APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


P: É verdade que Nossa Senhora "desce" ao purgatório para resgatar almas ?

R: Antes de responder à pergunta, é preciso recordar que a dimensão do purgatório é doutrina comum da Igreja, que não o interpreta necessariamente como um lugar, e sim como uma oportunidade de purificação post mortem e, portanto, como um dom da misericórdia divina.


Para que isso fique claro, é preciso recordar que o purgatório não é uma doutrina da Idade Média: temos testemunhos muito antigos de oração em sufrágio e pela purificação dos defuntos que dão testemunho dessa crença. Por exemplo, algumas lápides, desde os séculos III-IV, pedem orações pelo defunto e invocam sua purificação, assim como as liturgias fúnebres de sufrágio e as orações privadas pelos defuntos são testemunhadas pelos Padres da Igreja desde o século III (por exemplo, Tertuliano).

O primeiro texto que oferece uma doutrina do purgatório mais elaborada é o “Prognosticon futuri saeculi”, de São Juliano de Toledo (escrito entre os anos 687 e 688), o qual, com a expressão “ignis purgatorius” (livro II, c. 20-23), descreve uma perspectiva “purgante mediante fogo”. Trata-se de uma descrição que permite conceber o purgatório como um lugar, mas isso acontece pela limitação da nossa linguagem.

Na realidade, o que é essencial no texto é a obra de purificação das almas que, após sobreviver à morte do corpo, esperam tanto a purificação como a ressurreição no final dos tempos. Obviamente, a ideia do fogo provém da Bíblia: Livro da Sabedoria 3, 6 (foram provados como ouro na fornalha) e Eclesiástico 2, 5 (é pelo fogo que se provam o ouro e a prata, e os homens justos, na fornalha da dor).

Sobre o purgatório como lugar, os cristãos não católicos teriam muito a dizer. Na verdade, se o consideramos como uma dimensão de purificação misericordiosa, encontramos um maior consenso por parte das diversas confissões cristãs, sobretudo com os ortodoxos.

Em todo caso, de São Juliano em adiante, a Igreja falou pelo menos duas vezes e oficialmente sobre o purgatório. A primeira vez com a constituição “Benedictus Deus”, do Papa Bento XII (29 de janeiro de 1336); a segunda, com a “Carta sobre algumas questões relativas à escatologia”, da Congregação para a Doutrina da Fé (1979).

Portanto, a Igreja afirma com certeza a sobrevivência da alma à morte do corpo, como também um ato misericordioso de purificação oferecido às almas que dela precisam antes da visão beatífica. Isso não acontece necessariamente em um lugar: o espaço e o tempo são categorias humanas que não sabemos se são pertinentes para falar da realidade pós-morte.

Afirmar que a Virgem Maria desce ao purgatório para “libertar” as almas e levá-las ao Paraíso é contrário a um aspecto do segundo texto citado, porque, neste caso, a purificação seria vista como uma prisão e um castigo, quando, na realidade, o purgatório é algo totalmente diferente.

A purificação não tem uma característica de castigo, ainda que sua experiência comporte a pena do não acesso à visão de Deus, mas não devemos pensar que ela constitui um sofrimento; portanto, sua conclusão não deve ser consequência de uma libertação, e sim de uma festa: in primis a festa do encontro com Cristo.

Então, nem sempre nossas crenças devocionais refletem plenamente o ensinamento da Igreja; neste caso, se considerarmos a purificação como um castigo, acabaremos ofuscando o aspecto misericordioso da oferta de uma oportunidade de purificação das almas por parte de Deus.

Envolver Nossa Senhora nesta obra de misericórdia baseada diretamente no mistério de Cristo morto, ressuscitado, ascendido ao céu e glorificado não é estritamente necessário, mas somente na medida em que Ela for oportunamente associada ao destino do seu Filho.

Sem tirar o mérito de Maria, esta devoção popular corre o risco de exaltá-la exageradamente com resultados contraproducentes: neste caso, poderia ofuscar-se a presença de Cristo na misericórdia da purificação, centrada no mistério pascal do Senhor; além disso, passaria a um segundo plano a dinâmica trinitária em que consiste o acesso à plena comunhão com Deus trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

sources: TOSCANA OGGI / Via: Aleteia

sábado, 30 de outubro de 2010

QUARESMA

A expressão Quaresma é originária do latim, quadragesima dies (quadragésimo dia). O adjetivo referente a este período é dito quaresmal ou, mais raro, quadragesimal.

Quadragesima, expressão latina típica na liturgia, denomina o período de quarenta dias de preparação para a Páscoa e que alude ao simbolismo do número quarenta com que o Antigo e o Novo Testamento representam os momentos expressivos da experiência da fé da comunidade judaica e cristã.

Na Igreja Católica, o Tempo da Quaresma decorre desde a Quarta-Feira de Cinzas até a missa vespertina da Quinta-Feira Santa inclusive, com que se inaugura o Tríduo Pascal. A semana que precede a Páscoa é chamada pela tradição de Semana Santa.

Tempo de penitência, oração e conversão

Papa Bento XVI, na Audiência Geral de Catequese, no dia 22 de Fevereiro de 2012, sobre o significado litúrgico dos "quarenta dias da Quaresma", assim definiu:
“Trata-se de um número que exprime o tempo da expectativa, da purificação, do regresso ao Senhor e da consciência de que Deus é fiel às suas promessas.”

A quaresma é um tempo em que Jesus nos convida a ir para o “deserto” com Ele, não o deserto de areia, mas o deserto do nosso coração, onde Deus habita desde o nosso batismo, mas que tantas vezes esquecemos. Esses quarenta dias tem um significado grande na Bíblia; significa “um tempo de prova” antes de uma grande “vitória”.

- Assim, vemos Noé que passa 40 dias na barca com toda a criação para depois sair dali para uma vida nova, salvando a humanidade (Gn 8,6). 

- Moisés permaneceu quarenta dias no monte Sinai (Ex 24,18) antes de dar ao povo as Tábuas da Lei e a Aliança com Deus. 

- O povo de Deus caminhou quarenta anos no deserto antes de chegar com Josué `a Terra Prometida (Js 5,6); 

- Por quarenta anos Golias desafiou Israel até que Davi o vencesse (1Sm 17,16); 

- Elias, fugindo da morte, caminhou durante quarenta dias ate´ chegar ao Horeb, na montanha onde Deus se mostrou a ele numa brisa suave (1Rs 19,8-12); 

- Quarenta dias foi o prazo que Jonas marcou para Nínive ser destruída, mas se converteu (Jn 3,4); etc. 

- Por fim, Jesus passa quarenta dias no deserto antes de vencer Satanás e começar a Sua missão de evangelização.

Podemos tirar de importante ensinamento então que, depois de quarenta dias de luta vem uma grande vitória. Assim deve ser hoje a nossa Quaresma, quarenta dias de luta para conquistar a grande vitória de “voltar para Deus”, pois não há felicidade maior do que estar com Deus, amar a Deus e servir a Deus. 

A Igreja, nos ajuda a termos uma quaresma mais santa e refletiva, quando nos aconselha a jejuarmos, a orarmos e a praticarmos a caridade para com os outros nossos irmãos, principalmente para com os mais necessitados. Assim, passaremos os quarenta dias, de uma forma mais santa.

Mas, sobre o que devemos refletir?

A nossa reflexão durante o período da quaresma deve ser principalmente com relação ao nosso relacionamento pessoal com Deus. Devemos nos questionar sobre: Como foi a minha relação com Deus durante o ano que passou? Fiz questão de me aproximar Dele? Procurei seguir, de verdade, os seus ensinamentos? Fiz questão de pedir perdão a Ele, todas as vezes que pequei? Procurei estar mais em oração e dessa forma abrindo meu coração e minha vida a Ele? Deixei Deus participar mais da minha vida? Me esforcei por isso?
Daí, devemos então refletir também, sobre como foi o nosso relacionamento com os irmãos. Procurei viver mais o amor de Deus dentro da minha família? Procurei ser caminho de Graça e Salvação para os meus familiares? Perdoei àqueles que me ofenderam da mesma forma como sou perdoado por Deus? Procurei sempre levar a Mensagem de Jesus para os ambientes por onde passei? Procurei ser exemplo da presença de Jesus em minha vida para com os meus amigos, vizinhos, familiares etc?

Como devemos Jejuar?

Existem várias formas de jejuar, que podem ser:

- Através da redução da ingestão de alimentos. 
Esse tipo de jejum é importante e muito válido, desde que, a pessoa possa realmente fazê-lo, sem comprometer a sua saúde. Deus não quer que passemos mal ou fiquemos doente por termos jejuado sem condições de saúde para isso. 
Mas também, não vale aquele jejum de deixar de beber refrigerantes, por exemplo, desde que antecipadamente estávamos com vontade de fazê-lo para emagrecermos, e aí, juntamos o "útil ao agradável", como diz o ditado.
Existem vários tipos de jejum relativo a redução da ingestão de alimentos, que podemos conferir num artigo do Pe. Jonas Abib, acessando o link a seguir:

- Através de se abster de fazer algo que se goste muito. 
Quando uma pessoa tiver dificuldade de fazer o jejum de alimentos, pode fazer o "Jejum" de coisas que gosta muito de fazer, como por exemplo, deixar de ir ao cinema durante a quaresma, deixar de jogar futebol, deixar de ir para a balada nesse período, deixar de ir a praia, e tantas outras coisas que normalmente são feitas por nós e que nos dá muito prazer.
Mas, o importante disso tudo é fazer o jejum entregando a Deus o seu sacrifício. 

Como devemos orar?

A quaresma deve ser um momento no qual devemos refletir sobre se estamos nos relacionando adequadamente com Deus através da oração. Temos rezado com frequência a Deus? Temos colocado a nossa vida em suas mãos? Temos pedido e agradecido pelas Graças recebidas? 
Uma forma que podemos e devemos rezar a Deus, é através da oração do Terço. Nessa quaresma devemos aproveitar para cultivar o hábito de rezarmos o Terço em Família.
Acesse o link a seguir e veja como rezar o Terço Mariano e os diversos outros Terços que a Igreja nos oferece: http://tercodoshomens-pnsc.blogspot.com.br/
Enfim, temos visitado Jesus no Sacrário com frequência?
A nossa visita ao Sacrário é uma das formas mais eficazes de nos relacionarmos com Jesus, além da própria Eucaristia é claro.
Veja como você pode visitar o Senhor no Santíssimo Sacramento, acessando o link:

Como devemos fazer caridade?

Existem várias formas de fazermos caridade, mas nesse momento da quaresma, é muito importante que façamos o bem aos mais necessitados. O próprio Jesus nos alerta para isso em Mt 25,41-45: 
"Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eteno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar.' E responderão também eles: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' Então o Rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos digo que todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!"

Assim, de forma prática, devemos aproveitar a quaresma para visitar os Asilos, os Abrigos, Orfanatos, os Hospitais, e quem puder, os Presídios.

Outra forma de praticar a caridade é a Esmola. Essa forma de caridade muitas vezes é mal interpretada pelas pessoas, mas tem uma grande importância, sendo inclusive citada várias vezes nas Sagradas Escrituras. Veja a importância da Esmola acessando os links: http://juventudedefe.blogspot.com.br/2014/11/fazer-o-bem-sem-olhar-quem.html  e  http://alicercandoafe.blogspot.com.br/2011/06/a-esmola.html.

Tudo isso que acabamos de ver, só tem sentido se nos levar a nos aproximarmos mais de Deus.
Santo Agostinho disse que: “Um homem sem Deus, é um peregrino sem meta, um questionado sem resposta, um lutador sem vitória, um moribundo sem nova vida”. “Quem ama a Deus nunca envelhece. Leva em si Aquele que é mais jovem que todos os outros”. “Eu não seria nada, meu Deus, absolutamente nada, se não estivesses em mim”. “O maior castigo do homem é não amar a Deus.”

Deus é tudo para nós: quando temos fome, é pão; quando temos sede, é água; quando estamos no escuro, é luz. Deus não nos abandona a não ser que nós O abandonemos primeiro. Quem não tem Deus na sua vida não se contenta com nada, está sempre insatisfeito. Deus colocou uma sede infinita de felicidade em nosso coração que só pode ser saciada por Ele mesmo, e por nada mais.

São Tomás de Aquino disse que “quanto mais o homem se afasta de Deus, mas se aproxima do nada”. Tanto mais é infeliz e sofredor, ainda que tenha todas as riquezas, prazeres e glórias terrenas. Santo Agostinho nos faz um alerta: “Declaraste guerra a Deus? Tem cuidado. Quantas mais e maiores pedras lances ao céu, mais e maiores serão as feridas que te causarão ao cair”.

Mas, o que nos afasta de Deus? Só uma coisa, o pecado. Por isso Jesus nos convida à conversão: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

“Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro”, diz o Catecismo (n. 1489). “Quem peca fere a honra de Deus e seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e a saúde espiritual da Igreja, da qual cada cristão é uma pedra viva (n. 1488).

É por isso que Jesus veio ao mundo e morreu numa cruz, ensanguentado, flagelado, coroado de espinhos e zombado. Só podemos entender o horror que é o pecado olhando o quanto custou para Jesus, o Filho único de Deus, arrancá-lo de nossas almas. Ele não veio ao mundo para outra coisa, a não ser para ser o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). São Pedro disse que “não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado….” (1 Pe 1,18).

A Quaresma é o tempo de voltar para Deus, é o tempo da graça do arrependimento. São Paulo pediu insistentemente: “Em nome de Jesus Cristo, nós vos suplicamos: deixar-vos reconciliar com Deus… Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes a graça de Deus em vão, pois Ele diz: “No momento favorável eu te ouvi, e no dia da salvação eu te socorri. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2 Cor 6,1-2).

O momento favorável é agora, a Quaresma, o tempo de procurar um padre e fazer uma Confissão bem feita, deixando que o Sangue de Cristo lave as nossas almas. O profeta disse: “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto” (Isaías 55, 6). Até quando poderemos ter essa oportunidade de encontrar Deus. Será que amanhã estaremos aqui? Sabemos que a morte encerra o nosso tempo de se arrepender dos pecados e encontrar Deus, para viver com ele. Não deixe para depois. Quem deixa as coisas para depois é porque não quer fazer nunca. Deus não pode ser deixado para depois.

Vejamos ainda, as palavras do nosso querido Papa Francisco sobre a quaresma, proferidas em 20 de fevereiro de 2015.
Diz o Papa:

"Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.
O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.
O amor a Deus e ao homem estão unidos
O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:
“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos... e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.
Usar Deus para cobrir a injustiça
Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”. 
“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso... mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá... Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”. 
“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.
O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.
“Alguns – contou o Papa – quando precisam se curar vão ao hospital, e por ter um plano de saúde, obtém a consulta rápido. “É uma coisa boa – comentou Francisco – agradeça ao Senhor. Mas, diga-me, você pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente”. 
Na Quaresma, abramos espaço no coração para quem errou 
E existe quem, aqui em Roma, que pensa nisso na Quaresma “O que posso fazer pelas crianças, pelos idosos que não têm possibilidade de ter uma consulta com um médico?; que esperam horas e horas e depois têm que voltar uma semana depois?”. 
“Como será a tua Quaresma?, pergunta Francisco. “Graças a Deus tenho uma família que cumpre os mandamentos, não temos problemas...”. Mas nesta Quaresma – pergunta o Papa – em seu coração existe ainda lugar para quem não cumpriu os mandamentos? Que cometeram erros e estão encarcerados?”.
“Mas eu, com aquela gente não... Mas você não está preso: se não está no cárcere é porque o Senhor te ajudou a não cair. Em seu coração os presos têm um lugar? Você reza por eles, para que o Senhor lhes ajude a mudar de vida? Acompanha, Senhor, o nosso caminho quaresma, para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual. Assim rezamos; que o Senhor nos dê esta graça”.  
Papa Francisco (20/02/2015)
Por: José Vicente Ucha Campos

Referências: 
- Livro "Práticas de Jejum" - Pe. Jonas Abib

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

REENCARNAÇÃO

P: Pode um católico acreditar em reencarnação?
R:
Não.
A teoria da Reencarnação é totalmente contrária a doutrina da Igreja Católica, que tem como ponto fundamental a Ressurreição. E mais, se um católico acreditar em reencarnação ao invés da ressurreição, está pondo em dúvida a própria Ressurreição de Jesus Cristo; e isto, é uma grande heresia, pois estará afirmando que Jesus Cristo não ressuscitou e consequentemente permanece na mansão dos mortos, não tendo voltado ao Pai e consequentemente não está vivo entre nós. Isso contradiz toda a doutrina da Igreja Católica na sua concepção mais profunda, que é acreditar na nossa ressurreição após a morte, assim como Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai. Sem contar que estará pondo em dúvida o próprio Jesus e a sua missão redentora, pois Ele mesmo falou em Jo 11,25 : “Eu sou a ressurreição e a vida”. É aí que está fundamentada toda a Fé católica e a nossa Esperança. O próprio São Paulo nos ensina em 1 Cor 15, 12-14.20-22: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram. Com efeito, visto que a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida”.
As Sagradas Escrituras, além dos trechos acima mencionados nos trazem diversas outras passagens que definitivamente afastam qualquer aceitação da reencarnação por nós católicos. Vejamos algumas: No livro dos Salmos por exemplo temos em Sl 38,14: “Afastai de mim a vossa ira para que eu tome alento, antes que me vá para não mais voltar”. Também no livro de Jó (Jó 10, 21-22) vemos esta afirmativa, quando ele ora durante o enfrentamento de uma terrível doença: “Antes que eu parta, para não mais voltar, ao tenebroso país das sombras da morte, opaca e sombria região, reino de sombra e de caos, onde a noite faz as vezes de claridade”. Vemos também no livro da sabedoria (Sb 16, 14): “Enquanto o homem, se pode matar por sua maldade, não pode fazer voltar o espírito uma vez saído, nem chamar de volta a alma que o Hades já recebeu”. Na carta aos Hebreus (Hb 9, 27) vemos : “está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. Também vemos no diálogo de Jesus e Marta, quando da morte de Lázaro (Jo 11, 21-24): “Então, disse Marta a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora sei que tudo o que pedires a Deus, ele te concederá”. Disse-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. “Sei, disse Marta, que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia!”
Então queridos amigos, católico que acredita em reencarnação, pode ser tudo, menos católico.
Fiquem com Deus!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS

P: O que são filhos, órfãos de Pais vivos?
R:
Acho que todos vocês já escutaram essa frase: “Filhos, órfãos de pais vivos”. Isso significa que existem muitos filhos que são verdadeiros órfãos nesse mundo a fora, embora tenham seus pais vivos e até convivam, ou melhor, vivam com eles sob o mesmo teto. Não me prendo somente à alguns pais separados, em que cada um vai para um lado cuidar de sua vida e os filhos é que se virem e se contentem quando conseguem o convívio com pelo menos um deles. Estou falando também de pais que vivem juntos, sob o mesmo teto, e com seus filhos. È aí também, que encontramos muitas vezes, filhos abandonados, pois embora vivam sob o mesmo teto com seus pais, mas é como se não o vivessem, pois cada um tem a sua vida independentemente da dos outros.
Alguns de vocês podem achar que isso não é muito comum. Mas, aí é que se enganam. Infelizmente, é uma coisa comum nas “famílias” de hoje em dia. Nesse mundo em que a corrida pelo ter, pelo ser, pelo poder e pelo lazer, são muitas vezes o único objetivo dos membros de uma família, e onde ainda, cada um procura ter a sua realização pessoal independentemente daqueles que o cercam, é fácil de encontrar filhos, órfãos de pais vivos.
Nessa nossa caminhada de vida, já encontramos muitos, muitos e muitos jovens nessa situação. E normalmente são jovens tristes, outros revoltados, outros drogados e outros que procuram preencher essa falta de carinho e de amor de seus pais, ligando-se a um grupo (que muitas vezes não é o ideal), ou a uma outra pessoa (normalmente à namorada ou namorado, cujo namoro na maioria dos casos não é um namoro saudável, mais uma fuga dos problemas e muitas vezes um suporte para que eles aguentem o sofrimento e a falta de amor de seus pais). Existem ainda, graças a Deus, os jovens que são órfãos de pais vivos e se voltam para a Igreja e se dedicam a viverem uma vida segundo os ensinamentos de Jesus Cristo, e lá encontram a verdadeira felicidade, longe das drogas, da violência, da prostituição etc, que muitos outros infelizmente usam como refúgio à falta de amor. Aqueles jovens que convivem na Igreja, muitas vezes, conseguem até mudarem a mentalidade de seus pais e trazê-los para a Igreja e conseguem uma convivência em casa, se não a ideal, mas pelo menos uma que se aproxime mais de uma verdadeira família, onde o amor, o companheirismo, o carinho, a amizade, a preocupação uns com os outros, são fatores fundamentais.
Cabe aos pais, segundo as próprias Sagradas Escrituras nos ensina, tomarem a iniciativa de quebrarem essa falta de amor no relacionamento com seus filhos e se chegarem à eles, sem medo e com o coração aberto a recebê-los como verdadeiros filhos que são.
Não existe ex-pai; ex-mãe ou ex-filho. Pais e filhos são para sempre.
Pedimos a Deus, nesse momento, que envie seu Divino Espírito Santo, que é a essência do verdadeiro amor, a todos os lares e dessa forma possa transformar corações “de pedra” em corações “de carne”, capazes de amar e serem amados, transformando assim o relacionamento entre pais e filhos, em relacionamento de amor, de carinho, de segurança, de companheirismo e, de felicidade verdadeira.
Pais, amem seus filhos. Filhos respeitem seus pais. Como nos diz as Sagradas Escrituras.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

RESSURREIÇÃO

P: Qual a diferença entre Ressurreição e Reencarnação?
R:
Ressurreição é o nosso nascer para a vida eterna, após a nossa morte. Só podemos ressuscitar porque o próprio Jesus Cristo ressuscitou da morte e nos deu essa grande graça, de como Ele, ressuscitarmos para a vida eterna.
Explicando melhor: a nossa morte, é consequência do pecado. Então se não houvesse a ressurreição, a nossa morte seria o final de tudo. Tudo estaria acabado. E algumas pessoas, principalmente as que se intitulam atéias, acreditam nisso, achando que a nossa vida se restringe a esse pouco tempo que passamos aqui na terra. Mas, pela graça e misericórdia de Jesus Cristo, Ele ao se deixar morrer por nós, desceu a mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia, vencendo definitivamente a morte e dessa forma nos concedeu tal graça de também nós ressuscitarmos; e assim vivermos por toda a eternidade usufruindo da plena felicidade de estar ao Seu lado e de toda a Santíssima Trindade, no paraíso.
O próprio Jesus Cristo nos disse em Jo 11, 25-26: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá”.
Quando morremos, ocorre a separação da nossa alma do nosso corpo. O corpo cai na corrupção e é consumido pela terra, ao passo que nossa alma vai ao encontro de Deus, ficando a espera de ser novamente unida ao nosso corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os as nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus Cristo.
Já a reencarnação, contradiz totalmente a ressurreição, pois prega que um mesmo espírito pode encarnar diversas vezes em vários outros corpos humanos, animais ou mesmo vegetais, até alcançar a perfeição.
Quem crê na reencarnação, no fundo está negando a Jesus, pois como vimos acima Ele mesmo disse: “Eu sou a ressurreição”. Então, não se pode crer aos mesmo tempo na reencarnação e na ressurreição. E católico verdadeiro crê na RESSURREIÇÃO. Se for ao contrário é melhor deixar de ser católico.
Nós que acreditamos em Jesus acreditamos que só Ele pode nos salvar, pela sua grande misericórdia e amor por nós e pela sua própria Ressurreição. Já quem crê na reencarnação, acredita que ao reencarnar várias vezes, têm suas dívidas devido aos seu pecados, perdoadas pela purificação conseguida pelas sucessivas reencarnações; e assim, estão salvos. Ou seja, não precisam de Jesus para se salvarem.
A reencarnação trás consigo uma série de interrogações, que a torna uma mera teoria sem nenhum fundamento, pois tem contra si a experiência universal de que ninguém se lembra em seu estado normal ou consciente de uma vida anterior a atual, nem do que fizeram de ruim, para que seja corrigido em cada reencarnação. O que se torna cruel, pois pune alguém por algo que a pessoa fez em outra vida que ela nem sabe o que foi. Então reencarnar para se corrigir de que? E além disso é preciso reencarnar quantas vezes para se corrigir de algo que não se sabe o que?
Caríssimos amigos, devemos sempre nos lembrar do que nos diz as Sagradas Escrituras, em Jo 6,40: “Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

P: A ordem Rosacruz é compatível com a fé Cristã?

R: A ordem Rosacruz é um grupo que pode ser chamado de “esotérico”, um termo utilizado tanto em sentido restrito quanto em sentido geral. Em sentido estrito, ele se aplica a algumas filosofias e escolas gregas. Já em sentido geral, que é o aplicado ao âmbito das seitas e novos movimentos religiosos, o termo “esotérico” significa “secreto”, “oculto”, “só para iniciados”. Nesse tipo de grupo, há uma distinção entre um “saber vulgar”, que é popular, superficial e pouco adentrado na verdadeira natureza do real, e um “saber autêntico”, que é único, reservado aos eleitos, aos sábios.

É este último aspecto que entra em choque com o cristianismo. Jesus não fez nada em segredo e, ao contrário do pensamento dos esotéricos, privilegiou os mais pobres, ignorantes e fracos da sociedade.

A autodefinição da Rosacruz

Segundo um dos seus ramos, a ordem Rosacruz “é uma organização fraternal, não sectária, de homens e mulheres, dedicada à pesquisa, estudo e aplicação prática das leis naturais e espirituais. O propósito da organização é permitir que todos vivam em harmonia com as forças cósmicas criadoras e construtivas, para atingir a saúde, a felicidade e a paz” (cf. revista El Rosacruz, 5, X – 1957).

Essa autodefinição abrange o que a maioria de grupos atuais se propõem a oferecer às pessoas.

O problema das origens da ordem Rosacruz

Existem várias organizações que se proclamam como “os autênticos rosa-cruzes”. Por exemplo, a Antiga e Mística Ordem da Rosa Cruz (AMORC), a Sociedade dos Rosa-Cruzes e a Christian Rosenkreuz.

A AMORC é a mais conhecida na América Latina e se considera continuadora de uma sociedade que teria tido origens numa escola iniciática do antigo Egito, durante a XVIII Dinastia. Trata-se da dinastia que governou o Egito entre os anos de 1550 a.C. a 1295 a.C., época considerada de máximo esplendor da civilização faraônica. Segundo este grupo, o filósofo Francis Bacon seria o autor das primeiras publicações rosa-cruzes surgidas após a invenção da imprensa. Para F. Sampedro e J. Elizaga (cf. F. Sampedro, Sectas y otras doctrinas en la actualidad, Bogotá, 1993, 148; J. Elizaga, Las sectas y las nuevas religiones a la conquista del Uruguay, Montevidéu, 1988, 168), a AMORC teria sido fundada por Spencer Lewis (1915), com sede central em San Jose, na Califórnia (cf. revista oficial da AMORC, El Rosacruz). Segundo estes autores, Lewis recebeu os segredos dos “Irmãos Maiores da Rosacruz de Paris”.

Entre suas diversas denominações e raízes, os rosa-cruzes têm templos em cerca de 150 países.

A rosa e a cruz

Desde tempos muito antigos, mesmo antes da morte de Cristo, a cruz era usada como símbolo solar. O homem primitivo, em seus primeiros cultos ao sol, o contemplava de braços abertos. A cruz também representou os quatro pontos cardeais. É ainda das forças masculinas da natureza, equivalendo ao “yang” da filosofia chinesa (cf. P. Damian, Francmasones y Rosacruces, Madri, 1981, 15-35; F. Sampedro – J. Escobar, Las sectas… núm. 4, 478).

A rosa simboliza o ideal de beleza e delicadeza; a mulher, o princípio de fecundidade, a mãe natureza. A rosa que começa a se abrir é a personalidade que começa a brotar para iluminar e dar realidade à cruz. A conjunção de ambos os símbolos é o encontro de duas forças geradoras, opostas, da natureza. É a soma do par de contrários que originam a criação, a união dos polos masculino e feminino. A rosa equivale ao “ying” da filosofia chinesa (cf. ibid.).

Deus

É a “Alma” universal, que tem mente, inteligência e poder. É a consciência. A alma de um ser animado não é independente, mas parte da alma universal. A alma pessoal é manifestação da universal; está no corpo físico e alcança a sua libertação quando se romper o cordão de prata que a une ao corpo. Com a morte, consegue-se a libertação do físico.

O Deus rosa-cruz é a “meta universal” que encontramos no pensamento de Pitágoras. Equivale à natureza, ao universo, o que nos leva ao panteísmo. Os rosa-cruzes também falam do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas de modo diferente do cristianismo. O Pai é o iniciado mais elevado entre a humanidade do período saturnino. O Filho é o iniciado mais elevado do período solar. O Espírito Santo é o iniciado mais elevado do período lunar (cf. ibid., 475-476).

Para os rosa-cruzes, existiriam sete mundos inter-relacionados, pelos quais as pessoas passam. São períodos de renascimento. Trata-se de Saturno, Solar, Lunar, Terrestre, Júpiter, Vênus e Vulcano. Não são planetas, mas períodos de renascimento, de acesso à divindade, de percurso para ser igual a Deus, onipotente e onisciente (cf. ibid.).

Jesus

Segundo os rosa-cruzes, Jesus teve várias encarnações. O espírito de Cristo era um raio cósmico que entrou em seu corpo. Jesus é o maior ciclo de evolução do homem, é a luz que conduz ao reino. Ele não só escolheu e formou discípulos, como ainda preparou um grupo secreto de 120 pessoas que foram doutrinadas em conhecimentos esotéricos aprendidos por Jesus no Egito e com os essênios (cf. J. Cabral, Religiones, núm. 4, 79-81).

A pessoa humana

A pessoa é divina, como o Pai dos Céus, e por isso não pode ter limitações. Por meio de encarnações superiores e sucessivas, ela passa a níveis mais altos e se liberta totalmente. O “ego”, que entra no corpo através dos cônjuges, faz com que exista a prole.

Mediante a reencarnação, cada alma, que faz parte da essência universal cósmica ou divina, se incorpora fisicamente. Depois da morte, a alma se transfere para o plano cósmico. O ciclo de reencarnações se repete até a libertação total (cf. F. Sampedro – J. Escobar, Las sectas… núm. 4, 477; B. Kloppenbrug, Sectas en América Latina, Bogotá, 1981, 196-197).

Organização

É parecida com a da maçonaria, com juramento de segredo, iniciação e graus progressivos na ordem. A AMORC tem cerimônias fechadas para os diferentes graus, com características como o juramento de não revelar nada, a rigorosa investigação de cada membro ao entrar na ordem, o uso de termos como loja, mestre, grão-mestre, soberano mestre, supremo conselho e grande loja, além da existência de símbolos, palavras-chave etc (cf. ibid.).

Conclusão

Embora afirmem não ser um grupo religioso, os rosa-cruzes têm na sua doutrina, manuais e revistas uma série de aspectos religiosos, como ritos, orações, bênçãos, altares, templos. Muitas de suas doutrinas entram em choque com a revelação bíblica e com os principais postulados cristãos: é o caso da sua ideia de Deus, de Cristo, da pessoa humana, da reencarnação, do panteísmo, entre muitos outros exemplos. Eles chegam a usar a seu modo a bíblia cristã para “provar” suas crenças.

Devemos reconhecer que as pessoas que entram nesta ordem têm interesse pelo espiritual e procuram seguir uma vida moral exemplar. É muito provável que não tenham encontrado uma resposta em nossa Igreja por falha nossa própria. Em vez de julgá-las, devemos compreender os seus motivos e dialogar como irmãos, na certeza de que não precisamos temer a verdade. Juntamente com a caridade e o acolhimento, porém, não podemos perder de vista que a doutrina rosa-cruz é claramente incompatível com o cristianismo.

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SACRAMENTAIS

P: Sacramental é a mesma coisa que Sacramento?
R:
Não.
Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida. (CIC 1677).
Os sacramentais Não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos Sacramentos, mas, pela oração da Igreja preparam para receber a graça e dispõem à cooperação com ela.
“Para os fiéis bem-dispostos, quase todo acontecimento da vida é santificado pela graça divina que flui do mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, do qual todos os sacramentos e sacramentais adquirem sua eficácia. E quase não há uso honesto de coisas materiais que não possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem e louvar a Deus”.
Entre os sacramentais, figuram em primeiro lugar as “bênçãos” (de pessoas, da mesa, de objetos e lugares).
Toda benção é louvor de Deus e pedido para obter seus dons. Em Cristo, os cristãos são abençoados por Deus, o Pai “de toda a sorte de bênçãos espirituais” (Ef 1,3). É por isso que a Igreja dá a bênção invocando o nome de Jesus e fazendo habitualmente o sinal sagrado da Cruz de Cristo.
Este trecho da Carta de São Paulo (Ef 1,3) nos anima para observamos a importância dos sacramentais na nossa vida. Eles têm grande valor de santificação e consagração, pois Deus derrama sobre o homem sua bênção. O Senhor quer nos abençoar por intermédio da Igreja, quer abençoar nossa casa, nossos objetos, pois onde existe a bênção de Deus o diabo não pode tocar.
Certas bênçãos têm um alcance duradouro: têm por efeito consagrar pessoas a Deus e reservar para o uso litúrgico objetos e lugares. Como exemplos das bênçãos que se referem a objetos, podemos citar a dedicação ou a bênção de uma igreja ou altar, a bênção dos santos óleos, de vasos e vestes sacras, de sinos etc.
Os objetos são, por exemplo, artigos de devoção consagrados pela Igreja: velas, palmas, crucifixos, medalhas, terços, escapulários, imagens do Senhor, da Virgem e de santos, que são abençoados pelos sacerdotes ou bispos.
Em relação ao uso de certos sacramentais, tais como medalhas (por exemplo a medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças) e de escapulários (Ordem dos Carmelitas), por exemplo, têm um significado todo especial pois A própria Nossa Senhora nos sugere seus usos, carregando com eles grandes promessas da própria Mãe de Deus.
Os sacramentais são expressos também por uma grande devoção popular, um sentido religioso da piedade cristã que acompanha a vida sacramental da Igreja, como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a «via-sacra», o Rosário. As formas autênticas de piedade popular são favorecidas e iluminadas pela luz da fé da Igreja. “Sim, Senhor, a salvação vem de vós. Desça a vossa bênção sobre vosso povo” ( Sl 3,9).

SACERDOTES

P: QUAL O REAL SIGNIFICADO DE TODAS AS ROUPAS QUE UM SACERDOTE USA?

R: Deus sabe que precisamos da Sua ajuda, do Seu perdão e da Sua bênção. Por isso Jesus, quando estava entre nós, chamou vários jovens para segui-lo. Ele os tornou seus discípulos para ensinar-lhes como é o Amor de Deus, e pediu que eles fossem por todo o mundo para levar este mesmo amor a todos os homens.

Aqueles jovens levaram adiante aquela missão depois que Cristo subiu aos Céus: ensinavam como Jesus, amavam como Ele, cuidavam dos doentes e pecadores e “partiam o pão” entre os irmãos, como fez Jesus na Última Ceia.

No dia de hoje, chamamos “sacerdotes” aqueles que continuam aquele trabalho entre nós: jovens que se sentiram chamados a servir com o mesmo amor de Cristo em direção aos pobres, pecadores, sofridos e doentes. Para fazê-lo, eles precisam se preparar durante anos: estudando, rezando e respondendo positivamente àquilo que Deus pede a eles a cada dia, porque querem ser “um outro Cristo”, entre nós.

Por isso respeitamos e amamos o sacerdote, porque é um homem escolhido por Deus. Ele recebe autoridade para nos ajudar, para perdoar os nossos pecados em nome de Deus e ministrar os sacramentos que nos enchem das bênçãos de Deus. Damos graças pelos nossos sacerdotes!

Um sacerdote deve revestir-se de Deus, e vejamos como se faz:

1. Sobre eles coloca-se uma túnica branca que representa a inocência e a pureza do coração do sacerdote.

2. Na cintura é amarrado o “cíngolo”, que representa a castidade, ou que o sacerdote está ligado somente ao amor de Cristo pela Igreja.

3. Ao redor do pescoço está a estola, que é sinal da autoridade e do poder que Cristo concedeu ao sacerdote. O presbítero deve usá-la sempre para presidir a Missa ou para celebrar qualquer sacramento.

4. Por fim se coloca a casula, que significa “pequena casa”, e representa a santidade do sacerdote que é defendido por Deus e quer defender todos nós sob o santo amor de Deus.
Fonte: Aleteia
P: Como deve ser o verdadeiro sacerdócio católico?
R: Assista ao vídeo e escute a maravilhosa colocação do bispo Dom Henrique Soares