostólica e missionária, no testemunho dos santos e em toda a obra da salvação (cf. CIC § 688). Jesus foi concebido no poder do Espírito Santo e cumpriu sua missão na força do mesmo Espírito.

É por tudo isso, que se considera que a Igreja de Cristo, teve início à partir de Pentecostes, pois só inundados com o Espírito de Verdade e Sabedoria, os apóstolos tiveram condições de evangelizar os povos, levando a Igreja de Cristo e a Sua Verdade a todos os que tinham o coração aberto à recebê-la.

Fonte: Editora Cléofas (Prof. Felipe Aquino)

P: Por que Maria estava em Pentecostes?
R: Pentecostes acontece 50 dias após a celebração da Páscoa do Senhor e foi neste período que Jesus apareceu algumas vezes para os discípulos. Em uma dessas aparições pediu que eles ficassem em Jerusalém esperando que se realizasse a promessa do Pai: “pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias” (Ato 1, 5). Eles então “unânimes, perseveraram na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus...” (Ato 1, 14).
Acontece que os discípulos, nesse tempo em que ainda não haviam sido batizados com o Espírito Santo, pareciam estar perturbados, amedrontados e cheios de dúvidas. Como podemos ver no final do Evangelho de Lucas, não conseguiram acreditar no testemunho das mulheres que haviam visto Jesus Ressuscitado, se espantaram ao ver o corpo glorioso de Jesus (pensavam que se tratava de um espírito) e, pelo Evangelho de João, percebemos que estavam com medo dos judeus, que poderiam persegui-los por serem seguidores de Cristo.
Em meio a esse mar agitado de emoções e dúvidas, Maria surge como a Estrela Guia que conduz o barco da nascente Igreja refletindo a Luz do Sol que os discípulos ainda não conseguiam ver direito. De fato, Maria já tinha mostrado uma fortaleza incrível ao estar de pé junto a Cruz de seu Filho. Quando a fé de todos parece tremer, a de Maria permanece firme, sempre fundada na mesma Rocha firme. Se os discípulos estavam esperando o Espírito Santo, dela sabemos que está já “cheia de Graça” desde a sua Imaculada Conceição, fato que ficou ainda mais explícito no anúncio feito pelo Anjo Gabriel quando Maria, ainda jovem, aceita a sua missão de ser Mãe de Jesus.
Maria fazia o que sempre irá fazer: reunir os seus filhos para entregá-los a Jesus de uma maneira mais profunda.
Por isso, não é estranho que Maria esteja com os discípulos no cenáculo, rezando com eles. Jesus já tinha feito explícita a missão da maternidade espiritual de Maria dizendo a João: “Eis ai a tua mãe! “ (Ver Jo 19, 27). Não é difícil imaginar que ela estaria inclusive sustentando a fé dos discípulos que estava vacilante. Maria, nesse momento, está fazendo o que continuará a fazer para sempre: reunir os seus filhos para entregá-los a Jesus de uma maneira mais profunda.
Hoje podemos recorrer à sua ajuda maternal para crescer a nossa fé. Na verdade, esse deve ser um dos desejos mais intensos de Maria, que demos uma chance para que ela nos guie até Deus. Ela, que sempre teve uma relação tão especial com o Espírito Santo, como podemos ver no mistério da Anunciação/Encarnação de Jesus, com certeza pode interceder por nós para que também sejamos dóceis às moções do Espírito e para que possamos assim responder o nosso próprio sim ao Plano que Deus tem para nós.
Após o Tempo Pascal, iremos entrar no Tempo Ordinário, que é tempo de fazer vida todas as bênçãos que recebemos de Deus. É tempo para fazer com que a Reconciliação, que nos conseguiu Jesus, seja efetiva na nossa vida e na dos demais. Para isso, precisamos do Espírito Santo. Sem Ele ficaremos como os apóstolos, amedrontados, com as portas fechadas. Mas com Ele, somos capazes de coisas incríveis, que estão muito além do que podemos pensar e esperar. Maria é nossa mãe e quer que estejamos bem-dispostos para receber esse Espírito em Pentecostes, recorramos a Ela que é o melhor exemplo de como dispor nossos corações para essa Graça tão grande.
Fonte: A12