APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com
Mostrando postagens com marcador 57 - PECADO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 57 - PECADO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PECADO

P: O que é o pecado?
R:
Pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como “uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna”. O pecado é ofensa a Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente; pratiquei o que é mau aos teus olhos”. (Sl 51,6). O pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós e desvia dele os nossos corações. O pecado é portanto, como diz Santo Agostinho: “amor de si mesmo até o desprezo de Deus”. CIC1849,1850).
Nós seres humanos, nos envolvemos facilmente com o mal. Como consequência, nossa vida torna-se “pesada”, angustiante, sofrida. E, na maioria das vezes, não sabemos ou não percebemos que esse sofrimento está direta e intimamente ligado às consequências do pecado, ao afastamento de Deus.
Ao contrário do que muitos pensam, a origem do pecado de cada um, não está fora, mas em nosso próprio coração. É algo de dentro para fora e não o contrário. A raiz do pecado está em nossa livre vontade, em nossas escolhas, atitudes e ações, segundo o ensinamento do próprio Cristo: “é do coração que procedem as más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas as coisas que tornam o ser humano impuro”. (Mt 15,19-21) (CIC1853).
A maldade presente no mundo não pode nos atingir se nós não permitimos, principalmente, se estamos intimamente ligados a Deus. Mas, infelizmente, nos deixamos levar pelo ritmo da vida, do meio social, das más influências e dos modismos que nos são impostos.
Pode-se distinguir os pecados segundo os atos humanos, os mandamentos que eles contrariam e às virtudes a que se opõem. Podemos pecar por pensamentos, palavras, atos e omissões. Em relação à omissão, não praticamos um mal, mas deixamos de fazer um bem.
O pecado é classificado, segundo sua gravidade, em venial ou leve e mortal.
Pecado venial (desculpável, perdoável) ainda deixa existir a força e a ação da caridade, do amor em nossa vida, mas os ofende e fere. Ele enfraquece a graça de Deus em nós, mas não a destrói. Os pecados veniais são faltas leves, perdoadas no Ato de Contrição, rezado durante a Santa Missa, desde que estejamos sinceramente arrependidos. Porém, a confissão regular de nossos pecados veniais nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más tendências, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida espiritual. Recebendo mais frequentemente o perdão dos pecados e do dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (CIC1458).

Já o pecado mortal destrói a caridade, destrói o amor no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, seu fim último, preferindo um bem inferior, sem valor. (CIC1855)
O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. O pecado mortal acarreta na perda da caridade, do amor e da privação da Graça Santificante, isto é, do estado de graça recebido no Batismo. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. (CIC1861)
Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: ser matéria grave, cometido com consciência e deliberadamente.
-Ser matéria grave: é baseado em algo contra os dez mandamentos de Moiséis ou contra os cinco mandamentos da lei da Igreja.
- Cometido com consciência: isto é, requer pleno conhecimento das leis. Ou seja, pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus.
- Deliberadamente: ou seja, é cometido com consentimento próprio, suficientemente deliberado (meditar no que se há de fazer, refletir, decidir), sendo uma escolha pessoal.
Em todo caso, Deus, na sua infinita misericórdia e amor, nos deixou um caminho de volta. Ele está sempre de portas abertas para aceitar nossas sinceras desculpas, independentemente da falta que tenhamos cometido, desde que estejamos sinceramente arrependidos. O Sacramento da Confissão ou Reconciliação, devolve-nos a graça de estarmos novamente no coração de Deus.
Muitas pessoas não se confessam porque têm dificuldade para abrirem seus corações a um sacerdote. Alguns ainda dizem: ele é uma pessoa como eu, pecadora também. Está certa. É verdade. Porém, nesse mundo terreno, só o sacerdote tem o poder, dado pelo próprio Deus, de perdoar nossos pecados. No momento da confissão, quando recebemos o perdão diretamente de Deus, através do sacerdote, não importa muito a natureza humana que é limitada, se o padre é isso ou aquilo. Importa, sim, o Sacramento, o sinal e a certeza de que fomos totalmente perdoados por Deus. E, nas palavras do sacerdote, o sinal é este: “Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Por isso, não deixe sua confissão para amanhã. Não tenha medo, receio ou vergonha de se abrir a um sacerdote, um ungido de Deus. Por Cristo Jesus, ele, e só ele tem o poder de perdoar os nossos pecados. Qualquer pecado.
P: Quais são os pecados principais que nos separam de Deus?
R: Assista o vídeo e tenha uma explicação resumida e bem simples.





P: Qual a importância da confiança na misericórdia de Deus no perdão dos nossos pecados?

R: O amor de Deus não tem limites, mas quem se recusa a acolher a misericórdia do Senhor pelo arrependimento rejeita o perdão e a salvação.

Sabemos que a desesperança do perdão dos próprios pecados ofende a Deus. Muitas vezes no "Diálogo", Deus insiste com Santa Catarina de Sena sobre isso:

“Mesmo para os pecadores, minha misericórdia sempre constitui um fiozinho de esperança; não fosse ela, cairiam como os demônios para a condenação eterna. É bondade minha que os maus possam esperar no meu perdão.”

“Este pecado de desespero desagrada-me e prejudica os homens mais do que todos os males… porque no pecado de desespero o homem não é movido por fraqueza alguma. O ato de desesperar-se não inclui debilidade, mas somente intolerável dor. Quem desespera, despreza minha misericórdia e julga que seu pecado é maior que minha bondade. Quem cai neste pecado já não se arrepende, já não sente dor pela culpa. Poderá o responsável queixar-se do castigo recebido, mas não da ofensa cometida. Por essa razão são condenados. Como vês, é o pecado do desespero que conduz a alma ao inferno. **Minha misericórdia é maior que todos os pecados que um homem possa cometer**. Entristece-me o fato de que alguém considere suas faltas maior que o meu perdão. Este é o pecado que não será perdoado nem neste mundo e nem no outro.”

Quando fala deste, que é o “pecado contra o Espírito Santo”, o Catecismo da Igreja ensina que:

“A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna” (§1864).

O mais importante é entender e crer que:

“A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados, a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou.”

“Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar com segurança a seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero. Cristo que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado” (§981-2).

Deus disse a Santa Catarina que: “Foi na dispensa da hierarquia eclesiástica que Eu guardei o Corpo e o Sangue do meu Filho”.

A quem deseja meditar com profundidade nesse assunto da confiança e misericórdia de Deus, recomendo vivamente ler o livro de Mons. Ascânio Brandão, **O Breviário da Confiança** (Ed. Cléofas, 2013).

Não adianta irritar-se consigo mesmo e condenar-se após um pecado. Isto seria um mal maior, é orgulho refinado. O remédio é levantar-se humildemente, aceitar com resignação à própria falta e ir buscar o perdão junto à misericórdia infinita de Deus que nunca nos falta. Cristo nos deixou a Igreja e a Confissão para isso.

São Francisco de Sales ensinava que: “Quanto mais nos sentirmos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus. Porque entre a misericórdia e a miséria, há uma ligação tão grande que uma não pode se exercer sem a outra”. “Considerai vossos defeitos com mais dó que indignação, com mais humildade que severidade e conservai o coração cheio de um amor brando, sossegado e terno”; e ainda dizia: “É orgulho não nos conformarmos com a nossa fraqueza e a nossa miséria”.

Deus às vezes permite as nossas quedas, como se deu com São Pedro, para nos tornar humildes. É pelas nossas próprias faltas que conhecemos a nossa miséria e passamos a confiar só em Deus. Judas e São Pedro pecaram gravemente na hora da Paixão do Senhor, mas Pedro não se desesperou, foi humilde, confiou na misericórdia de Jesus e se salvou; Judas caiu no remorso e suicidou-se. A diferença foi a confiança na misericórdia de Jesus. É por isso que Santa Faustina tanto recomendou o **Terço da Misericórdia**, que se possível deve ser rezado diante do Santíssimo Sacramento; e, de modo especial diante dos moribundos.

Não podemos esquecer de que a alegria de Deus e dos seus anjos é ver um pecador arrependido. “Haverá mais alegria no céu por um pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de penitência”. Com que alegria Jesus perdoou Madalena, a mulher adúltera, a samaritana, Zaqueu… e tantos outros!

“As lágrimas dos penitentes são tão preciosas, que são recolhidas na terra para serem elevadas até o Céu, e a sua virtude e tão grande que se estende até os anjos”, disse Bossuet. Os anjos estimam mais as lágrimas de arrependimento dos pecadores que a dos inocentes. A amargura do arrependimento tem para eles mais valor do que o mel da devoção.

Cada tropeço é uma grande ocasião que temos para aprender a sermos humildes. Santo Afonso dizia que: “Mesmo os pecados cometidos podem concorrer para a nossa santificação, na medida em que a sua lembrança nos faz mais humildes, mais agradecidos às graças que Deus nos deu, depois de tantas ofensas”.

Enfim, a humildade é a grande força daquele que quer a santidade. Santa Teresa o disse: “Quem possui as virtudes da humildade e do desapego bem pode lutar contra todo o inferno junto e o mundo inteiro com suas seduções”.

Essas duas virtudes, diz a Santa, tem a propriedade de se esconderem de quem as possui, de maneira que nunca as vê, nem se persuade de as ter, mesmo que lhe digam. São João da Cruz, disse que: “Visões, revelações, sentimentos celestes e tudo quanto se pode imaginar de mais elevado, não valem tanto quanto o menor ato de humildade”.

Por: Professor Felipe Aquino



Fonte: Aleteia