APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COMUNHÃO


P: Quantas vezes por dia podemos comungar?
R: O Código de Direito Canônico, no cânon 917, diz: “Quem já recebeu a Santíssima Eucaristia pode recebê-la uma segunda vez no mesmo dia, mas somente durante a celebração eucarística da qual participa”. Portanto, qualquer pessoa pode receber a Sagrada Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, desde que seja durante a missa. 

Comungar mais do que duas vezes não é permitido. 


No passado, só podíamos comungar uma vez por dia. Esta disposição da Igreja pretendia evitar a rotina e a diminuição do fervor.



P: È permitido comungar na mão?
R: SIM. Do ponto de vista jurídico, o recebimento da comunhão na mão foi autorizado pela primeira vez na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio de 1969.
Esse documento possibilita que as conferências episcopais peçam a permissão da Santa Sé para autorizar a recepção da comunhão na mão. Nem todas as conferências episcopais pediram essa permissão. O viajante católico deve estar disposto a se adaptar aos usos locais quanto à postura e à maneira de receber a comunhão.
Mesmo que a conferência episcopal permita a comunhão na mão, os fiéis mantêm o direito de recebê-la sobre a língua se assim o desejarem.
Em janeiro de 1973, a Congregação para os Sacramentos publicou a instrução Immensae Caritatis, que, ao falar da comunhão na mão, afirma:
Desde a publicação da instrução Memoriale Domini, há três anos, algumas conferências episcopais pediram à Santa Sé a permissão para que os ministros da Sagrada Comunhão, no ato de distribuí-la, possam depositar as espécies eucarísticas nas mãos dos fiéis.
Como recorda a mesma instrução, "as normas da Igreja e os documentos patrísticos têm abundantes testemunhos sobre o máximo respeito e a suma prudência com que a Santa Eucaristia foi tratada" e deve ser tratada.
Portanto, especialmente nesta forma de comunhão, alguns pontos devem sempre ser mantidos em mente, aconselhados pela experiência. Haja, portanto, assíduo cuidado e atenção especial aos fragmentos que eventualmente se soltam das hóstias, seja por parte do ministro, seja por parte do fiel, quando a espécie sagrada é depositada nas mãos de quem comungará.
Ainda em 1973, com a Eucharistiae Sacramentum, foi publicado o novo "Rito da Comunhão fora da Missa e Culto Eucarístico". As regras introdutórias (n º 21) citam a instrução Memoriale Domini quase ao pé da letra, mas omitem a cláusula relativa aos fiéis que pegam a hóstia diretamente do cibório.
O documento afirma muito claramente que a Eucaristia, tanto se recebida na língua quanto na mão, deve sempre "ser distribuída pelo ministro competente, que apresenta e entrega a hóstia consagrada ao comungante dizendo a fórmula ‘O Corpo de Cristo’".
Em 1985, a Congregação para o Culto Divino enviou uma carta ao presidente da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos:
"Mesmo mantendo a forma tradicional de distribuir a comunhão, a Santa Sé, desde 1969, tem concedido às conferências episcopais que o solicitaram a faculdade de distribuir a comunhão depositando a hóstia nas mãos dos fiéis. É adequado, no entanto, chamar a atenção para os seguintes pontos:

1. A comunhão na mão deve mostrar, assim como a comunhão na língua, o devido respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia. Por este motivo, enfatiza-se, como o faziam os Padres da Igreja, a dignidade do gesto do comungante. Os novos batizados do final do século IV eram instruídos a posicionar as duas mãos fazendo da mão esquerda um trono para a direita, que recebe o Rei (Quinta mistagogia de Cirilo de Jerusalém, nº 21: PG 33, col. 1125, Sources Chretiennes, 126, p. 171; São João Crisóstomo, Homilia 47: PG 63, col. 898)*.
* Na prática, a indicação oposta deve ser dada aos fiéis: a mão esquerda deve ser colocada sobre a mão direita, de modo que a hóstia possa ser levada à boca com a mão direita.

2. Ainda seguindo o ensinamento dos Padres da Igreja, será salientado que o ‘amém’ dito pelo fiel em resposta à fórmula do ministro é uma declaração de fé: ‘Quando te aproximares para recebê-la, o padre dirá: O Corpo de Cristo; e tu responderás amém, ou seja: é verdade. A íntima persuasão preserva aquilo que a língua confessa’(Santo Ambrósio, De Sacramentis, 4, 25: SC 25 bis, p. 116).

3. O comungante que recebeu a Eucaristia na mão deve consumi-la antes de retornar ao seu lugar, dando um passo para o lado e permanecendo de frente para o altar, para que a pessoa seguinte possa se aproximar do ministro.

4. É da Igreja que os fiéis recebem a Eucaristia, que é a comunhão com o Corpo de Cristo e com a Igreja. Portanto, o comungante não deve tomá-la por si próprio do cibório, como faria com o pão normal; em vez disso, deve estender as mãos para recebê-la do ministro da comunhão.

5. Em sinal de respeito para com a Eucaristia, as mãos devem estar limpas, o que deve ser lembrado especialmente às crianças.

6. É necessário que os fiéis recebam uma sólida catequese nesta matéria, insistindo-se nos sentimentos de adoração e no respeito necessário para com este santíssimo sacramento (cf. Dominicae Cenae, nº 11). Deve-se cuidar que os fragmentos do pão consagrado não se percam (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2 de maio de 1972: Prot. 89/71, em Notitiae 1972, p. 227).

7. Os fiéis não devem ser obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; cada um é livre para comungar de uma forma ou de outra.
Essas normas e as indicadas nos documentos acima mencionados se destinam a recordar o dever do respeito para com a Eucaristia, independentemente da forma de se receber a comunhão.
Aqueles que têm o cuidado pastoral das almas devem insistir não só nas disposições necessárias para a recepção frutuosa da comunhão, que em alguns casos demanda o recurso ao sacramento da penitência, mas também na manifestação exterior do respeito em geral e na expressão em particular da fé do cristão na Eucaristia".
Congregação para o Culto Divino, 3 de abril de 1985.

+ Augustin Mayer, OSB - Prefeito

Se a Igreja tivesse considerado que existe um sério perigo de os fragmentos serem depositados em vários lugares como resultado da prática de receber a comunhão na mão, ela nunca teria permitido a prática.

Isto implica, naturalmente, a pressuposição de que as hóstias sejam produzidas de forma correta e não estejam sujeitas a fácil fragmentação.
Por: Dom Nelson Ferreira
P: Por que devemos comungar ao menos uma vez por ano?
R: Por que o terceiro mandamento da Igreja pede que se comungue ao menos uma vez por ano, por ocasião da Páscoa da ressurreição? A pergunta é apropriada, porque algumas pessoas podem se escandalizar com este mandamento, questionando se não seria muito pouco comungar apenas uma vez por ano.
De acordo com as diferentes situações, várias posturas foram tomadas pela Igreja. Enquanto em algumas épocas predominou um rigorismo, quando as pessoas só mui raramente se aproximavam da Comunhão, hoje se experimenta certo desleixo na recepção da Sagrada Eucaristia e muitos sequer têm escrúpulos por comungar em pecado mortal. A Santa Mãe Igreja, todavia, possui a justa medida a este respeito. Para entender a história deste terceiro mandamento, Santo Tomás de Aquino explica que:
"Sobre isto, a Igreja estabeleceu legislações diversas conforme as circunstâncias diversas dos tempos. Assim, na Igreja primitiva, quando era intenso o fervor da fé cristã, determinou que os fiéis comungassem diariamente. Por isso, o Papa Anacleto diz: Terminada a consagração, comunguem todos os que não quiserem ficar excluídos da assembléia dos fiéis, pois assim o determinaram os Apóstolos e o tem a santa Igreja Romana. Mais tarde porém, diminuindo o fervor da fé, o Papa Fabiano permitiu que, se não mais frequentemente, pelo menos três vezes no ano todos comungassem, a saber, na Páscoa, no Pentecostes e no Natal do Senhor. Também o Papa Sotero determinou que se comungasse pela Ceia do Senhor. Mas depois, pela multiplicação da iniqüidade, tendo arrefecido a caridade de muitos, Inocêncio III decidiu que os fiéis comungassem pelo menos uma vez no ano, na Páscoa. Aconselha, porém, outro documento, que se comungue todos os Domingos." [1]
Ficou estabelecido, então, desde o IV Concílio de Latrão, que:
"Cada fiel, de um e de outro sexo, chegando à idade da razão, confesse lealmente, sozinho, todos os seus pecados a seu próprio sacerdote, ao menos uma vez ao ano, e (...) receba com reverência ao menos pela Páscoa o sacramento da Eucaristia, a não ser que, por conselho de seu próprio sacerdote, por um motivo razoável, julgue dever abster-se por certo tempo" [2].
Infelizmente, com o passar do tempo, o povo cristão foi introjetando uma mentalidade rigorista acerca da Eucaristia. Com a heresia jansenista, no século XVII, a situação se agravou ainda mais. Como exemplo, em um livro que ficou popular na França – de título De la fréquente communion("Sobre a comunhão frequente") –, o seu autor, Antoine Arnauld, chegava a insinuar que, para comungar, seria preciso não somente estar sem pecados veniais, como também livre das penas devidas pelos pecados. Essa obra fez as pessoas se afastarem da santa Comunhão e faria suspirar Santa Teresinha do Menino Jesus, no final do século XIX, por não poder receber Nosso Senhor tanto quanto gostaria [3].
Anos mais tarde, atendendo aos apelos de Teresinha, o Papa São Pio X, grande admirador da santa carmelita, incentivou os fiéis, com seu extraordinário tino pastoral, à comunhão frequente. Durante o seu pontificado, publicou vários decretos e discursos sobre o assunto, ficando conhecido, por isso, como "Papa da Eucaristia". Em 20 de dezembro de 1905, no documento Sacra Tridentina Synodus [4], ele ensinava, por exemplo, que:
"A comunhão frequente e diária (...) deve estar aberta a todos os fiéis cristãos, de qualquer ordem ou condição, de modo que ninguém que esteja em estado de graça e aceda com intenção reta e piedosa à sagrada mesa, possa ser impedido dela."
Em 1910, no decreto Quam Singulari [5], Sua Santidade também falou da importância da Comunhão para as crianças. Estes ensinamentos são a fórmula básica da Igreja e valem até o dia de hoje.
O conteúdo do terceiro mandamento, todavia, é uma realidade mínima, como atesta o atual Catecismo da Igreja Católica: "O terceiro mandamento ('Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição') garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã" [6]. "Este preceito – esclarece ainda o Código de Direito Canônico – deve cumprir-se durante o tempo pascal a não ser que, por justa causa, se cumpra noutra ocasião durante o ano" [7].
Mais do que oferecer a Deus o mínimo, é importante que sejamos devotos e comunguemos com frequência, de acordo com as devidas disposições e com o desejo sempre ardente de nos santificarmos.

Referências:

  1. Suma Teológica, III, q. 80, a. 10, ad 5
  2. IV Concílio de Latrão, cap. 21: DS 812
  3. Cf. Santa Teresinha do Menino Jesus, Ato de Oferecimento ao Amor Misericordioso: "Ah! não posso receber a santa Comunhão tantas vezes quanto desejo, mas, Senhor, não sois Onipotente?... Ficai em mim, como no tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa hostiazinha..."
  4. Cf. Decreto "Sacra Tridentina Synodus", 20 dez. 1905: DS 3375-3383
  5. Cf. Decreto da Sagrada Congregação dos Sacramentos "Quam singulari", 8 out. 1910: DS3530-3536
  6. Catecismo da Igreja Católica, 2042
  7. Código de Direito Canônico, cân. 920, § 2
Fonte: Pe. Paulo Ricardo
P: Por quanto tempo Jesus fica presente na Eucaristia após recebermos a comunhão ?
R:


Temos que dar o devido respeito ao Nosso Senhor

O grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o Catecismo, “No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).

Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística subsistir” (CCC 1377).

Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas? Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?

Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.

Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.

Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de 15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.

É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus. Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.

Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro de nós.

Fonte: Aleteia