APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO


P: Qual é a história da Imaculada Conceição ?
R: Já no princípio, quando nossos primeiros pais romperam com Deus pela soberba e desobediência, lançando toda a humanidade nas trevas, Deus misericordiosamente prometeu a salvação por meio de uma “Mulher”.
“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).
Se foi por meio de uma mulher (Eva) que a serpente infernal conseguiu fazer penetrar seu veneno mortal na humanidade, também seria por meio de outra mulher (Maria, a nova Eva) que Deus traria o remédio da salvação.
“Na plenitude dos tempos”, diz o Apóstolo, “Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. O mesmo Apóstolo nos lembra: “Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14); portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.
Para isso foi preciso que Deus preparasse uma nova Mulher, uma nova Virgem, uma nova Eva, que fosse isenta do pecado original, que pudesse trazer em seu seio virginal o autor da salvação; que pudesse “enganar” a serpente maligna, da mesma forma que esta enganara Eva.
O pecado original, por ser dos primeiros pais, passa por herança, por hereditariedade, a todos os filhos, e os faz escravos do pecado, do demônio e da morte.
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O gênero humano inteiro é em Adão como um só corpo de um só homem. Em virtude desta “unidade do gênero humano” todos os homens estão implicados no pecado de Adão” (n. 404).
A partir do pecado de Adão, toda criatura entraria no mundo manchada pelo pecado original. O que fez então Jesus para poder ter Sua Mãe bela, santa e imaculada? Ele quebrou a tábua da lei do pecado original e jurou que, no lenho da Cruz, com Seu Sangue e Sua Morte conquistaria a Imaculada Conceição de Sua Virgem Mãe.
São Leão Magno, Papa do século V e doutor da Igreja, afirma: “O antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com poder não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os passar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. Era portanto justo que só perdesse seu domínio original sobre a humanidade sendo vencido no próprio terreno onde vencera” 4.
Como nenhum ser humano era livre do pecado e de Satanás foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.
Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.
Como disse o cardeal Suenens: “A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte” 5.
O cardeal Bérulle explica assim: “Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Tm, p. 307).
O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça…” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada. E assim Deus preparou a Mãe adequada para Seu Filho, concebido pelo Espírito Santo diretamente (Lc 1,35), sem a participação de um homem, o qual transmitiria ao Filho o pecado de origem. Além disso, não haveria na terra sêmen humano capaz de gerar o Filho de Deus.
Desde os primeiros séculos o Espírito Santo mostrou à Igreja essa verdade de fé. Já nos séculos VII e VIII apareceram alguns hinos e celebrações em vários conventos do Oriente em louvor à Imaculada Conceição.
Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.
Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz: “Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis” (Tm, p. 305).
É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.
Neste seio virginal, diz S. Luiz, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (Tvd, n. 18).
Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja e ardoroso defensor de Maria, falecido em 1787, disse: “Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Gm, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (GM, p. 209).
S. Bernardino de Sena, falecido em 1444, diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).
Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.
S. Tomas de Vilanova, falecido em 1555, chamado de São Bernardo espanhol, disse em sua teologia sobre Nossa Senhora: “Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (Gm, p. 211).
S. João Damasceno, doutor da Igreja falecido em 749, afirma: “Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (Gm, p. 211).
E pergunta S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja falecido em 1109, e grande defensor da Imaculada Conceição: “Deus, que pode conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”
“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).
É importante notar que S. Afonso de Ligório afirma: “O espírito mau buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a previniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM p. 210).
Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Então pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).
A carne de Jesus é a mesma carne de Maria e Seu sangue é o mesmo de Maria; logo, a honra do Filho de Deus exige uma Mãe Imaculada.
Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça e tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho (GM, p. 215).
Nesta mesma linha afirmava S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja falecido em 430, já no século V:
“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).
Maria é aquilo que disse o salmista: “O Altíssimo santificou seu tabernáculo; Deus está no meio dele” (Sl 45,5); ou ainda: “A santidade convém à Vossa casa, Senhor” (Sl 42,6).
Pergunta S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja: “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216). Assim Deus jamais permitiu que seu inimigo tocasse naquela em que Ele seria gerado homem.
S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.
Se é pelo fruto que se conhece a árvore (Mt 7,16-20), então, como o Cordeiro foi sempre imaculado, sempre pura também foi Sua Mãe, é a conclusão dos santos.
Afirma S. Afonso: “Se conveio ao Pai preservar Maria do pecado, porque Lhe era Filha, e ao Filho porque Lhe era Mãe, está visto que o mesmo se há de dizer do Espírito Santo, de quem era a Virgem Esposa” (GM, p. 218).
“‘O Espírito Santo descerá sobre ti’ (Lc 1,35). Ela é portanto o templo do Senhor, o sacrário do Espírito Santo, porque por virtude dele se tornou Mãe do Verbo Encarnado”, afirmou S. Tomás (GM, p. 218).
Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos entraram para ofendê-la.
“Estão comigo um sem número de virgens, mas uma só é a minha pomba, minha imaculada” (Ct 6,8-9).
“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).
É interessante notar que 104 anos antes de o Papa Pio IX proclamar o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, Santo Afonso já escrevera seu famoso livro As glórias de Maria, em 1750, no qual defendia com excelência o dogma, firmado no unânime testemunho dos Santos Padres.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um marco fundamental da fé porque, entre outras coisas, define claramente a realidade do pecado original, às vezes contestado por alguns teólogos modernos, em discordância com o Magistério da Igreja.
Foi o mesmo Papa Pio IX que, juntamente com o Concilio Vaticano I, realizado em 1870, proclamou o dogma da infalibilidade papal, questionado por muitos na época.
Enquanto os padres conciliares discutiam a conveniência da definição, levantaram-se em todo o mundo, principalmente na Alemanha e França, muitas críticas contrárias. Os jornais e as revistas enchiam suas páginas com os mais grosseiros ataques contra o Papa e os Bispos.
Muito preocupado, o Cardeal Antonielli, Secretário de Estado reuniu um grupo de Cardeais e foi com eles à presença do Papa Pio IX, suplicando-lhe que adiasse a definição dogmática da infalibilidade papal para o bem da Igreja.
Pio IX ouviu com calma a exposição do cardeal, e em tom decidido, iluminado pelo Espírito Santo e guiado por Maria, respondeu: “Comigo está a Imaculada. Eu vou adiante”.
E o Concilio Vaticano I definiu o dogma da infalibilidade papal.
Que bela expressão que cada um de nós pode repetir nas horas da luta: “Comigo está a Imaculada…”
O Catecismo da Igreja Católica afirma com toda a certeza: “Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de Seu Filho. ‘Cheia de graça’, ela é o fruto mais excelente da Redenção desde o primeiro instante de sua concepção; foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de sua vida” (n. 508).
Além de todas as razões acima apresentadas que nos dão a certeza da Imaculada Conceição, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette, mas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja .
Em 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu a S. Catarina Labouré, na Capela das filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, e lhe pediu para mandar cunhar e propagar a devoção à chamada “Medalha Milagrosa”, precisamente com esta inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
Quantas graças essa devoção tem espalhado pelo mundo!
Maria, por sua Imaculada Conceição, foi o marco inicial de nossa salvação, e será sempre aquela que nos levará à fonte da mesma salvação, Jesus Cristo, o esplendor da Verdade.
Hoje, mais do que antes, é preciso fazer-lhe muitas vezes aquela famosa oração que os cristãos do Egito já lhe dirigiam no século III: “Debaixo de vossa proteção nos refugiamos, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Maria, Imaculada, rogai por nós”.
Escutemos o que nos diz São Bernardo (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o poeta apaixonado de Maria, em seu famoso “Sermão sobre o Missus est”: “Ó tu, quem quer que sejas, que nas correntezas deste mundo te apercebas: antes ser arrastado entre procelas e tempestades do que andando sobre a terra, desviares os olhos desta Estrela, se não queres afogar-te nessas águas.
Se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha a Estrela, invoca Maria.
Se as iras, ou avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre tua barca, olha para Maria.
Se, perturbado pelas barbaridades de teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, pensa em Maria.
Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste de teus lábios, não se afaste de teu coração.
E, para que possas pedir o auxílio de sua oração, não esqueças o exemplo de sua vida. Seguindo-a, não te desviarás; suplicando-lhe, não desesperarás; pensando nela, não errarás. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, não terás medo; se ela te conduzir, não te fatigarás; se estiver do teu lado, chegarás ao fim. E assim experimentarás em ti mesmo quanto é verdade aquilo que foi dito: ‘E o nome da Virgem era Maria” .
Por: Prof. Felipe Aquino (Cléofas)

PÁSCOA - TRÍDUO PASCAL

P: O que é o TRÍDUO PASCAL ?

R:  Dos ofícios litúrgicos mais belos e emocionantes de todo o ano, nenhum se compara à liturgia dos três últimos dias da Semana Santa: o Tríduo Pascal.

Fazendo-nos recordar os principais acontecimentos que marcaram os momentos finais de Nosso Senhor antes de sua gloriosa Ressurreição, a Igreja celebra entre a Quinta-feira Santa e o Sábado de Aleluia o centro da religião cristão mistério pascal de Jesus Cristo, de quem recebemos uma nova vida e de cujo lado trespassado brotam os sacramentos da Nova e eterna Aliança.

Vamos refletir sobre esses mistérios a partir dos textos da própria Liturgia da Páscoa.

Na QUINTA-FEIRA SANTA, dedicada à instituição da EUCARISTIA, do SACERDÓCIOe ao RITO DO LAVA-PÉS, a Igreja entoa com júbilo o hino Ubi caritas, alegre por saber que, onde está o amor, ali também está Deus.

Na missa, durante o Glória, todos os sinos da igreja devem dobrar. Só voltarão a ser escutados na proclamação do Glória na Vigília Pascal.

Após a homilia ocorre o ritual da lavagem dos pés pelo sacerdote, conforme Jesus o fez.

A missa termina com a transladação do Santíssimo Sacramento para um lugar menor. A Adoração Eucarística é recomendada, mas deve ser feita sem solenidades. Todos os altares da igreja ficam desnudos, exceto onde está o Santíssimo.

A cor litúrgica é o branco.

Na SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, consagrada à Redenção do mundo, é o nosso Salvador quem nos repreende e indaga por meio dos “impropérios”: “Povo meu, que te fiz eu?”, aos quais a Igreja toda responde: “Deus santo, Deus imortal, tende piedade de nós”.

Relembra a Paixão e crucificação de Jesus. Em lugar da Missa, tem-se outra celebração litúrgica, a CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO.

As imagens dos santos e crucifixos devem estar encobertos e suas respectivas luzes apagadas, conforme a Tradição local.

A cor litúrgica é o vermelho, porém em algumas paróquias se utiliza o preto, numa espécie de luto.

Sexta-feira Santa é dia de Jejum e abstinência de carne. A Igreja pede ao seus filhos que se silenciem para relembrar a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Finalmente, no SÁBADO SANTO, dia em que toda a criação submerge na solidão e no silêncio, os fiéis prorrompem de alegria ante o anúncio de que o Senhor venceu a morte. Ele está vivo, ressuscitou verdadeiramente!

Não se celebram missas durante o dia, antes da celebração da VIGÍLIA PASCAL à noite;

É o dia onde se faz a lembrança de Jesus morto, onde se cultiva a esperança e perseverança;

A cor litúrgica é o branco.

SAIBA MAIS

A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a idéia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.

O tríduo pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado da Semana Santa. Era um tríduo da paixão.

No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da paixão e ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário:

Cristo redimiu ao gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O tríduo pascal da paixão e ressurreição de Cristo é, portanto, a culminação de todo o ano litúrgico.

Logo estabelece a duração exata do tríduo:

O tríduo começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.

Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua paixão e morte, nunca as dissociava de sua ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana de quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: "O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d'Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará".

É significativo que os pais da Igreja, tanto Santo Ambrosio como Santo Agostinho, concebam o tríduo pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como aos três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: "Destruam este templo e em três dias o reedificaré". Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como "os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo".

Esses três dias, que começam com a missa vespertina da quinta-feira santa e concluem com a oração de vésperas do domingo de páscoa, formam uma unidade, e como tal devem ser considerados. Por conseguinte, a páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um tudo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.

Interessa saber que tanto na sexta-feira como na sábado santo, oficialmente, não formam parte da quaresma. Segundo o novo calendário, a quaresma começa na quarta-feira de cinza e conclui na quinta-feira santa, excluindo a missa do jantar do Senhor 1. na sexta-feira e na sábado da semana Santa não são os últimos dois dias de quaresma, mas sim os primeiros dois dias do "sagrado tríduo".

Pensamentos para o tríduo

A unidade do mistério pascal tem algo importante que nos ensinar. Diz-nos que a dor não somente é seguida pelo gozo, senão que já o contém em si. Jesus expressou isto de diferentes maneiras. Por exemplo, no último jantar disse a seus apóstolos: "Se entristecerão, mas sua tristeza se trocará em alegria" (Jn 16,20). Parece como se a dor fosse um dos ingredientes imprescindíveis para forjar a alegria. A metáfora da mulher com dores de parto o expressa maravilhosamente. Sua dor, efetivamente, engendra alegria, a alegria "de que ao mundo lhe nasceu um homem".

Outras imagens vão à memória. Todo o ciclo da natureza fala de vida que sai da morte: "Se o grão de trigo, que cai na terra, não morre, fica sozinho; mas se morrer, produz muito fruto" (Jn 12,24).
A ressurreição é nossa páscoa; é um passo da morte à vida, da escuridão à luz, do jejum à festa. O Senhor disse: "Você, pelo contrário, quando jejuar, unja-se a cabeça e se lave a cara" (MT 6,17). O jejum é o começo da festa.

O sofrimento não é bom em si mesmo; portanto, não devemos buscá-lo como tal. A postura cristã referente a ele é positiva e realista. Na vida de Cristo, e sobre tudo na sua cruz, vemos seu valor redentor. O crucifixo não deve reduzir-se a uma dolorosa lembrança do muito que Jesus sofreu por nós. É um objeto no que podemos nos glorificar porque está transfigurado pela glória da ressurreição.

Nossas vidas estão entretecidas de gozo e de dor. Fugir da dor e as penas a toda costa e procurar gozo e prazer por si mesmos são atitudes erradas. O caminho cristão é o caminho iluminado pelos ensinos e exemplos do Jesus. É o caminho da cruz, que é também o da ressurreição; é esquecimento de si, é perder-se por Cristo, é vida que brota da morte. O mistério pascal que celebramos nos dias do sagrado tríduo é a pauta e o programa que devemos seguir em nossas vidas.


ORAÇÃO

P: Por que unimos as mãos para orar?
R: oração exige uma posição adequada das mãos, e este gesto tem um grande valor simbólico.

Na antiguidade cristã, era costume levantá-las, em postura de oferecer ou de receber. Esta é a atitude de quem ora, como vemos nos afrescos das catacumbas romanas, e que ainda hoje se observa isso. O sacerdote, por exemplo, em alguns momentos da missa, levanta suas mãos.
Posteriormente, introduziu-se o uso das mãos unidas. As mãos unidas recordam o gesto tão antigo de atar ou amarrar as mãos dos prisioneiros. É por isso que os que eram martirizados caminhavam com as mãos unidas na hora do sacrifício, em oração e entrega.
No mundo romano, um capturado podia evitar a morte imediata adotando esta postura das mãos atadas, como em atitude de súplica, pedindo piedade; hoje, este gesto foi substituído pelo gesto de levantar uma bandeira branca, expressando rendição.
Também se sabe que, na Idade Média, os vassalos prometiam fidelidade aos senhores feudais unindo as mãos. Por isso, o cristianismo assumiu o gesto como sinal de obediência total do homem à autoridade de Deus, e as mãos unidas passaram a expressar a submissão do homem com relação ao seu Criador.
Este gesto é visto hoje também no rito da ordenação sacerdotal: o ministro ordenado coloca suas mãos unidas entre as mãos do bispo.
O gesto das mãos unidas também expressa que uma pessoa está concentrada em algo, que interioriza seus sentimentos de fé. É a postura de quem está em paz, e não distraído no momento de orar.
Além disso, as mãos unidas são sinal de que se é consciente de estar na presença de Deus; portanto, é um gesto de humildade, de atitude orante e de confiança.
Este é o gesto mais apropriado para a celebração litúrgica, especialmente no momento de comungar.

Por: Henry Vargas Holguín

PARAMENTOS LITÚRGICOS

CHAPÉUS


P: Você reconhece todos os paramentos que os sacerdotes usam na cabeça?

R: O Papa está sempre de solidéu, certo? Errado! Ele deve sempre retirá-lo em alguns momentos específicos da missa – e pouquíssimos católicos sabem o motivo desse gestual. No post de hoje, vamos explicar essas e outras curiosidades sobre os acessórios e paramentos que cobrem a cabeça dos nossos religiosos.






Mitra
Usada por todos os bispos durante a missa – inclusive o bispo de Roma, o Papa – e pelos abades. É colocada sobre o solidéu, e sinaliza a autoridade pastoral.
Reparem que quando um bispo ora a Deus (como nas preces e nos gestos sacramentais), ele retira a mitra. Isso porque vem dos tempos apostólicos o ensinamento de que os homens têm o dever de orar com a cabeça descoberta (enquanto as mulheres, conforme São Paulo mesmo orientou, deveriam orar com a cabeça coberta – mas essa tradição milenar se diluiu nas últimas décadas, sem mais nem menos).


Solidéu
É um barrete de modelo simplificado, semelhante à quipá que os judeus usam. Os bispos o usam durante quase toda a celebração da missa, retirando-o a partir da oração eucarística, em sinal de respeito (veja o vídeo abaixo).


Capelo
É um acessório não-litúrgico, do dia a dia, que ajuda a se proteger do sol. O Papa pode usar o capelo vermelho; o de outros clérigos é preto.

galeroGalero
O vermelho é exclusivo dos cardeais (foto ao lado); os demais clérigos usam o preto. A partir de 1965, o galero cardinalício foi substituído pelo barrete.

Barrete
Tem formato quadrangular, e quase sempre traz um pompom no topo. Indica a autoridade do clérigo, e pode ser usando durante as celebrações (sendo retirado em momentos específicos) ou fora delas.
As cores do barrete variam conforme a hierarquia do clérigo, ou conforme o seu cargo. O Papa, por exemplo, pode usar barrete branco, mas esse costume foi abandonado faz muito tempo.

Camauro
É um gorro que serve para esquentar a cabeça, que o Papa tem a opção de usar no inverno. Sim, ele fica parecendo o Papai Noel! E de onde vocês acham que surgiu o gorro do bom velhinho?

Tiara Papal
Era usada somente em cerimônias solenes. Suas três coroas simbolizam o tríplice poder dos papas: pai dos reis, reitor do mundo e Vigário de Cristo (Fonte: site do Vaticano). O último papa a usá-la foi o beato Paulo VI.
paramentos
Capirote
capiroteDentre as coberturas de cabeça apresentadas aqui, é a única usada por leigos.
Capuz usado principalmente por membros das irmandades espanholas durante algumas das celebrações da Semana Santa, em especial, nas procissões. Esse costume também se reflete aqui no Brasil.



A origem do capirote vem da Idade Média, quando os criminosos eram obrigados a desfilar pelas ruas com um chapéu pontudo. Ao vê-los, as pessoas os xingavam e jogavam sujeira neles. Assim, nas procissões, os penitentes que reconheciam suas culpas diante de Deus e desejavam voluntariamente serem humilhados colocavam esses chapéus, mas cobrindo o rosto, para não serem identificados (alguns desses penitentes se auto-flagelavam).

Atenção: o capirote não deve ser confundido com os capuzes usados por membros da Ku Klux Klan. Afinal, essa organização terrorista pregava o predomínio dos protestantes brancos não só sobre os negros, mas também sobre os demais imigrantes, como judeus e católicos.

IGREJAS CATÓLICAS ORIENTAIS SUI JURIS
As Igrejas Católicas sui juris, de rito oriental, estão em perfeita comunhão com Roma, sendo submissas ao Papa. Essas igrejas se diferenciam da Igreja Católica de Rito Latino em aspectos administrativos, disciplinares e litúrgicos, mas a doutrina é a mesma.
A seguir, mostraremos um pouco da riqueza e da beleza dessa diversidade, especificamente em relação aos paramentos que cobrem a cabeça dos religiosos.

eparcaMitra Bizantina
Utilizada por todos os bispos das igrejas católicas de rito bizantino (como o bispo da foto ao lado), e também pelos Coptas e Etíopes.

Eskimo ou Kalansowa
Capuz negro que cobre a cabeça dos monges e bispos das igrejas Siro-Malancares e Coptas, em todos os momentos. Possui 12 ou 13 cruzes. Entre os coptas é chamado de Kalansowa, entre os siro-malancares, Eskimo.
As 12 cruzes simbolizam os 12 apóstolos. Eles devem proteger o usuário de maus pensamentos, mantendo sua mente limpa (fonte: Orientale Lumen).

Masnaphto
A mitra foi introduzida na liturgia da Igreja somente após o século X (alguns dizem que foi após o século VII). Por isso, a Igreja Católica Siro-Malancar não incorporou seu uso aos paramentos dos bispos.
Em vez da mitra, os bispos católicos de tradição siríaca usam o Masnaphto, um véu da cor dos outros paramentos, que geralmente traz o desenho de uma pomba, em alusão ao Espirito Santo. Ele simboliza o pano que cobriu a cabeça de Nosso Senhor quando ele foi conduzido para ser sepultado (fonte: Orientale Lumen).
O Masnaphto é usado sobre o eskimo, da mesma forma que a mitra é usada sobre o solidéu.

Allousi
Usado pelos clérigos da Igreja Maronita. É semelhante ao solidéu, e tem um pequeno pompom no topo. Raramente é utilizado na liturgia.
Preto para os monges (o clero diocesano não usa), violáceo para os bispos e vermelho para o Patriarca. (fonte: Orientale Lumen).

Tabieh

Parece um turbante, e sua função é similar à do barrete. Não é utilizado por padres (a não ser que sejam corepíscopos). É preto para os bispos, sendo que o patriarca pode usar um vermelho, se quiser.

Klobuk
Chapéu achatado no topo, com um véu que cai sobre os ombros e costas. É usado por monges e bispos de algumas igrejas de rito oriental.

Qob
Barrete utilizado pelo clero da Etiópia.
catolicos_orientais
Fonte: O Catequista

PÁSCOA

P: O que é a Páscoa ?

R: Para entendermos o significado pleno e profundo da Páscoa que celebramos hoje em dia, vamos entender um pouco da Páscoa dos judeus, a mesma que Jesus celebrou  com seus discípulos a quase dois mil anos atrás.





A PÁSCOA DOS JUDEUS

A palavra “Páscoa” vem do hebraico “Pessach” e significa “Passagem”.
A “Pessach” era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento e ainda hoje os israelitas a relembram todos os anos.

Mas o que significa a Páscoa dos judeus ?

O ritual da Páscoa conserva a lembrança da “passagem” do anjo libertador enviado por Deus, na noite em que foram mortos os primogênitos dos egípcios, como a última alternativa para o Faraó egípcio aceitar libertar o povo hebreu do cativeiro em que viviam no Egito, conforme podemos observar em Ex 12, 21 – 28.
Foi só depois dessa passagem do anjo do Senhor, que o povo hebreu teve a sua liberdade concedida. Ou seja, teve a sua “passagem” da escravidão para uma vida nova, de liberdade.

O Senhor Deus, solicitou a Moisés que esse rito da passagem do anjo, fosse lembrado pelo povo: “Quando tiverdes entrado na terra que Javé vos dará, como ele disse, observarei este rito. Quando vossos filhos vos perguntarem: ‘Que rito é este?’, respondereis: ‘É o sacrifício da Páscoa para Javé que passou adiante ...’ ” (Ex 12,25).

Esta foi a “passagem”, “pessach”, ou Páscoa dos judeus, até hoje celebrada todos os anos.

Jesus Cristo, que muito respeitava todas as celebrações de sua religião judaica, também festejava a Páscoa.
Foi  o  que  Ele  fez, às  vésperas  sua  morte, ao cear  com  seus  discípulos  nos  arredores  de  Jerusalém:

Preparativos para a ceia pascal – ( Mt 26, 17 – 19 )

A ceia da Páscoa – ( Mt 26, 20 – 29 )

Salmos do Hallel – Sl 113 – 118 – 134  – ( Mt 26, 30 )


 A PÁSCOA DE JESUS CRISTO

Julgado, condenado à morte na cruz e sepultado em seguida, Jesus ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois, portanto, da Páscoa judaica.
Os cristãos, desde então, também passaram a comemorar a Páscoa, a Páscoa da Ressurreição de Jesus, que também era uma “passagem”:

 - a passagem da Morte para a Vida (Jesus venceu a morte);

- A passagem de Jesus da terra para o céu;

- Da vida terrena para a vida de volta junto ao Pai;

E que para nós seu povo, significa a “passagem” da escravidão do pecado para a vida eterna, pois a “Ressurreição” de Jesus, abriu o caminho para que nós pecadores, pudéssemos também ter a nossa “Ressurreição”, ou seja, a nossa “passagem” da vida de pecado e da morte, para a vida eterna, plena de felicidade e libertos  de  todo e qualquer  mal. Pois  junto  a Deus, só teremos alegria e felicidade completas.

Essa é a Páscoa de Jesus, que também é a nossa Páscoa, ou seja, a nossa possibilidade de passarmos de uma vida de pecado para uma vida de santidade plena junto a Deus. E isso só se torna possível após a Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.

Por isso a Páscoa da Ressurreição de Jesus é tão importante. É o ápice da nossa vida de cristãos. É o que fortifica a nossa crença na Ressurreição. Essa é a nossa Esperança. Esse deve ser o final do caminho que estamos seguindo: O Cristo Ressuscitado e nós juntos a Ele, participando do banquete que para nós está sendo preparado.


O SEPULCRO VAZIO

A apresentação do túmulo de Jesus vazio, com seu sudário num canto, evoca a Ressurreição, o Cristo ressuscitado, ausente do “local de morte”, da escuridão do túmulo. Cristo venceu a morte ao ressuscitar dos mortos.

O túmulo vazio é um símbolo. Ele relembra aquele dia – o primeiro da semana, o domingo – em que as mulheres, pertencentes ao grupo de discípulos que seguia Jesus, foram ao túmulo com ungüentos e ervas para preparar o corpo do Mestre, segundo os costumes judaicos.
Porém, ao chegar ao sepulcro, viram rolada a grande pedra que o fechava e a “porta”, aberta. Entraram e constataram então que o corpo de Jesus não estava. Muito preocupadas e aflitas, saíram do sepulcro e viram o anjo do Senhor com vestes brilhantes, que lhes disse:

“ Por que procuram entre os mortos aquele que está vivo ? Jesus ressuscitou, como havia dito .”


O ALELUIA

Aleluia é uma palavra hebraica que significa: “ louvem o Senhor com alegria ”.
Muito usado nos salmos, o aleluia passou a ser um grito de júbilo obrigatório para os cristãos na época da Páscoa.

Cristo ressuscitou. Sem dúvida, é uma imensa alegria ver Jesus voltar à vida após os tristes acontecimentos de seu julgamento, condenação e morte na cruz.

A ressurreição é o que  os cristãos recordam todos os anos no domingo de Páscoa, dizendo um “aleluia” cheio de alegria e de esperança: é um novo dia, um novo tempo, uma nova vida que chega. Jesus está  vivo e estará sempre no meio de nós.

Aleluia! Aleluia! Aleluia!


O CORDEIRO PASCAL

O cordeiro é o mais antigo símbolo da Páscoa.
Ele foi o símbolo da Primeira Aliança entre Deus e Moisés.
O cordeiro foi, por assim dizer, o instrumento da instituição da Páscoa.
Quando, após um longo período de escravidão, o povo hebreu estava para ser libertado do domínio egípcio, o Senhor disse a Moisés e a seu irmão Aarão que pegassem um cordeiro por família, o imolassem, tingissem as portas com o seu sangue e o comessem assado, com pães ázimos (sem fermento)... ( Ex 12, 2 – 14 ).


A POMBA PASCAL

As pombas são aves que sempre estiveram ligadas a episódios bíblicos.
Logo no início das Sagradas Escrituras, no Antigo Testamento, no Livro do Gênesis, quando do dilúvio...
Já no Novo Testamento, os evangelistas, ao falarem do batismo de Jesus, relatam que o Espírito de Deus desceu sobre Ele em forma de pomba.
Fora dos relatos bíblicos, as pombas sempre foram consideradas símbolos da paz, de harmonia, de fraternidade, amor e amizade.
Por tudo isso, a pomba, em geral de cor branca, é um dos símbolos da Páscoa, a chamada “pomba pascal”.


Os demais símbolos da Páscoa:


O OVO DE PÁSCOA

O ovo é um símbolo de vida nova, de vida que está para nascer; é um símbolo de começo. Daí a sua associação à Páscoa: a Ressurreição de Jesus Cristo também indica o princípio de uma nova vida, a redenção da própria humanidade e a promessa de um futuro cheio de alegria e felicidade para os que têm fé e esperança.

Simboliza então: Cristo ressuscitou, glorioso, com Vida Nova.


O COELHINHO DA PÁSCOA

O coelho é um dos primeiro animais que saem das tocas ao chegar a primavera, após um longo inverno de recolhimento.
Ora, no hemisfério Norte, a Páscoa ocorre nos primeiros dias da primavera (para nós, que habitamos no hemisfério Sul, a Páscoa é no outono) e os coelhos logo se põem a correr pelos campos verdes, salpicados de  flores, dando, portanto, a  idéia  de  renovação da  vida, que  parecia  “morta” durante  o  inverno.
Além disso, os coelhos são animais que se reproduzem com extrema facilidade e em grande quantidade. Vem daí também a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos.

E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança para toda a humanidade. Além de, pela força do Cristo Ressuscitado, ter a sua Igreja fecunda  em  produzir  muitos  discípulos  desse  mesmo  Cristo, o  Filho  de  Deus, em  todo  o  mundo.

Uma Feliz e Santa Páscoa para todos!

Por: José Vicente Ucha Campos