APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

terça-feira, 15 de março de 2011

INFERNO

P: Existe realmente o inferno?
R:
Sim.
A existência do inferno é um dogma, ou seja, uma verdade de fé da Igreja Católica. Vejamos:
As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno.


Benedito XII (1334-1342), na Constituição “Benedictus Deus”, de 29.01.1336, declara: “Segundo a comum ordenação de Deus, as almas dos que morrem em pecado mortal, imediatamente depois da morte, baixam ao inferno, onde são atormentadas com suplícios infernais”. (Dz.531).


O inferno é um lugar de eterno sofrimento, onde se acham as almas dos réprobos. Negam a existência do inferno, aqueles que não acreditam na imortalidade pessoal (materialismo).


E raciocinando com a nossa mente humana, podemos concluir sem muito esforço, que, se pois, existem os demônios, tais quais o próprio Jesus Cristo os descreveu, como inimigos de Deus e dos Homens, e que vemos descrito em diversos trechos das Sagradas Escrituras, além do que o próprio Cristo foi tentado por eles, tem que existir o inferno, ao qual todos eles estão condenados para sempre, juntamente com os homens seduzidos por eles e revoltados contra Deus.


O inferno, assim como o céu, não é um lugar físico, nem uma grande fogueira como muitos pensam, mas um lugar espiritual, ou seja, um estado de espírito que vivem num tormento sem fim, e onde se acham os demônios e todos os seres humanos que morreram na inimizade com Deus.


Nas Sagradas Escrituras aparecem diversas passagens que falam sobre a existência do inferno. Vejamos algumas:


- Jesus ameaça com o castigo do inferno em Mt 5, 29: “Se teu olho direito é causa de pecado, retira-o e afasta-o de ti; muito mais te convém que percas um de teus membros do que tenhas todo o corpo jogado na geena...”
- “ E não temais aos que matam o corpo e não podem atingir a alma; temais bem mais àquele que pode levar a alma e o corpo à perdição, destinando-os à geena...” (Mt 10, 28).
- “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e quando chegais a fazê-lo, o fazeis filho da condenação ao dobro de vós mesmos!” (Mt 23, 15).
- Trata-se de fogo eterno: “Então dirá também aos de sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos, ao fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos...’” (Mt 25, 41).
- E de suplício eterno: “E irão estes a um castigo eterno, e os justos a uma vida eterna.” (Mt 25, 46).
- São Paulo, em 2 Ts 1,9, afirma: “Serão castigados à eterna ruína, longe da face do Senhor e da glória de Seu poder...”


Por ser um lugar no qual estão somente aqueles que morreram, os vivos não têm acesso a ele – pelo menos em circunstâncias normais. No entanto, muitos santos, ao longo da história da Igreja, afirmaram ter vivido experiências místicas do inferno e as descreveram.

A seguir, detalharemos três destas descrições.


Cabe recordar que o Catecismo da Igreja Católica afirma claramente que o papel das revelações privadas não é "melhorar" ou "completar" o depósito da fé, mas "ajudar a vivê-la mais plenamente em uma determinada época histórica".


O relato destas visões servem para ajudar as pessoas a levar mais a sério a realidade do reino eterno dos condenados. Duas das visões que apresentamos são do século XX.


Densa escuridão: Santa Teresa de Ávila


A grande santa do século XVI, Teresa de Ávila, foi uma religiosa e teóloga carmelita. Está na lista dos 35 doutores da Igreja. Seu livro "Castelo Interior" é considerado um dos textos mais importantes sobre a vida espiritual. Em sua autobiografia, a santa também descreve uma visão do inferno que Deus lhe concedeu, segundo ela, para ajudá-la a afastar-se dos seus pecados.


“A entrada pareceu-me semelhante a uma passagem estreita muito longa, como um forno baixo, escuro e constrangido; o chão pareceu-me consistir em água lamacenta, muito suja e de muito mau cheiro, com muitos parasitas e vermes imundos. No fim, havia um nicho na parede ao jeito de um pequeno armário; aí achei-me metida em muito estreito lugar. Tudo isso era nada, em comparação com que eu sentia: isto que eu descrevo está só mal expresso.”

“O que senti, parece-me que não posso nem começar a exprimi-lo; nem pode ser entendido. Experimentei um fogo na alma, que eu não sei como descrevê-lo. As dores corpóreas tão insuportáveis, que embora as tenho sofrido penosas nesta vida e que, de acordo com o que os médicos dizem, das piores que podem ser sofridas na terra, pois todos os meus nervos estavam contraídos quando fiquei paralisada, e com mais muitos outros sofrimentos de muitas espécies que eu suportei, e ainda alguns, como disse, causados pelos demônios, todos estes eram nada em comparação com os que eu experimentei lá, e saber que haviam de ser sem fim e sem jamais cessar.”

“Isto não era nada, porém, em comparação com o agoniar da alma: um apertamento, um afogamento, uma aflição tão agudamente sentida e com tal desesperada e afligida infelicidade que atormenta, que eu não sei como exprimir; porque parece estar-se sempre arrancando a alma que se rasga em pedaços."

"O fato é que não sei como dar uma descrição suficientemente poderosa daquele fogo interior e aquela gravíssima desesperação sobre tão dolorosos tormentos e dores. Eu não vi quem me os infligia, mas, sentia-me queimar e espedaçar, ao que me parece, e repito que o pior era aquele fogo interior e aquele desespero."

"Estando em tão fétido lugar, tão incapaz de esperar qualquer consolação, não há onde sentar-se ou deitar-se, nem há lugar, ainda que estava eu metida nessa espécie de buraco feito na parede, porque essas paredes apertam e tudo sufoca. Não há nenhuma luz, senão todo trevas escuríssimas.”

“Depois, eu tive uma visão de coisas espantosas. De alguns vícios, o castigo. Porque não é nada o ouvi-lo dizer, nem eu ter meditado de outras vezes sobre diversos tormentos (embora poucas vezes o fizesse, pois que, por caminho de temor, não ia bem a minha alma), nem que os demônios atormentam, nem outros diferentes suplícios que tenho lido, nada é como esta pena, porque é outra coisa. Enfim, é tão diferente como a pintura o é da realidade, e o queimar-se aqui na terra é muito pouco em comparação com este fogo de lá. Eu fiquei tão aterrada, e ainda agora o estou ao escrever isto, apesar de haver já quase seis anos que de temor – parece-me, e assim é –, me falta o calor natural aqui onde estou.”

“Daqui também cobrei a grandíssima pena que me dão as almas que se condenam (destes luteranos em especial, porque já eram, pelo Batismo, membros da Igreja), e os grandes ímpetos de salvar almas, que me parece certo que, para livrar uma só de tão gravíssimos tormentos, padeceria eu muitas mortes de muito boa vontade.”

Cavernas horríveis, abismos de tormentos: Santa Maria Faustina Kowalska

Santa Maria Faustina Kowalska, conhecida como Santa Faustina, foi uma religiosa polonesa que afirmou ter tido uma série de visões que incluíam Jesus, a Eucaristia, os anjos e vários santos. Das suas visões, registradas em seu "Diário", a Igreja recebeu a já popular devoção ao Terço da Divina Misericórdia.

Em um trecho do seu diário, no final de outubro de 1936, ela descreve sua visão do inferno:

“Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do inferno, um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói: é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu. O sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento é o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.”

“São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é ó fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve lá e não sabe como é."

“Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham de me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi."

"Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existia. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios, a ter que vos ofender com o menor pecado que seja."

Um grande mar de fogo: Irmã Lúcia de Fátima

A irmã Lúcia não é uma santa, mas é uma das destinatárias de uma das revelações privadas mais importantes do século XX, ocorrida em Fátima (Portugal). Em 1917, ela era uma das três crianças que afirmou ter tido numerosas visões de Nossa Senhora. Ela declarou que Maria lhes mostrou uma visão do interno que ela descreveu em suas "Memórias".

"Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor.”

“Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, graças à nossa boa Mãe do céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”

Alguma reação? Podemos nos confiar à misericórdia de Deus em Cristo, e evitar, assim, qualquer coisa que se aproxime destas descrições, passando toda a eternidade em união com Deus no céu.
Fonte: Aleteia

quarta-feira, 2 de março de 2011

JUBILEU E ANO SANTO

P: Você sabe o que é um JUBILEU e um ANO SANTO?
R: O Papa Francisco anunciou a celebração de um Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo da Misericórdia, que começará em 8 de dezembro de 2015 e terminará em 20 de novembro de 2016, que começará com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro durante a solenidade da Imaculada Conceição.

O último Jubileu da Igreja foi proclamado pelo Papa São João Paulo II para comemorar os 2000 anos do nascimento de Cristo.


Depois da proclamação deste evento muitos se perguntam: O que é um jubileu? Um ano santo?

A celebração do jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado particular. Esta festa se realizava a cada 50 anos.


Durante o ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava.


Na Bíblia encontramos algumas passagens nas quais se menciona a celebração judaica. Talvez a mais importante se encontre no Levítico (Lv 25,8).


A palavra jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria.


Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante 1 ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo de anos já estabelecido. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado.


A Igreja Católica tomou como influência o jubileu hebraico e lhe deu um sentido mais espiritual. Nesse ano se dá um perdão geral, indulgências e se faz um chamado a aprofundar a relação com Deus e com o próximo. Por isso, cada Ano Santo é uma oportunidade para alimentar a fé e renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo. Também é um convite à conversão.


O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário.


O primeiro ano jubilar foi convocado em 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. Estabeleceu-se que os seguintes jubileus se comemorassem a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos um em sua vida.


O rito inicial do Jubileu começa com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Esta porta só se abre durante um Ano Santo. A abertura da porta significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. O Papa deve tocar a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino”- “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”.


Quando se abrem, entoa-se o Te Deum e o Santo Padre atravessará esta porta junto com os seus acompanhantes.



Fonte: Acidigital

terça-feira, 1 de março de 2011

JUÍZO FINAL

P: O que é o Juízo Final?
R:
Na escatologia, o juízo é a sentença conclusiva de Deus, que decide a salvação ou a perdição da pessoa humana e de toda a humanidade, e que será realizado pelo próprio Jesus Cristo.
A teologia distingue entre o Juízo Universal, de todo mundo, no último dia, e o Juízo Particular ou pessoal, no momento da nossa morte.
O Juízo Final é um dogma, ou seja, uma verdade de fé da Igreja Católica.
Nos textos escriturísticos que falam do juízo, é preciso levar em conta o estilo literário antropomórfico e o caráter análogo do termo, enquanto juízo não exprime só condenação divina, mas sobretudo também, graça e misericórdia de Deus.
Segundo os testemunhos do A. T., Deus intervém na história de seu povo julgando, recompensando e salvando, história que se torna assim, a história da salvação, como mostra sobretudo, a pregação dos profetas. (Am 5,18-20; Is 2,6-21; 63,1-6; Dn 7; Ez 34,17-22).
A ira de Deus, acompanha a solicitude do pastor e da salvação, assim que, o ponto culminante do juízo é a redenção e a salvação do povo, ou melhor dizendo, de todos os povos.
No N. T. a idéia do Deus julgador é completada por aquela que também o Messias por Deus enviado, exercita a função de juiz. Jesus, é o Juiz Escatológico, uma das suas funções (Jo 5, 22-30).


Ele nos julgará a partir:
- da palavra que Ele nos pregou (Jo 3, 18-19);
- dos pobres, em suas necessidades (Mt 25, 31ss);
- dos Lázaros da vida (Lc 16, 19-26);
- dos caídos na estrada de Jericó (Lc 10, 29-37); e,
- dos irmãos e das irmãs pródigas (Lc 15, 4-32).

Na tradição cristã, a mensagem do Juízo Final, o Universal, é claramente testemunhado na Bíblia, ensinado e defendido desde o início. Só a partir do século IV encontramos uma doutrina explícita do Juízo Particular ou Pessoal, ao qual a pessoa é submetida no momento da morte ou logo depois, e que decide imediatamente o seu destino ultra-terreno.
O Juízo Final acontecerá na Parusia do Senhor, ou seja, quando da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Conforme nos relata São Marcos em Mc 13, 24-37:
“Naqueles dias, porém, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas estarão caindo do céu, e os poderes que estão nos céus serão abalados. E verão o Filho do Homem vindo entre nuvens com grande poder e glória. Então ele enviará os anjos e reunirá seus eleitos, dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu.

Aprendei, pois a parábola da figueira. Quando o seu ramo se torna tenro e as suas folhas começam a brotar, sabeis que o verão está próximo. Da mesma forma, também vós, quando virdes essas coisas acontecerem, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que esta geração não passará até que tudo isso aconteça. Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão. Daquele dia e da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, somente o Pai.
Atenção, e vigiai, pois não sabeis quando será o momento. Será como um homem que partiu de viagem: deixou sua casa, deu autoridade a seus servos, distribuiu a cada um sua responsabilidade e ao porteiro ordenou que vigiasse. Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o senhor da casa voltará: à tarde, à meia-noite, ao canto do galo, ou de manhã, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. E o que vos digo, digo a todos: vigiai!”
São Pedro nos ensina de modo claro em 1 Pd 4, 7-11; como devemos esperar a Parusia do Senhor, ou seja, como devemos vigiar, como nos ensina Jesus. Diz São Pedro: “O fim de todas as coisas está próximo. Levai, pois, uma vida de autodomínio e de sobriedade, dedicada à oração. Acima de tudo, cultivai, com todo o ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurar. Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, faça-o como se pronunciasse palavras de Deus. Alguém presta um serviço? Faça-o com a capacidade que Deus lhe concedeu, a fim de que em tudo seja Deus glorificado por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.
Como podemos ver nos textos acima, Jesus nos fala para vigiarmos e São Pedro nos diz como. Então, não nos compete saber quando será a nossa morte, o nosso julgamento, ou mesmo, como se dará isso. O importante é que vivamos hoje, procurando seguir os ensinamentos de vida que o próprio Jesus nos deixou. A coisa até parece simples, pois Jesus o nosso juiz, nos disse como devemos nos comportar para que alcancemos a glória de estar com Ele nos céus. Seria realmente fácil se o nosso egoísmo, o nosso orgulho, a nossa falta de perdão, a inveja, a ânsia de poder e ter, e tantas outras coisas, não nos desviasse do caminho certo.
Por isso queridos amigos, procuremos e lutemos contra o nosso próprio ser, para que consigamos com a graça de Deus e a Sua ajuda a nos mantermos como verdadeiros fiéis a causa de Jesus Cristo. Para que chegando ao momento derradeiro, o Juízo, entreguemo-nos nas mãos do Senhor e de sua grande misericórdia.E, neste momento ao invés de termos medo, teremos a grande alegria de vermos o próprio Cristo face a face.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

LITURGIA DAS HORAS

P: O que é a Liturgia das Horas e qual a sua importância?
R: A essência da Liturgia das Horas é a santificação das horas do dia do cristão, através das várias horas canônicas.
Após a reforma promovida pelo Concílio Vaticano II existem cinco ou sete horas canônicas. São elas: Ofício das Leituras, para ser recitado de madrugada, contudo, reconhecendo as necessidades de adaptação do homem moderno, a Igreja diz que pode ser recitado ao longo do dia, desde que se mantenha o caráter de vigília.
Laudes ou Oração da Manhã, que é uma oração de louvor dado a Deus pela vida recebida. Atualmente composta de um Salmo, um hino do Antigo Testamento e um Salmo de louvor, de onde provém o nome. Existem alguns outros elementos nessa oração, mas o coração é este mencionado. É nesta hora canônica que se recita o Benedictus ou o Cântico de Zacarias.
Hora média, que pode se desdobrar em mais três: tércia, próxima das 09h00, sexta, próxima do meio dia e noa, próxima das 15h00. Elas podem ser recitadas como sendo uma só, para não multiplicar excessivamente os horários canônicos.
Vésperas ou Oração da Tarde, composta por dois Salmos e um hino do Novo Testamento. Recita-se nessa hora o Magnificat, que é o Cântico de Nossa Senhora.
Por fim, as Completas ou Oração da Noite, composta por um Salmo e o hino de Simeão.
Esta é a essência das cinco horas canônicas da Liturgia das Horas que pode e deve ser recitada por todos os fiéis. Contudo, existem algumas pessoas que são obrigadas a rezá-las. É o caso dos sacerdotes e dos religiosos, mas nada impede que todos a recitem.
O Concílio Vaticano II incentivou a que, cada vez mais, se recite a Liturgia das Horas com a comunidade dos fiéis, para que esse tesouro da Igreja não fique reservado somente aos padres, mas que seja distribuido também aos fiéis, para que possam santificar o dia por meio da oração.
Para a oração, nada melhor do que utilizar a própria Palavra de Deus para falar com Ele. Por isso, a récita da Liturgia das Horas é uma escola de oração. Jesus Cristo recitou também os Salmos. Os Apóstolos igualmente. Da mesma forma, a Igreja continua recitando esta belíssima liturgia ao longo dos séculos.
O Papa Paulo VI ao promulgar a reforma da Liturgia das Horas, através da Constituição ApostólicaLaudis Canticum, iniciou-a com uma frase que oferece a nota teológica da Liturgia das Horas. Ele disse:
“O CÂNTICO DE LOUVOR que ressoa eternamente nas moradas celestes, e que Jesus Cristo, Sumo Sacerdote, introduziu nesta terra de exílio, foi sempre repetido pela Igreja, durante tantos séculos, constante e fielmente, na maravilhosa variedade de suas formas.”
Assim, quando se recita as orações da Liturgia das Horas louva-se a Deus, na terra, fazendo um louvor que no céu é incessante. Na santificação do dia, das horas, no tempo, a realidade da eternidade se faz presente. Também nós queremos, por meio do louvor, transformar a nossa vida em história de salvação. 
Fonte: Pe. Paulo Ricardo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MAÇONARIA

P: Pode um católico pertencer a maçonaria?
R:
Não.
A maçonaria professa idéias que são totalmente contrárias a doutrina da Igreja Católica, vejamos algumas:
- A maçonaria aceita qualquer livro sagrado, de acordo com o país em que esteja e as religiões que professam, seja a Bíblia, o Alcorão, o Torá, os Vedas etc. Ao invés disso, a Igreja Católica tem como único e verdadeiro Livro Sagrado , a Bíblia Sagrada, o Livro inspirado por Deus. Dessa forma a maçonaria aceita que existam outros deuses que não o único e verdadeiro Deus, Jesus Cristo. O nosso Deus. Tendo um conceito de Deus, diferente daquele que
professamos na nossa Igreja.
- A maçonaria não aceita os dogmas e os sacramentos da Igreja Católica.
- A maçonaria estimula o sincretismo religioso, isto é, a mistura das mais diferentes crenças.
- A maçonaria compara a Igreja Católica a uma seita.
- A maçonaria não aceita a existência do purgatório, do céu ou do inferno.
- O conceito maçônico do grande arquiteto do universo é “deísta”, ou seja, um Deus que não seria um ser pessoal, espiritual, mas sim, um ser neutro, um “algo” e que mantém-se afastado do Homem.

Por tudo isso e muito mais, a Igreja Católica não aceita que católicos pertençam a maçonaria, existindo diversos documentos da nossa Igreja que ratificam essa posição, inclusive considerando pecado grave quando um católico frequenta a maçonaria, impedindo-o dessa forma de receber a Sagrada Comunhão.
Por fim,a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, em 26.11.83, publicou a seguinte declaração: “Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das Associações Maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja Católica, por isso, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem as Associações Maçônicas, estão em pecado grave e não podem aproximar-se da sagrada comunhão. Não compete as autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das Associações Maçônicas com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido”. (cf. AAS 73, 1981, pp.240-241).

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

OS CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA CATÓLICA

P: Quais são os Cinco Mandamentos da Igreja
R: Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os "Cinco Mandamentos da Igreja", além dos  “Dez Mandamentos” conhecidos.
É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.
Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade.
Ele disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou" (Lc 10,16).
E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)
Então, a Igreja legisla com o "poder de Cristo", e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e conseqüentemente a Deus Pai.
De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC).
Este ensina: "Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no  espírito de oração  e no  esforço moral,  no crescimento do amor de Deus  e  do próximo." (CIC - §2041)
Note que o Catecismo diz que isso é o "mínimo indispensável" para o crescimento na vida espiritual dos fiéis.
Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja.
A Igreja sabe, como Mãe, que tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais, pois quando chegarmos na presença de Deus no juízo final, com certeza Ele não nos perguntará sobre o mínimo que fizemos em nossa vida aqui na terra, pois isso é obrigação de todo cristão católico, mas, perguntará sobre o que fizemos a mais, sobre o que fizemos além do que é o básico para o católico. E o que você terá para apresentar ao Senhor?

São os seguintes os 5 Mandamentos da Igreja:

1º – "Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho".
O primeiro mandamento da Igreja, ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) e  (CIC - §2042).
Nos diz o (CIC - §1389)  sobre a  Missa no Domingo:  A igreja obriga os fiéis a “participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.

Por que  O Domingo:
A participação na santa missa do "Dia do Senhor" ou dos dias santos de guarda é um dever obrigatório para todo cristão batizado, porque Jesus ressuscitou dentre os mortos “no primeiro dia da semana.” (Mc 16,2) .
-"Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como Ele vos disse, quando ainda estava na Galiléia" (Lucas 24, 5-6)
Enquanto primeiro dia, o dia da Ressurreição de Cristo lembra a primeira criação.
Enquanto sétimo dia, que segue ao sábado, significa a nova criação inaugurada com a Ressurreição de Cristo.
Para nós cristãos, o Domingo se tornou o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o Dia do Senhor”.
A santa missa é o Santo Sacrifício de Cristo que foi consumado no Calvário, sendo renovado e celebrado do nascer ao pôr-do-sol em todo o mundo pela salvação da humanidade. Faltar à missa aos domingos e dias santos sem nenhum motivo que impeça de assisti-la ou de ir até o Templo do Senhor é considerada falta grave pela igreja, ficando portanto, o fiel cristão impedido de receber a comunhão ou eucaristia.
O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência. (CIC - §2177)
Em casos especiais de impedimento de se participar da missa no domingo, a Igreja aceita que se participe da missa do sábado anterior, desde que após as 18:00h (pois assim a liturgia é a mesma da do domingo)

Os Dias Santos de Guarda
Com obrigação de participarmos da missa, são esses, os dias Santos de Guarda, além dos domingos, conforme (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) e (CIC - §2177):

1 -  o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo,  (25 de dezembro)

2 - da Epifania   (6 de janeiro)  (No Brasil: 1º Domingo do Ano Novo)

3 - Páscoa   (data variável) (primeiro domingo depois da 1ª Lua cheia após o equinócio do hemisfério Norte) (data de referência para várias festas e solenidades da Igreja) FESTA  DAS FESTAS.

4 - da Ascensão (domingo),   (data variável) (40 dias após a Páscoa) (7º domingo da Páscoa) (6º domingo depois do domingo de Páscoa)

5 - do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi),  (data variável) (quinta-feira depois da oitava de pentecostes) (quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade)

6 - de Santa Maria Mãe de Deus   (1º de janeiro),

7 - de sua Imaculada Conceição   (8 de dezembro)

8 - e Assunção de Nossa Senhora,   (15 de agosto ou Terceiro domingo de agosto)

9 - de São José   (19 de março),

10 - dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo ,  (29 de junho ou domingo seguinte)

11 - e por fim, de Todos os Santos   (1º domingo de novembro)

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O cristão católico deve abster-se de todo tipo de ocupação de trabalho ou seja ela qual for, que o impeça de participar das missas aos Domingos e Dias Santos de Guarda.

2º - "Confessar-se ao menos uma vez por ano".
O segundo mandamento prescreve que o cristão batizado deve confessar-se ao menos uma vez por ano, mas como o gênero humano tem uma natureza, digamos, “corrupta” devido a herança do pecado original cometido pelos primeiros pais (Adão e Eva) no início da criação, o espírito necessita de uma "limpeza espiritual" constante para não acumular muitas faltas ou pecados graves (mortais) que comprometem a salvação da alma. E é através do sacramento da reconciliação ou confissão sacramental que a Igreja de Cristo proporciona ao homem a reconciliação com Deus e com os irmãos, libertando dos males espirituais com o perdão dos pecados. "Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã!" (Isaías 1, 18).
A confissão assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989).
É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencer as tentações.

3º - "Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição
Comungar ao menos pela Páscoa ou "fazer a Páscoa" como prescreve a igreja, é cumprir um dever muito antigo que já fazia o Povo de Deus do Antigo Testamento. Celebrar a Páscoa recebendo a comunhão ou eucaristia significa o encontro e comunhão com Jesus Cristo que liberta de todo o mal, ou seja, é celebrar a libertação ou "passagem" de uma vida de escravidão no pecado para uma vida nova com Cristo.
O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).
Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.

4º - "Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja" 
(No Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa).
Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. O católico deve abster-se totalmente de carne, qualquer que seja ela.
Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo.
Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.
Diz o Catecismo que o jejum "Determina os tempos de ascese* e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882) e  (CIC - §2043)
A as­ce­se é a prática da renúncia ao prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias / é um processo de santificação pessoal / mortificação. Ascese cristã é o esforço que fazemos para dominarmos os nossos sentidos, corrigirmos as nossas más tendências e vivermos um processo de libertação interior. 
A Igreja propõe aos fiéis co­mo algumas das práticas ascéticas, o jejum e a abs­ti­nên­cia, penitenciais, Louvor, Adoração ao Senhor.

Exemplo: A prática do jejum / mortificações, sempre foi uma forte arma de ascesede penitência e de combate espiritual na história da salvação

5º - "Ajudar a Igreja em suas necessidades
Os cinco mandamentos ou preceitos da Igreja Católica, na sua forma atual, foram promulgados em 2005 pelo Papa Bento XVI, quando suprimiu o termo "dízimos" do quinto mandamento (que era: “pagar dízimos conforme o costume”), cujo sentido real era, obviamente, uma contribuição segundo as possibilidades de cada um, e não uma taxação ou imposto sobre os rendimentos.
O quinto mandamento recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222).
Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo, nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for, pois a própria palavra “dízimo” representa “10%”, ou a “décima parte”.
As Sagradas Escrituras fazem menção ao dízimo em diversas passagens do A.T. e do N.T., relacionando-o em algumas passagens a “décima parte”. Vejamos:
A.T.
-“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda.” (Pr 3,9)
- “Todos os dízimos da terra, tanto dos produtos da terra como dos frutos das árvores, pertencem ao Senhor; é coisa consagrada ao Senhor.” (Lv 27,30) Ou ainda “Em todo dízimo de gado graúdo ou miúdo, a décima parte de tudo que passa sob o cajado do pastor é coisa consagrada ao Senhor.” (Lv 27,32)
- “Cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado.” (Dt 16,17)
- “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios.” (Sl 96,8)
N.T.
- “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber: a justiça, a misericórdia e a fidelidade; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” (Mt 23,23)
- “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2Cor 9,7)
- “Ora, os filhos de Levi, chamados ao sacerdócio, devem , segundo a Lei, estabelecer o dízimo para o povo, esto é, para os seus irmãos, conquanto são descendentes de Abraão. (Hb 7,5)

O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7).


CONCLUSÃO:

Caríssimos, tudo o que Deus Pai, Seu Filho Jesus e a Santa Amada Igreja nos coloca como caminho a seguir, sempre foi e será para o nosso próprio bem. Deus e a Sua Igreja nunca vão nos recomendar ou nos mandar fazer algo que seja ruim para nós.
Assim, não nos deve ser nada impossível cumprir com os Mandamentos da Igreja de Cristo e os Seus próprios ensinamentos, como nos deixado nos Evangelhos.
Quem ama, sempre quer o bem do seu amado. Assim, Deus que muito nos ama, quer o nosso bem. Portanto vamos seguí-lo e aos seus Mandamentos, e da Sua Igreja, com alegria e responsabilidade. Pois tudo o que vem de Deus e da Sua Igreja nos aponta para o “Céu”, o nosso destino final.
Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que "quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo".
Fiquem todos com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Maria!


REFERÊNCIAS:

- Bíblia de Jerusalém
- Código de Direito Canônico (CDC)
- Catecismo da Igreja Católica (CIC)
- Artigo sobre o tema, do professor Felipe Aquino (Canção Nova)
- Outros artigos sobre o tema.


Por: José Vicente U.Campos

sábado, 15 de janeiro de 2011

MORTE

P: Por que morremos?
R:
A morte chegou ao mundo através do pecado.
Como se diz por aí: “A morte é o salário do pecado”.
Nós não fomos criados por Deus para morrermos, mas, pela má utilização do nosso livre arbítrio, desde os tempos de Adão e Eva, quando o ser humano quis ser independente de Deus, ou seja, ser auto-suficiente e dessa forma não precisar de Deus. E mais, quis ser como o próprio Deus, aí recaiu sobre a humanidade o pecado. E como consequência disso , a morte.
Dessa forma a morte é a única certeza absoluta que temos do nosso futuro; pois todos iremos morrer um dia.
Muitas pessoas culpam Deus pela morte de um ente querido, de um familiar etc. Principalmente quando acontece uma tragédia. Normalmente falam: “Por que Deus fez isso comigo? Por que Deus tirou a vida de fulano ou fulana?” E por aí em diante. Essas pessoas é claro muitas vezes falam isso num momento de tristeza profunda ou mesmo de grande emoção, sem pensarem muito no que estão falando, pois Deus não tem culpa da nossa morte. Ele não queria que morrêssemos. Fomos nós, como acabei de falar acima, que procuramos a morte, quando resolvemos nos rebelar contra o amor de Deus, e pecamos.
Dessa forma, não adianta lutar contra a morte. E sim, aceitá-la.
Não devemos ter medo de morrer, mas sim, medo de não vivermos de acordo com os ensinamentos de Jesus , pois se assim o fizermos corremos o risco de quando morrermos não termos direito de irmos para o paraíso. Esse sim deve ser o nosso receio. O que torna a morte má? O pecado. Então é ele que devemos evitar! E assim, não temer a morte.
Para nós cristãos católicos, a morte deve ser encarada com naturalidade, pois é o momento em que partimos dessa vida, que é passageira, para nos encontrarmos definitivamente com Deus, face a face, como nos diz São Paulo.
É através da nossa morte que nascemos para a vida eterna, na plenitude da felicidade, ao lado de Deus.
A nossa vida pode ser comparada a um grão, que para crescer e se tornar uma grande árvore, tem, antes, que secar, ser enterrado na terra e aí sim, brotar, crescer e frutificar. O ser humano é parecido, pois precisa morrer, para nascer e florescer na vida eterna, no paraíso celeste, junto aos anjos e santos de Deus e vendo-o face a face. Aí conheceremos a plena felicidade, pois tudo o que sonhamos de perfeito, de santo, de alegria, de plena realização e de felicidade plena e completa, nós encontraremos após a nossa morte, quando estivermos no céu, ao lado da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, de todos os anjos e santos de Deus.
Por isso queridos amigos e amigas, ao invés de terem medo da morte, cuidem bem de suas vidas para vivê-las de acordo com os ensinamentos de Jesus, baseadas no amor ao próximo e na justiça. Assim podem ter certeza que a felicidade de vocês será plena, no paraíso.
Fiquem com Deus.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

P: O que há depois da morte?
R: A morte é consequência do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Por isso o nosso Catecismo afirma que: “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado”, é assim “o último inimigo” do homem a ser vencido (1 Cor 15,26). (n. 1008)
Mas, graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11). Esta é a esperança cristã mostrada por São Paulo. O homem é formado de corpo e alma; a morte é a separação de ambos. A visão cristã da morte aparece claro na liturgia da Igreja, cheio de esperança: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. Na ressurreição, quando Cristo voltar, na Parusia, Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma.
A Igreja ensina que após a morte, sobrevive a nossa alma imortal, criada à imagem de Deus, e é nela que estão as nossas faculdade, como a Inteligência, a vontade, a memória e a consciência. O nosso “eu humano” subsiste. Portanto, ninguém permanece “dormindo” após a morte. A narrativa de Jesus, mostrando a realidade após a morte do rico epulão e do pobre Lázaro, cheio de feridas, mostra esta verdade. A Carta aos Hebreus diz que “Está determinado que cada um morra uma única vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Isto é, ninguém morrerá duas vezes, a não ser aqueles que, por milagre, foram ressuscitados.
Os que morrem na amizade de Deus e estão perfeitamente purificados, imediatamente vão para o céu e participam da visão beatifica de Deus, na companhia da Virgem Maria, dos anjos e dos santos. Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão totalmente purificados, já têm a salvação eterna garantida, mas passam depois de sua morte por uma purificação, afim de
obter a santidade necessária para entrar na alegria de Deus. (CIC §1054). É o purgatório.
Com base na “Comunhão dos santos”, a Igreja reza pelos defuntos, especialmente na santa Missa e pelas indulgências. E a Igreja lembra a seus filhos sobre a “triste e lamentável realidade da morte eterna, denominada também de “inferno” (n.1056). O sofrimento principal do inferno está na separação eterna de Deus, o único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado. No Juízo Final, toda justiça será feita. Mas, “Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4).
Prof. Felipe Aquino
P: O que acontecerá conosco quando morrermos? 
R: A maior esperança cristã é esta: a vida não termina na morte, mas continua no além. E muitos perguntam “o que virá depois?”. Somente a fé católica tem resposta clara para esta questão. A Carta aos hebreus diz que “está determinado que os homens morram uma só vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isso liquida de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixa despreparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa idéia de salvação.

São Paulo ensinava aos cristãos de Corinto, muito influenciados pela mitologia grega que dominava a região, que “ao se desfazer esta tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna, no céu” (2Cor 5,10). Mas, Paulo não deixou de dizer que “teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo” (2Cor 5,10).

A Igreja nos ensina que logo após a morte vem o Juízo particular da pessoa. Diante da justiça perfeita de Deus, seremos julgados. Mas é preciso lembrar que o Juiz é o mesmo que chegou até o lenho da Cruz para que ninguém fosse condenado, e tivesse à sua disposição, através dos Sacramentos da Igreja, o perdão e a salvação que custaram a Sua Vida.

Afirma o nosso indispensável Catecismo que: “Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre” (§ 1022).



Isto mostra que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido: o céu, mesmo que se tenha de viver o estado de purificação antes (purgatório), ou o inferno.


Sobre o céu diz São Paulo que “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). O Papa Bento XII (1335-1342), assegurou através da Bula “Benedictus Deus”, que as almas de todos os santos, mesmo antes da ressurreição dos mortos e do juízo geral, já estão no céu. A Igreja, desde o tempo dos primeiros mártires acredita, sem dúvida, que eles já estão no céu, intercedendo pelos que vivem na terra. São muitos os documentos antigos que confirmam isto.

Sobre o purgatório a Igreja também não tem dúvida, já que esta verdade de fé foi confirmada em vários concílios ecumênicos da Igreja: Lião(1245), Florença (1431-1442), Trento (1545-1563), com base na Tradição e na Sagrada Escritura (1Cor 3,15; 1Pe1,7; 2Mac 12,43-46 ).

Ensina o Catecismo que: “A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”(§1031). As almas do Purgatório já estão salvas, apenas completam a sua purificação para poderem entrar na comunhão perfeita com Deus. Diz a Carta aos hebreus que “sem a santidade, ninguém pode ver o Senhor” (cf. Hb 12,14).

Mais do que um estado de sofrimento, o Purgatório é, ensina São Francisco de Sales, doutor da Igreja, um estado de esperança, amor, confiança em Deus, e paz, embora a alma sofra para se santificar.

Para os que rejeitarem a Deus e sua graça, isto é, que deixaram o coração endurecer, o destino será a vida eterna longe de Deus, para sempre, e junto daqueles que também rejeitaram a Deus. Jesus diz que ali haverá “choro e ranger de dentes”.

É preciso dizer aqui que Jesus foi ao extremo do sacrifício humano para garantir a todos os homens a salvação; logo, Ele fará de tudo para que ninguém seja condenado. Mas Deus respeita a liberdade de cada um, e, como disse Santo Agostinho, Ele que nos criou sem precisar de nós, não pode nos salvar sem a nossa ajuda. Ao falar do inferno, o Catecismo diz que: “Deus não predestina ninguém para o inferno; para isto é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal), e persistir nela até o fim. São Pedro diz que Deus “não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pe 3,9).


Se a lembrança do inferno trouxer medo ou insegurança ao seu coração, lembre-se daquilo que disse um dia São Bernardo, doutor da Igreja: “Nenhum servo de Maria será condenado”. Sem dúvida a Mãe de Deus saberá salvar aqueles que foram seus fiéis devotos aqui na terra. Ela é, afinal, a Mãe do Juiz!

A Igreja nos lembra ainda que na segunda vinda de Cristo, a Parusia, que ninguém sabe quando será, haverá o Juízo final ou geral. O Catecismo ensina que: “A ressurreição de todos os mortos, ‘dos justos e dos injustos'” (At 24,15), antecederá o Juízo Final” (§ 1038). O Magistério da Igreja ensina que esta será “a hora em que todos os que repousam no sepulcro ouvirão a Sua voz e sairão, os que tiverem feito o bem para uma ressurreição da vida; os que tiverem praticado o mal para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,28-29). “Então Cristo virá em sua glória e todos os seus anjos com Ele…” (Mt 25,31).

Portanto, a ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição do último dia. Somente Jesus e Maria já ressuscitaram e têm seus corpos já glorificados. Quanto a este grande Dia da volta gloriosa do Senhor, a Igreja não quer que se faça especulações sobre ele; pois o próprio Cristo o proibiu. Muitos foram enganados e a fé desacreditada por muitos que ao longo dos séculos ousaram marcar a hora da volta do Filho de Deus.

Sobre isto, o Papa João Paulo II disse recentemente: “A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo (L’Osservatore Romano, n.17 – 25/4/98). 

Muitas vezes a Igreja já se pronunciou sobre esta questão. No Concílio ecumênico do Latrão, em 1516, assim afirmou:

“Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Diz o nosso Catecismo: “Só o Pai conhece a hora deste Juízo, só Ele decide do seu advento. Através do seu Filho Jesus Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação”(§ 1040).

Prof. Felipe Aquino