APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

domingo, 20 de novembro de 2011

BÍBLIA CATÓLICA E PROTESTANTE

P: Qual é a diferença entre a Bíblia Católica e a Protestante?
R:
Existem algumas diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante, sendo a principal delas a diferença entre o número de Livros existentes nas duas versões.


Mas para começarmos, vejamos as traduções das duas versões. A Igreja protestante optou pela tradução original em hebraico. Esta tradução continha 66 Livros originais considerados Inspirados por Deus, sendo 39 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. Esses Livros inspirados, são chamados de protocanônicos, isto é, Livros aceitos como inspirados desde o início, sem discussão.

Já a Igreja Católica optou pela tradução grega (ou seja, do hebraico para o grego), feita em torno de 200 anos a.C. por 70 sábios de Alexandria, uma cidade do Egito antigo, ainda durante o período do Exílio Babilônico. Esta tradução é conhecida também por “Septuaginta” (a tradução dos 70 anciãos). 


Nesta tradução foram acrescentados mais 7 Livros ao Antigo Testamento que também foram aceitos como inspirados por Deus, além dos 39 originais. Esses Livros são chamados de deuterocanônicos, ou seja, foram considerados inspirados depois.

Desta forma, a Bíblia católica tem 73 Livros, sendo 46 Livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, ou seja, 7 Livros a mais que a Bíblia protestante.


São eles: Tobias, Judite, Macabeus 1 e 2, parte de Ester, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico de Bem Sirac, Baruc e parte de Daniel.


Uma outra diferença entre as duas versões, é que a Bíblia Católica tem nas suas primeiras páginas a Aprovação Eclesiástica, ou seja, a confirmação por um Bispo, de que aquela Bíblia é católica e tem a aprovação da Igreja; através da palavra “Imprima-se” ou “Imprimatur”.


Já as Bíblias protestantes não tem esta aprovação.


A Bíblia protestante no entanto, fora os 7 Livros que não existem em relação a Bíblia Católica, é idêntica, em relação aos textos sagrados, a nossa,e por isso pode ser lida por um católico. Deve-se, no entanto, tomar cuidado para as Bíblias que em seu rodapé tenham comentários sobre os textos sagrados, pois ali pode conter opiniões com a visão protestante dos textos. Por isso, é importante que os católicos tenham Bíblias Católicas, pois só nelas existem os 73 Livros considerados inspirados por Deus. É mais completa que a protestante. E os comentários que possam existir estão de acordo com a nossa doutrina e têm a aprovação da Igreja Católica.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BULA

P: O que é uma Bula?
R: O Papa acabou de escrever uma bula sobre a misericórdia: se você é católico e acha que "bula" só tem a ver com remédio, precisa ler esta explicação

Uma bula é um documento pontifício relativo a temas de fé ou de interesse geral, concessão de graças ou privilégios, assuntos judiciais ou administrativos, expedido pela Chancelaria Apostólica e autorizado pelo selo do seu nome ou outro parecido, estampado com tinta vermelha.

O termo do latim "bulla" é empregado referindo-se à forma externa do documento, que antigamente era lacrado com uma pequena "bola" (cápsula metálica redonda) utilizada para proteger o selo de cera unido por um cordão a um documento de especial importância, com o fim de certificar sua autenticidade e, consequentemente, sua autoridade.
Com o passar do tempo, "bulla" indicou também o selo e depois todo o documento selado, razão pela qual hoje em dia se usa para todos os documentos papais de especial importância, que possuem, ou pelo menos tradicionalmente deveriam conter, o selo do Pontífice.
No dia 11 de abril de 2015, o Papa Francisco escreveu uma Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Para acessar o documento, clique aqui


Fonte: Aleteia

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CAMISINHA

P: Por que a Igreja Católica é contra a camisinha?
R:
A onda que existe atualmente com relação ao uso da camisinha, esconde um problema muito maior e que a Igreja Católica está atenta. Vemos por aí uma propaganda feroz pelo uso da camisinha, inclusive com o apoio pessoal dos nossos governantes e do próprio ministro da saúde. A coisa é tão acintosa que as camisinhas são distribuídas de mão em mão, nas ruas e nas escolas (independentemente da idade dos alunos) pelo próprio governo.

Mas vejamos o por que da Igreja Católica ter uma posição contrária a esta prática generalizada. A distribuição das camisinhas pelos governos tem como justificativa principal, evitar as doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS. Ou seja, os governantes querem tentar diminuir um problema de saúde pública com programas paliativos, mas que por outro lado, despertam até nas crianças, o desejo pelo sexo. E mais, são levados a pensar que podem fazer a vontade pois o governo garante que é seguro. É a liberação total do sexo.


A Igreja Católica tem outra maneira de pensar, pois ela é pela castidade, ou seja, devemos sim ter todos os cuidados em se evitar a proliferação de uma doença que mata, tendo um comportamento sadio e casto. Então jovens e adultos devem ser orientados que evitando-se práticas sexuais fora do casamento, é o melhor meio de se prevenir qualquer tipo de doença. Inclusive zelando pelos preceitos éticos e morais da nossa sociedade. Pois a liberação do sexo da forma que se está propagando, pelo uso indiscriminado da camisinha, com certeza vamos, daqui há algum tempo, ter uma sociedade ética e moralmente falando, totalmente deturpada. E isso leva a outros comportamentos anti-sociais, como a falta de respeito pelos outros, a indiferença pelos necessitados, à prática de racismo, ou seja, a degradação total da nossa sociedade.


Ao contrário disso, a Igreja prega a observância de valores morais, éticos e familiares.


Se por pensar assim a Igreja é criticada, é importante ver quais interesses estão por trás daqueles que a criticam veementemente.


É lógico que a Igreja não quer a proliferação do vírus da AIDS, nem de nenhuma outra doença sexualmente transmissível como dizem alguns médicos ao defenderem o uso da camisinha e repelirem a posição da Igreja. O que a Igreja Católica quer, é que os governos tenham mais sensibilidade e pratiquem políticas de prevenção que não sejam contra a moral e a ética e não firam os valores fundamentais das famílias, como a liberalização total do sexo fere com certeza.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

CARNAVAL

P: A Igreja aceita o carnaval?
R: O Carnaval tem suas origens nas festas e cultos da Grécia Antiga em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Nestas festas as pessoas se divertiam e chegavam ao exagero da embriaguez. Em Roma essas festas eram também muito comuns, onde homenageava-se o deus romano do vinho, chamado Baco.

Quando as primeiras comunidades cristãs foram formadas em Roma já encontraram uma sociedade marcada por este tipo de festas. Os cristãos, marcados pelo amor de Deus e pelo respeito absoluto às coisas sagradas, passaram a negar os exageros, tanto de bebidas, quanto de algazarras e libertinagem sexual. Para o cristão a verdadeira festa era a celebração da Vida de Jesus, e não momentos passageiros de euforia.
A palavra “carnaval” significa “adeus carne”. O Carnaval, cuja data é fixada para antes do início da Quaresma, marcava o início do tempo em que era proibido comer carne. Assim, antes de começar o jejum, as pessoas aproveitavam para saciar seus apetites. Daí por que falamos que a terça-feira de carnaval é a terça-feira gorda! Talvez hoje essa ideia de jejum na quaresma esteja um pouco fora de moda, mas antigamente era muito rígido, ou seja, o carnaval era a possibilidade de extravasar antes do recolhimento penitencial.
E hoje? Bom, muitos os cristãos certamente participam do carnaval! Existem inclusive comunidades que participam de desfiles de carnaval e realizam os chamados “Carnaval com Cristo”. Muitas pastorais e movimentos eclesiais, as novas comunidades e as paróquias se mobilizam para realizar o tipo de carnaval cristão, no qual está presente a alegria cristã, retiros, estudos, encontros, adoração ou outras experiências espirituais.

Mas é sempre bom ter cuidado com os exageros! Tudo o que é demais prejudica. O mal do carnaval não está na festa em si, mas no modo como muitos encaram estes dias. Além do mais, o carnaval já se tornou uma festa folclórica, ou seja, já faz parte da vida cultural do nosso país.
O carnaval, como festa popular e expressão da nossa cultura, é aceito pela Igreja.

O que a Igreja não aceita, são os abusos cometidos no carnaval, em nome de uma crença de que nesta festa pode-se fazer de tudo, independentemente do respeito à ética, a moral ou mesmo a religiosidade.

O carnaval se tornou no que é atualmente, aproveitando o tempo de liberdade total em que vivemos, onde são colocados pra fora todos os desejos escondidos, a vontade de desrespeitar os outros, de aproveitar ao máximo, mesmo que isso fira a própria dignidade humana.

Isso a Igreja Católica não concorda.

E vale lembrar que um  verdadeiro cristão não deixa de ser cristão nessa época, ou seja, não existe férias da religião para se brincar o carnaval de qualquer forma, e onde tudo vale. O verdadeiro cristão, o é o tempo todo, seja na igreja ou fora dela, principalmente; devendo preservar os valores que lhes são caros, em todas as circunstâncias e ambientes.

Vivenciar o carnaval de modo equilibrado exige convicção de fé e maturidade humana, pois os ambientes carnavalescos, infelizmente, podem nos apresentar muitas situações de pecado. Expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência, dizia santo Afonso! Cabe a cada um saber até onde pode ir, afinal somos donos de nossas atitudes e comportamentos!

E, para aqueles que queiram aproveitar o tempo de carnaval para terem um lazer sadio e alegre, se divertindo e/ou descansando, sem deixar de ser um cristão e de ser fiel a Deus e ao próximo. Aí sim, a Igreja não tem nada contra.


sábado, 15 de outubro de 2011

CASAMENTO

P: Pessoas separadas, que haviam se casado na Igreja Católica, podem se casar novamente na Igreja?
R:
Não.
O casamento na Igreja Católica é indissolúvel. Só se desfaz com a morte de um dos cônjuges.


No entanto é possível em certos casos, julgar se o casamento feito anteriormente na Igreja, foi mesmo válido ou se houve ou não o sacramento. Há situações específicas em que o sacramento não acontece, mesmo os noivos tendo participado da cerimônia.


Essa é uma confusão que muitos católicos fazem, quando falam em anulação do casamento. Isso não existe, pois como falei acima, para a Igreja de Jesus Cristo, o casamento é indissolúvel. O que pode existir é o caso, muito específico e especial, em que o sacramento não aconteceu, como também mencionamos acima.


O Código de Direito Canônico, estabelece algumas regras que norteiam os tribunais especiais que analisam se o sacramento aconteceu ou não. Se for considerado que não existiu, os cônjuges ficam livres para se casarem na Igreja Católica em nova cerimônia e não em novo sacramento, ou seja, não se pode ter o mesmo sacramento pela segunda vez.


Esses Tribunais,  analisam previamente se o processo de nulidade é passível de ser encaminhado para a decisão final em Roma, na Santa Sé, ou não. Desta forma, só a Santa Sé, pode dar o veredicto de dizer se houve ou não o sacramento. Esses processos analisados com bastante rigor e são um pouco demorados, pois é necessário uma análise muito detalhada e profunda antes de se considerar um sacramento como não tendo existido.


O que aconselhamos às pessoas separadas que queiram se casar na Igreja Católica, após já terem se casado antes, é procurarem seus sacerdotes e conversarem com ele, que fará uma primeira análise do caso, e se achar que a situação é passível de ser encaminhada como um processo de nulidade, o fará, e o encaminhará às instâncias competentes.


Existem igrejas por aí de outras denominações e que se dizem católicas, que fazem todo tipo de casamento e em qualquer situação, não considerando a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Isso caracteriza mais um negócio do que uma celebração de fé baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, contidos nas Sagradas Escrituras. São igrejas que fazem qualquer coisa a gosto do “freguês”.


Vale ressaltar, no entanto, que a Igreja Católica não discrimina os casais de segunda união, tendo para eles sempre um lugar onde poderão ouvir a Palavra, participar das Missas, comungarem espiritualmente, perseverarem na oração, participarem da comunidade paroquial, etc. Só não poderão receber os demais sacramentos, enquanto se mantiverem nesta situação.


Para as pessoas que já foram casadas na Igreja e agora estão separadas e se mantenham segundo os preceitos da doutrina católica, como por exemplo, cultivando a castidade etc, não há problemas de receberem os demais sacramentos, desde que estejam preparadas para isso.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CERCO DE JERICÓ

P: O que é, e qual a origem do Cerco de Jericó ?
R: Tudo começou na Polônia, quando para obter uma vitória certa, alguns piedosos poloneses organizaram em seu país aquilo a que chamaram de Cerco de Jericó.

O Santo Padre, João Paulo II devia ir a Polônia dia 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de santo Estanislau, Bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o papa visitava o seu país. Era uma visita importantíssima e muito difícil. E com essa visita iniciou a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.

Em fins de novembro de 1978, 7 (sete) semanas depois do Conclave que havia eleito João Paulo II, a Rainha Vitoriosa do Santo Rosário, Maria Santíssima deu uma mensagem precisa a uma alma privilegiada da Polônia, onde dizia: "Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora, um Congresso do Rosário: 7 dias e 6 noites de rosários consecutivos, diante do Santíssimo Sacramento exposto".

O Cerco de Jericó consiste num incessante "assalto" de rosários, durante 7 dias e 6 noites, rezados diante do SANTÍSSIMO SACRAMENTO exposto.

Por que o Cerco de Jericó?

No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas.

Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante 6 dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No 7º dia deram 7 voltas. Durante a 7ª volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus as muralhas de Jericó caíram...

No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado.

Ele respondeu: ‘É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.’

Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czastochowa e presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome ‘congresso’, para maior facilidade na sua organização.

Como esse ‘assalto’ de rosários devia durar sete dias, e, tal como em Jericó, tinha-se certeza da vitória, deu-se-lhe o nome de Cerco de Jericó.

O Padre diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos da visita do Santo Padre. Dizia ele: ‘seria melhor em abril’.

‘Mas a Rainha do Céu deu ordens para que se organizassem esses rosários permanentes na primeira semana de maio’, respondeu o Sr. Anatol.

O Padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.

A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.

Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o ‘assalto’ de rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram ‘as muralhas de Jericó’. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho.
Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o ‘seu’ Santo Padre, numa alegria indescritível!

No dia 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo o Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskokic. Foi a apoteose!

Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica.

‘O Rosário tem um poder de exorcismo’, dizem os nossos amigos da Polônia, ‘ele torna o demônio impotente’.

Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável ‘assalto’ de rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.

Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora os Cercos de Jericó.

A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: ‘Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo’.

Nossa Senhora não pede, mas ordena que se organizem os rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se quizermos ter a certeza da Vitória.

Fontes: Portal da RCC-Brasil/Editora Cléofas/Prof.Felipe Aquina (Canção Nova)

sábado, 1 de outubro de 2011

CÉU

P: Como é o céu?
R:
O céu não é um lugar como aqui na terra. Aliás o céu não é um lugar físico, mas um estado de espírito.

O céu é a palavra usada para significar a total realização da pessoa humana que se encontra com Deus e vive em plena comunhão com Ele! Tudo o que sonhamos de perfeito, de santo, de alegria, de plena realização e de felicidade plena e completa, é o céu!


O Apóstolo Paulo diz assim: “Aquilo que o olho jamais viu, o ouvido jamais ouviu, nem jamais o coração do homem sentiu: isto Deus preparou para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9).


De modo que não dá para falar do céu do mesmo jeito que falamos da terra. Trata-se de outra realidade, em outra situação que não pode ser comparada com a vida que temos aqui na terra. Só saber que estamos com Deus supera tudo, supera todas as experiências que podemos fazer e sentir aqui neste mundo.


Por isso, não precisamos ficar preocupados em saber como é o céu. Precisamos sim viver bem aqui, com justiça e com amor fraterno, e seguindo os ensinamentos deixados por Jesus Cristo, pois Ele mesmo nos disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Aí sim, estaremos antecipando enquanto possível aquilo que será o céu!


Viver santa e justamente é o caminho certo para o céu!


Crer no céu, caríssimos jovens, é crer na vida eterna. É crer que após a nossa morte, teremos a grande e maravilhosa possibilidade de sermos felizes para sempre ao lado da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, a nossa mãezinha e de todos os anjos e santos de Deus. Muitos deles, nossos parentes que já faleceram.


Essa é a grande esperança do católico: A ressurreição, após a nossa morte e a vida eterna, no céu!
P: No céu só haverá católicos?
R: Em uma homilia recente, o Papa Francisco disse: “…não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. O grande Paulo VI dizia: é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”. 

E Francisco deixou bem claro que estava falando da Igreja “hierárquica e católica”. Bem, se não é possível encontrar Jesus fora da Igreja Católica, não é possível salvar-se fora dela. Afinal, ninguém chega ao Pai senão por meio dEle.

Certo… E como ficam os evangélicos – existem muitos que dão um testemunho belo e sincero de fé – e  as  pessoas de outras religiões que nunca tiveram a oportunidade de receber uma  boa  catequese?

Em primeiro lugar, é preciso que tenhamos claro uma coisa: Deus não é um legislador frio e inflexível. Ele sabe que há pessoas que não têm culpa de não crerem em Seu Filho e na Sua Igreja (ou que têm sua culpabilidade atenuada). E isso pode ocorrer por diversas razões:

- porque ainda não ouviram as palavras do Evangelho;

- porque tiveram uma experiência negativa com os católicos ou porque receberam uma catequese ruim, e assim formaram uma má impressão;

- porque estão submetidos a fortes condicionamentos culturais.

“Ignorância invencível”: é assim que a Igreja nomeia essas condições extremamente desfavoráveis para o conhecimento e o acolhimento da verdadeira fé. É como um forte bloqueio, que impede a pessoa de dizer sim a Cristo e à Sua Igreja. Por isso, Deus não vê como culpados aqueles que ignoram a verdadeira religião, quando sua ignorância é invencível.

Então, sobre a salvação dos não-católicos, duas coisas devem ficar claras:

1. fora da Igreja não há salvação. Isso é dogma, ou seja, é uma verdade de fé que deve ser aceita por todo católico;

2. aqueles que, sem culpa, desconhecem Cristo e a Sua Igreja, mas buscam a Deus sinceramente e tentam cumprir a Sua vontade não estão fora da Igreja. Eles fazem parte da alma da Igreja e, assim, podem conseguir a salvação.

Como serão julgados os não-católicos?

São Paulo, em uma de suas cartas, fala que a noção básica do que é bom e do que é mau está inscrita nos corações das pessoas, inclusive daquelas que jamais ouviram falar de Jesus. Isso se chama “lei natural”.

“Os pagãos não têm a Lei. Mas, embora não a tenham, se fazem espontaneamente o que a Lei manda, eles próprios são Lei para si mesmos. Assim mostram que os preceitos da Lei estão escritos nos seus corações; a sua consciência também testemunha isso, assim como os julgamentos interiores, que ora os condenam, ora os aprovam." Romanos 2, 14-15

Diante de Deus, então, os não-católicos serão julgados conforme a sua fidelidade àquilo que aprenderam que é certo ou errado. Certamente, seus conhecimentos sobre o bem e o mal são muito limitados, pois não puderam conhecer a plenitude da verdade na Igreja Católica. E Deus levará essa desvantagem em conta.

É justo que os menos favorecidos sejam menos cobrados. Afinal, Deus julga não somente as ações, mas as intenções e a condição que cada um tem para compreender se o que faz é bom ou mau. 

Na parábola do mau administrador, Cristo diz:
“Todavia aquele empregado que, mesmo conhecendo a vontade do seu senhor, não ficou preparado, nem agiu conforme a vontade dele, será chicoteado muitas vezes.
"Mas o empregado que não sabia e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido…” Lucas 12, 47-48

Isso quer dizer que nós católicos seremos julgados com muito mais rigor do que aqueles que ignoram a palavra de Deus, ou aqueles que a conhecem de modo parcial. Somos privilegiados: tivemos a oportunidade de receber muito mais amor, muito mais graças, muito mais consolações e muito mais sabedoria do que os demais.

UM EXEMPLO:   
Em muitas tribos indígenas brasileiras, são enterrados vivos bebês e crianças com deficiência, filhos de mães solteiras e gêmeos. Notem que tal crueldade é feita com base nas crenças arraigadas da tribo, que julgam estar realizando algo bom para o grupo. Agora, imaginem um casal católico, que recebeu a catequese de modo adequado, que frequenta as missas… A esposa, grávida, descobre que o bebê tem Síndrome de Down ou anencefalia e, então, o casal resolve fazer um aborto. Será que no dia do Juízo a mão de Deus recairá sobre esses índios não-catequizados com o mesmo peso que sobre o casal católico?

Lembremos que o princípio da ignorância invencível não se aplica a todos os casos de descrença na fé da Igreja. Por isso, não terão salvação aqueles que, voluntariamente, fazem-se cegos e surdos para o Evangelho. “Quem não crer, será condenado” Marcos 16,16.

Rezemos pela conversão dos pecadores. Rezemos também para que sejamos capazes de dar testemunho de Cristo com nossas palavras e ações, já que muitos não creem por nossa culpa, quando encandalizamos os demais com a nossa falta de amor e incoerência.

Que todos sejamos um!

Fonte: O catequista

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COMUNHÃO


P: Quantas vezes por dia podemos comungar?
R: O Código de Direito Canônico, no cânon 917, diz: “Quem já recebeu a Santíssima Eucaristia pode recebê-la uma segunda vez no mesmo dia, mas somente durante a celebração eucarística da qual participa”. Portanto, qualquer pessoa pode receber a Sagrada Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, desde que seja durante a missa. 

Comungar mais do que duas vezes não é permitido. 


No passado, só podíamos comungar uma vez por dia. Esta disposição da Igreja pretendia evitar a rotina e a diminuição do fervor.



P: È permitido comungar na mão?
R: SIM. Do ponto de vista jurídico, o recebimento da comunhão na mão foi autorizado pela primeira vez na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio de 1969.
Esse documento possibilita que as conferências episcopais peçam a permissão da Santa Sé para autorizar a recepção da comunhão na mão. Nem todas as conferências episcopais pediram essa permissão. O viajante católico deve estar disposto a se adaptar aos usos locais quanto à postura e à maneira de receber a comunhão.
Mesmo que a conferência episcopal permita a comunhão na mão, os fiéis mantêm o direito de recebê-la sobre a língua se assim o desejarem.
Em janeiro de 1973, a Congregação para os Sacramentos publicou a instrução Immensae Caritatis, que, ao falar da comunhão na mão, afirma:
Desde a publicação da instrução Memoriale Domini, há três anos, algumas conferências episcopais pediram à Santa Sé a permissão para que os ministros da Sagrada Comunhão, no ato de distribuí-la, possam depositar as espécies eucarísticas nas mãos dos fiéis.
Como recorda a mesma instrução, "as normas da Igreja e os documentos patrísticos têm abundantes testemunhos sobre o máximo respeito e a suma prudência com que a Santa Eucaristia foi tratada" e deve ser tratada.
Portanto, especialmente nesta forma de comunhão, alguns pontos devem sempre ser mantidos em mente, aconselhados pela experiência. Haja, portanto, assíduo cuidado e atenção especial aos fragmentos que eventualmente se soltam das hóstias, seja por parte do ministro, seja por parte do fiel, quando a espécie sagrada é depositada nas mãos de quem comungará.
Ainda em 1973, com a Eucharistiae Sacramentum, foi publicado o novo "Rito da Comunhão fora da Missa e Culto Eucarístico". As regras introdutórias (n º 21) citam a instrução Memoriale Domini quase ao pé da letra, mas omitem a cláusula relativa aos fiéis que pegam a hóstia diretamente do cibório.
O documento afirma muito claramente que a Eucaristia, tanto se recebida na língua quanto na mão, deve sempre "ser distribuída pelo ministro competente, que apresenta e entrega a hóstia consagrada ao comungante dizendo a fórmula ‘O Corpo de Cristo’".
Em 1985, a Congregação para o Culto Divino enviou uma carta ao presidente da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos:
"Mesmo mantendo a forma tradicional de distribuir a comunhão, a Santa Sé, desde 1969, tem concedido às conferências episcopais que o solicitaram a faculdade de distribuir a comunhão depositando a hóstia nas mãos dos fiéis. É adequado, no entanto, chamar a atenção para os seguintes pontos:

1. A comunhão na mão deve mostrar, assim como a comunhão na língua, o devido respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia. Por este motivo, enfatiza-se, como o faziam os Padres da Igreja, a dignidade do gesto do comungante. Os novos batizados do final do século IV eram instruídos a posicionar as duas mãos fazendo da mão esquerda um trono para a direita, que recebe o Rei (Quinta mistagogia de Cirilo de Jerusalém, nº 21: PG 33, col. 1125, Sources Chretiennes, 126, p. 171; São João Crisóstomo, Homilia 47: PG 63, col. 898)*.
* Na prática, a indicação oposta deve ser dada aos fiéis: a mão esquerda deve ser colocada sobre a mão direita, de modo que a hóstia possa ser levada à boca com a mão direita.

2. Ainda seguindo o ensinamento dos Padres da Igreja, será salientado que o ‘amém’ dito pelo fiel em resposta à fórmula do ministro é uma declaração de fé: ‘Quando te aproximares para recebê-la, o padre dirá: O Corpo de Cristo; e tu responderás amém, ou seja: é verdade. A íntima persuasão preserva aquilo que a língua confessa’(Santo Ambrósio, De Sacramentis, 4, 25: SC 25 bis, p. 116).

3. O comungante que recebeu a Eucaristia na mão deve consumi-la antes de retornar ao seu lugar, dando um passo para o lado e permanecendo de frente para o altar, para que a pessoa seguinte possa se aproximar do ministro.

4. É da Igreja que os fiéis recebem a Eucaristia, que é a comunhão com o Corpo de Cristo e com a Igreja. Portanto, o comungante não deve tomá-la por si próprio do cibório, como faria com o pão normal; em vez disso, deve estender as mãos para recebê-la do ministro da comunhão.

5. Em sinal de respeito para com a Eucaristia, as mãos devem estar limpas, o que deve ser lembrado especialmente às crianças.

6. É necessário que os fiéis recebam uma sólida catequese nesta matéria, insistindo-se nos sentimentos de adoração e no respeito necessário para com este santíssimo sacramento (cf. Dominicae Cenae, nº 11). Deve-se cuidar que os fragmentos do pão consagrado não se percam (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2 de maio de 1972: Prot. 89/71, em Notitiae 1972, p. 227).

7. Os fiéis não devem ser obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; cada um é livre para comungar de uma forma ou de outra.
Essas normas e as indicadas nos documentos acima mencionados se destinam a recordar o dever do respeito para com a Eucaristia, independentemente da forma de se receber a comunhão.
Aqueles que têm o cuidado pastoral das almas devem insistir não só nas disposições necessárias para a recepção frutuosa da comunhão, que em alguns casos demanda o recurso ao sacramento da penitência, mas também na manifestação exterior do respeito em geral e na expressão em particular da fé do cristão na Eucaristia".
Congregação para o Culto Divino, 3 de abril de 1985.

+ Augustin Mayer, OSB - Prefeito

Se a Igreja tivesse considerado que existe um sério perigo de os fragmentos serem depositados em vários lugares como resultado da prática de receber a comunhão na mão, ela nunca teria permitido a prática.

Isto implica, naturalmente, a pressuposição de que as hóstias sejam produzidas de forma correta e não estejam sujeitas a fácil fragmentação.
Por: Dom Nelson Ferreira