APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

INTRODUÇÃO

UM TEMA - UMA PERGUNTA

Queridos amigos, esse nosso BLOG, também tem por finalidade ajudá-los, de uma forma simples e sintetizada, a entender e conhecer um pouco mais sobre alguns temas e assuntos que nos causam dúvidas, na perspectiva da doutrina da Igreja Católica. Ou seja, segundo a orientação das Sagradas Escrituras.
Para facilitar o entendimento dos diversos temas, os abordaremos através do processo de perguntas e respostas . As perguntas formuladas e respondidas, são as mais usuais para cada tema.
Todos os temas que aqui abordamos, não estão esgotados quanto ao seu conteúdo e podem ser aprofundados através de estudos ou mesmo leitura de livros específicos sobre os mesmos, ou ainda pela leitura da Bíblia, do Catecismo da Igreja Católica e outros.
Para acessar a um determinado tema, basta clicar com o mouse sobre o mesmo, na lateral do blog e imediatamente aparecerá uma outra tela onde existe uma pergunta chave sobre o tema escolhido e a seguir a resposta a esta pergunta chave.
Caso queiram opinar sobre esse nosso programa, com sugestões ou críticas, sugerir outros temas e/ou outras perguntas, basta enviar um e-mail para jvucampos@gmail.com
Que o Divino Espírito Santo os ilumine !

ABORTO

P: A Igreja aceita a prática do aborto em condições especiais?
R:
O aborto já há algum tempo é um dos temas mais quentes e discutidos pela sociedade. Existem aqueles que o defendem pura e simplesmente, existem aqueles que o defendem em “casos especiais” e, graças a Deus, aqueles que o recusam sob todas as formas e situações. A Igreja Católica Apostólica e Romana, estou falando assim para diferenciar de algumas igrejas “católicas” que existem por aí, mas que não são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, como a nossa, rejeita o aborto sob qualquer forma, condição ou situação, pois entende que quem nos deu a vida foi Deus e só Ele, então, tem o direito de tirá-la, se quiser. E ainda mais: sendo Deus a essência do Amor , de forma alguma poderia concordar com uma prática criminosa e de total desamor por um ser humano que está vivo no ventre de sua mãe. E a sua Igreja, desta forma, é coerente com os ensinamentos e a vontade de Deus. Por isso queridos amigos, não pode existir católico verdadeiro que aceite o aborto seja na condição que for. Infelizmente, vemos por aí, algumas pessoas que se dizem católicas e aceitam o aborto em situações “especiais”. Isso não existe. Ou se é católico verdadeiro e se aceita a doutrina da Igreja ou é melhor mudar de religião e parar de dizer que é católico. A Igreja católica não é uma religião feita “ao gosto do freguês”, ou seja, que cada um pode ter a sua “doutrina particular” que atenda aos seus interesses pessoais e particulares ,e continuar sendo católico. Ou se aceita Jesus Cristo com tudo o que Ele ensinou e nos pede que sigamos, ou, não o aceitamos. Mas, aí, é bom procurar outra igreja que atenda aos seus interesses e deixar de dizer por aí, que é católico.
Vale aqui ressaltar, que o ser humano não é uma simples soma de células reunidas ao acaso. Deus é que está na origem da vida de cada pessoa. Vejamos o que nos diz Gn 1, 26-27: “Então Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher”.
Uma discussão que alguns que defendem o aborto gostam de fazer é questionar quando realmente é considerado o nascimento do neném. Alguns dizem que o novo ser só é considerado uma criatura, quando nasce da mãe. Outros que só existe um novo ser a partir do sexto mês de gravidez, outros a partir do terceiro mês de gravidez, e assim por diante. A Igreja católica tem uma posição bastante clara a esse respeito, determinando que, ao ser o óvulo da mãe fecundado pelo espermatozóide do pai, ali, naquele momento, já existe um novo ser humano. As Sagradas Escrituras fazem menção a esse momento tão maravilhoso, como podemos ver no Salmo 139, 13-15: “Sim! Pois tu formaste os meus rins, tu me teceste no seio materno. Eu te celebro por tanto prodígio e me maravilho com tuas maravilhas! Conhecias até o fundo do meu ser: meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda. Teus olhos viram o meu embrião. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura”. Ou em Jr 1, 5: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado”. Ou ainda em Lc 1, 15: “porque será grande diante do Senhor...e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo”.
Por tudo isso queridos amigos, rejeitem qualquer tipo de prática abortiva e lutem sempre pela vida, mesmo que por isso, venham a ser achincalhados ou intitulados de retrógrados. Nós não devemos nos preocupar com isso e sim quem é a favor do aborto, pois como nos falou o nosso querido Papa Bento XVI: “Católico que é a favor do aborto deve se auto-excluir do catolicismo. Que Deus os acompanhem e os iluminem!

ADORAÇÃO DE IMAGENS

P: Os católicos adoram imagens, como dizem os protestantes?
R:
Claro que não. Essa afirmativa de muitos evangélicos, é uma mera retórica, sem fundamento algum.
Já que não têm no que se basear para nos criticar, inventam.
A idolatria, ou adoração de imagens, consiste em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. A idolatria consiste em achar que a imagem de um santo, por exemplo, é o próprio Deus. Ou seja, é adorar um falso Deus.
Nunca se ouviu algum católico defendendo que um Santo seja Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras). Quando se diz que os católicos adoram as imagens dos santos, é a mesma coisa que dizer que São Benedito, por exemplo, não é São Benedito, mas Deus. Só na cabeça de quem não tem nada de verdade, para pensar uma coisa dessas.
Nenhum católico acredita que o santo seja Deus. Logo, não há idolatria possível, visto que esta consiste em adorar um falso Deus. E todos os católicos aprendem desde a infância, quando fazem o catecismo, que adorar, é só a Deus!
O culto aos santos, através de suas imagens, não é proibido por Deus, ao contrário, os santos nos são colocados pela Igreja, como seres humanos virtuosos (cuja virtude provém da graça de Deus), com seus exemplos de amor e dedicação a Deus, inclusive de superação do sofrimento como a maioria deles, e também de dedicação de suas vidas à causa de Deus e de sua Igreja.
O próprio Deus, no Livro do êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-25 e 7, 29).
Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26 etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!
Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas. E, como afirmamos a pouco, nenhum católico adora imagens, mas sim, têm os santos que elas representam como exemplos de santidade que se por nós seguidos, pode nos levar também a santidade e a nos aproximar mais de Deus.
Os católicos adoram a Deus principalmente através da Santa Missa, das Sagradas Escrituras e através da Sagrada Eucaristia, que é a presença viva de Deus no meio de nós. Quanto aos Santos e à própria Nossa Senhora, são venerados por nós, como exemplos vivos de amor e fé em Deus.
Os nossos irmãos protestantes que fazem afirmações inverídicas deveriam se preocupar com a sua própria crença e se dedicar a gastar suas energias em coisas mais bem vistas aos olhos de Deus e não em criticar a Igreja instituída pelo próprio Jesus Cristo, o nosso único e verdadeiro Deus.

ADVENTO

P: O que é o tempo do advento?

R: Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

O Tempo do Advento, que agora iniciamos, é justamente marcado pela virtude da esperança, que somos chamados a testemunhar e oferecer ao nosso mundo cansado, pois só em Jesus Cristo, única esperança, encontrará seu sentido e realização a vida humana. A Igreja nos propõe quatro semanas de intensa vida de oração e de exercício das virtudes. O primeiro olhar é para a vinda definitiva do Senhor, que um dia virá ao nosso encontro, cercado de glória e esplendor. É hora de refletir sobre a relatividade das coisas e preparar-nos para o encontro pessoal com o Senhor, quando nos chamar à sua presença. Em seguida, durante duas semanas a Igreja nos faz olhar para o tempo presente de nossa fé. Ouvimos o convite à conversão, somos levados a arrumar a casa de nossa vida para a grande presença do Senhor. Aquele que um dia virá, vem a nós nos dias de hoje. Para ajudar-nos, a Igreja apresenta duas figuras, que podem ser chamadas de “padrinhos” de Advento, o Profeta Isaías e São João Batista. Na última semana antes do Natal, aí, sim, nosso olhar se volta para Belém de Judá, Presépio, Pastores, Reis Magos. É a oportunidade para preparar a celebração do Natal. Quem nos toma pela mão na etapa final do Advento, para acompanhar os acontecimentos vividos em primeira pessoa, é a Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa. Daí a necessidade de corrigir com delicadeza nosso modo de viver este período. Maior do que o dia de Festa no Natal é a realidade do Senhor Jesus que virá, vem a nós e um dia veio! Torna-se vazia uma festa sem a presença daquele que é o coração da história humana, nosso Senhor Jesus Cristo.
Uma Igreja em estado de Advento é o que queremos oferecer-nos mutuamente e dar de presente ao nosso mundo. Estimulemos uns aos outros na vivência da esperança, certos da necessidade da redenção de Cristo, que nos diz “sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5). Cresça nossa abertura, cheia de esperança, a Cristo e à sua Palavra Salvadora. Caiam todos os obstáculos e defesas, venha a graça da fidelidade ao Senhor. E a vida cristã não tenha receio de olhar para a eternidade, onde Cristo está sentado, à direita do Pai (Cf. Ef 1, 20-23). Temos uma eternidade inteira para viver na Comunhão com a Santíssima Trindade, os Anjos e os Santos. É nossa vocação e nosso ponto de chegada. Com esta luz, os cristãos são chamados a serem homens e mulheres capazes de iluminar com a esperança todos os recantos da humanidade. A graça da vocação cristã nos faça responsáveis pelo anúncio do Evangelho e pela salvação dos outros (Cf. Rm 8, 29). Ninguém fique desanimado, desde que encontre um cristão autêntico, mesmo que este saiba ser limitado, tantas vezes frágil e marcado pelo pecado, mas nunca derrotado.
As pessoas que tiverem contato com os cristãos neste período, descubram-nos rezando mais e rezando melhor. As Novenas de Natal, celebradas em grupos de famílias, são um excelente testemunho de vida de oração. Seja uma oração cheia de humildade, sinceridade, abertura maior para Deus e obediência às suas promessas.
E como falamos de esperança, temos o direito e o dever de sonhar com um mundo mais justo e fraterno. Queremos antecipá-lo, em estado de Advento, na experiência da caridade e da partilha dos bens. 
Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 4 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

Fontes: site da Comunidade Shalom / site da Canção Nova

A INTERSEÇÃO DE NOSSA SENHORA, DOS SANTOS E DOS ANJOS DE DEUS

P: A virgem Maria é onipresente? E os anjos? E os santos? E o demônio?
R: Os anjos, os santos e a Virgem Maria possuem modos distintos de ação. Os anjos, uma vez que são puro espírito, não estão ligados a nenhum lugar específico e agem concentrando sua atenção espiritual em determinado lugar ou pessoa. Esse jeito vale tanto para os anjos quanto para os demônios.

Os santos, por sua vez, estão no céu, em Deus. Fazem parte da chamada Igreja Triunfante e seu ofício é interceder a Deus pelos homens. 

Alguns se perguntam sobre a necessidade dessa intercessão, pois Deus sabe todas as coisas, conhece todos os corações e, portanto, sabe o que é melhor para cada um. 


Em resposta, Santo Agostinho dizia que as orações dos santos são necessárias para alargar o desejo para a graça de Deus que virá.

A Virgem Santíssima ocupa um lugar muitíssimo especial: está entre a Santíssima Trindade e os anjos e santos. Por um desígnio especial, foi escolhida por Deus para trazer ao mundo o Seu Filho. E Deus não muda. É por ela, portanto, que Jesus continua a ser gerado ao longo da história. 

Ela ouve os pedidos dos homens, mas, estando em Deus, participa por graça daquilo que Deus quer que ela saiba. 

Contudo, ela não é onipotente nem mesmo onipresente, mas, estando em Deus ressuscitada (corpo e alma) pode estar presente onde quer que o Corpo de Cristo esteja no mundo. A Virgem Maria faz parte da misteriosa economia salvífica de Deus.

Assim, cada um possui seu modo próprio de operar, segundo a graça concedida por Deus, para que os homens sejam salvos.

Vejamos agora a resposta completa, feita pelo padre Paulo Ricardo, de forma bem explicada e simples de ser entendida, no vídeo abaixo.


                                        Source: Padre Paulo Ricardo                                    Vídeo tirado do YouTube

Fonte: Bíblia Católica News

ALMA E ESPÍRITO

P: Alma e Espírito são a mesma coisa?
R:
Não.
Quando fizemos o catecismo, aprendemos que o ser humano era um ser composto de corpo, alma e espírito, conforme descrito em 1 Ts 5,23. 


A pergunta acima surgiu pois kardecistas afirmam que espírito e alma são sinônimos. Significam a mesma coisa. E isto não é verdade. O nosso saudoso D. Estevão Bettencourt respondeu a mesma questão e é interessante reproduzir sua resposta e comentá-la.

Espírito é um ser incorpóreo dotado de inteligência e vontade. Existem três modalidades de espírito: o não criado, que é Deus, os criados para viver sem corpo (os anjos) e os criados para se aperfeiçoar no corpo, que é a alma humana ou intelectiva ( de intelecto). 

Quando explicamos a alma humana filosoficamente, assim nos expressamos: "Biblicamente falando, como está em 1 Ts 5,23; o ser humano é composto de corpo, alma e espírito. 

A alma seria a inteligência e a vontade, com sua paixão. O espírito seria a dimensão transcendente com Deus, sua íntima relação filial com o Criador. De qualquer forma, segundo a tese supracitada e examinada, a alma humana é espiritual, está além da matéria, é criada por Deus e necessariamente imortal e incorruptível, sendo infundida ao corpo humano quando este já está suficientemente disposto."

D. Estevão prossegue explicando que o conceito de espírito é mais amplo, abrangendo o de alma humana. Para ele, o homem é composto de corpo material e alma espiritual (como explanamos na parte em negrito assinalada) e a tricotomia "corpo, alma e espírito" proposta por São Paulo em 1 Ts 5,23 não pretendia ensinar antropologia, mas utilizar-se de uma expressão platônica. 

Como já falamos há algum tempo atrás, afirmamos que biblicamente falando, o ser humano seria composto de corpo, alma e espírito, mas observamos que a alma é espiritual. A alma humana manifesta-se com inteligência e vontade, qualidades inerentes ao ser incorpóreo (espírito), segundo D. Estevão. Isto significa dizer que podemos continuar nos expressando como está em 1 Ts 5,23; pois, afinal, trata-se de uma passagem bíblica! Uma frase da palavra de Deus! Entretanto, devemos entender que alma e espírito estão intimamente ligados, mas não significam a mesma coisa, como podemos ver em Hb 4,12: “Pois a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; penetra até dividir alma e espírito...”

Espírito é um conceito maior, e, significativamente falando, engloba a alma (apesar da tripartição ajudar até em uma compreensão melhor), que é espiritual, ou seja, está além do material.


D. Estevão conclui dizendo que devemos entender alma como princípio vital. Observou também que é aceitável dizer que plantas e animais infra-humanos possuem almas. Contudo, por se tratarem de alma de seres irracionais esta alma - princípio vital - é material e mortal, enquanto a humana é espiritual, logo, imortal.

As coisas inanimadas são as que não têm alma. Os vegetais, que também têm vida, têm uma alma vegetativa (que faz as plantas viverem e crescerem). Os animais, por sua vez, têm uma alma sensitiva (mais perfeita que a vegetativa, pois os animais têm ademais uma sensibilidade física). Mas tanto a alma vegetativa quanto a sensitiva são puramente corpóreas e materiais, e portanto perecíveis. Não são espirituais. Chamando-se como vimos acima, de princípios vitais.

AS ALMAS RETARDATÁRIAS

P: O que são Almas Retardatárias?                 
R: Há uma doença mortífera ameaçando a Igreja, sem que ninguém se dê conta: são as almas retardatárias. Vários autores espirituais apontam este fenômeno como causa da grande decadência de seminários, congregações religiosas, paróquias e movimentos eclesiais. Em que consiste este câncer que vai, silenciosa e sorrateiramente, tirando a vida da Igreja?

A maior parte dos cristãos experimentou uma “primeira conversão”: antes, vivia uma vida mundana, entregue ao egoísmo; encontrando-se com Cristo, no entanto, rompeu com o pecado como projeto de vida. O problema é que, por falta de formação espiritual, uma multidão parou nesse estágio. Ao invés de crescer na caridade, acomodou-se, tornando-se uma espécie de “anão espiritual”. O padre Reginald Garrigou-Lagrange, no livro “As Três Idades da Vida Interior”, escreve que:

“Certas almas, como consequência de sua negligência ou preguiça espiritual, nunca saem da idade dos principiantes para continuar na dos proficientes; elas são almas retardatárias, algo parecido com esses meninos, mais ou menos anormais, que não atravessam com sucesso a crise da adolescência e que, ainda não sejam crianças, não chegam nunca ao completo desenvolvimento da idade adulta. Da mesma maneira, essas almas retardatárias ficam sem poder ser catalogadas nem entre os principiantes nem entre os adiantados. E são, por desgraça, muito numerosas.” [1]

Na mesma obra, o pe. Garrigou-Lagrange cita o trecho de um livro do padre jesuíta Lallemant, no qual ele explica que “uma Ordem religiosa vai até a decadência quando o número de tíbios começa a ser tão grande como o de fervorosos” [2]. A tibieza é uma mornidão na qual a pessoa, apesar de ter rompido com os pecados graves, passa a viver a vida tão somente para si, fazendo das “coisas de Deus” desculpas para empreender coisas para si. O pe. Lagrange compara um sacerdote que assim se comporta a “uma espécie de funcionário de Deus” [3]: a religião torna-se mais um “negócio” que uma ocasião genuína para a conversão e para o crescimento interior.

Quais são as características da alma tíbia?

Primeiro, ela começa com a negligência nas pequenas coisas. Deus chama a pessoa a amá-Lo mais, mas ela cede à preguiça e se torna indiferente à Sua voz. – Mas, preocupar-se até com essas coisas não é “moralismo”? – Não. Combater os pecados veniais e os próprios defeitos não é uma questão de “moralismo”, mas de amor: não se para de ofender a quem se ama por cálculos frios e matemáticos, mas pura e simplesmente porque se ama.

Segundo, a pessoa passa a fugir dos sacrifícios. Com uma visão do “justo”, a pessoa oferece a Deus o seu “mínimo”, a sua obrigação. Ignora – ou finge ignorar – que, deste modo, sem generosidade, não haverá para ela nenhum crescimento espiritual.

Terceiro: não podendo pecar mortalmente, a pessoa se entrega a “pequenos pecados”, a murmurações e zombarias. Santo Tomás de Aquino, ao falar sobre o pecado da zombaria e do escárnio, cita o salmista: “Qui habitat in cælis irridebit eos – O que habita nos céus rirá deles” [4]. Quem faz gozações com os outros será, ele mesmo, objeto de piada.

A triste consequência da pessoa que está neste estado é que, cedendo pouco a pouco aos pecados veniais, ela se vê atada de tal modo a ponto de tornar-se prisioneira de seus pecados. Com razão diz São Bernardo – citado por Garrigou-Lagrange [5] – que “é mais fácil ver um grande número de pessoas do mundo renunciar ao vício e abraçar a virtude do que um só religioso passar da vida tíbia à vida fervorosa”.

O que está por trás da alma retardatária? “[Está] que em tudo, e a propósito de tudo, se busca a si mesmo, ao invés de buscar a Deus” [6], conclui o pe. Lagrange.

Como remédio para este lamentável estado, é preciso amar mais e esquecer-se de si mesmo. Urge que vivamos para Cristo, que tudo deu e tudo entregou por amor a nós. Como não amarmos de volta um amor tão grande?

Fonte: Pe. Paulo Ricardo

A MISERICÓRDIA DE DEUS

P: O que você entende por "MISERICÓRDIA DE DEUS" ?
R: Em primeiro lugar é importante relacionar misericórdia com amor, pois não há misericórdia se não existir amor, ou ainda, só é misericordioso quem sente amor pelo outro.

Daí dizermos que Deus é misericordioso, pois Deus é amor, e nos ama tanto que esse amor transborda em abundante misericórdia por todos os seus filhos, sem distinção.

O dicionário nos dá a seguinte definição: "Misericórdia é tratar com compaixão um inimigo". O homem está numa condição de miséria por causa de sua rebelião contra Deus e merece punição. Entendemos o significado de misericórdia quando o acusado joga-se à misericórdia do juiz. Isto significa que ele é culpado e não tem mérito com que apelar à lei. Esta é a condição exata em que nós nos achamos diante do tribunal de Deus. A misericórdia é a nossa única esperança.

O misericordioso é aquele que tem espaço interior para acolher a vida, as pessoas. Deus tem materna Misericórdia. Todos fomos gerados em seu divino ‘útero’. Ser misericordioso como Deus é ter espaço no coração para os irmãos.

A MISERICÓRDIA E A GRAÇA

Misericórdia e Graça têm muito em comum, mas existem sombras de diferença entre elas. A graça pode ser exercida onde não há pecado; já a misericórdia é mostrada somente aos pecadores. A distinção é vista na maneira como Deus tratou os anjos não caídos. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, pois nunca pecaram, e portanto não estão em estado de miséria. Mas eles são objetos da graça. Foi pela graça que Deus os escolheu em meio a toda a raça angélica. (1 Timóteo 5:21); Foi em graça que Ele lhes deu tais serviços tão honrosos. (Hebreus 1:19); Foi pela graça que Deus pôs Cristo como o Cabeça deles. ( 1 Pedro 3:22).

Deus tratou com os anjos em Graça, pois eles não mereciam Seu favor. Se anjos santos não podem merecer Seus favores, que esperança há para o homem pecaminoso?

No Diário de Santa Faustina, Deus nos diz que, quanto maior o pecador, maiores são os acessos para ele alcançar a misericórdia de Deus.

O CIC (1847/48) nos diz: "Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós» (87). O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas. «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a maldade» (1 Jo 1, 8-9)".

"Como afirma São Paulo: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça»."

MISERICÓRDIA E AMOR

A misericórdia e o amor são distinguidos nas Escrituras. O amor pode ser dirigido a um semelhante; a misericórdia somente existe entre um superior e um inferior.

A misericórdia não vai além de dar alívio; já o amor nos predestinou para adoção como filhos.

A misericórdia pode fazer um rei perdoar um traidor; era necessário haver amor para este rei adotar este traidor como seu próprio filho.

MISERICÓRDIA E PACIÊNCIA

Há também uma distinção entre misericórdia e paciência. Há uma misericórdia geral de Deus que se assemelha a paciência. Tal misericórdia é temporária e se aplica a todas as suas obras. Salmo 145:9. Esta misericórdia pertence à Sua natureza essencial pela qual Ele provê as necessidades de Sua criação inteira, fazendo o sol levantar-se sobre o mau e o bom, e manda a chuva sobre o justo e o injusto. Mateus 5:45. Mas Sua misericórdia do concerto é exercida soberanamente por meio de Cristo e é eterna.

A MISERICÓRDIA DE DEUS

Misericórdia faz parte da própria essência divina. Foi pela misericórdia que o Pai nos criou, nos perdoou e nos deu o caminho para a remissão. Foi pela misericórdia que Jesus deu a Si mesmo por nós.

Mas o que vem a ser então a Misericórdia de Deus?

A maior demonstração da misericórdia de Deus por nós, foi a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, pois despojando-se de toda a Sua Divindade, se fez Homem, foi torturado, massacrado e morto, assumindo sobre seus ombros o peso de todos os pecados da humanidade; e ressurgindo dos mortos ao terceiro dia, nos permitiu também ganharmos a salvação eterna.

A misericórdia de Deus é a resposta carinhosa, amorosa e compassiva de Deus aos nossos sofrimentos, angústias e pecados. É a resposta paternal de um pai que ama sem medidas aos seus filhos, livrando-os assim de seus sofrimentos, sejam quais forem.

O ser humano, sempre deverá solicitar a misericórdia de Deus em todos os momentos de sua vida, pois por merecimento próprio, nunca conseguiríamos ser atendidos por Deus em socorro aos nossos sofrimentos, angústias e perdão dos pecados; e, muito menos ainda mereceríamos o direito de ser salvos para a vida eterna;  a não ser pela grande misericórdia de Deus.

A misericórdia de Deus por nós é infinita e imensurável. Mas, nós não temos direito adquirido a ter a misericórdia de Deus, pois para isso deveríamos estar num grau de santidade que jamais atingiríamos aqui na terra, e aí, já não precisaríamos mais da misericórdia. Então, para recebermos a misericórdia de Deus, devemos implorá-la ao Senhor, com toda a humildade e fé.

Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus,«que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam». (2 Pe 3, 9) (CIC 1037)

Quando imploramos a misericórdia de Deus, Ele, na sua infinita bondade e amor, recolhe as nossas dificuldades, sofrimentos, angústias e pecados, e coloca tudo ao lado de Seu coração amoroso e misericordioso, aliviando dessa forma nosso sofrimento e nos fazendo sentir a verdadeira felicidade de sermos atendidos por Ele e de sermos considerados seus filhos.

A misericórdia de Deus é descrita em vários lugares das Sagradas Escrituras e de maneiras diversas, como por exemplo:  Sua misericórdia é grande (1 Reis 3:6), é suficiente (Salmo 86:5), é terna (Lucas l:78), é abundante (1 Pedro 1:3), é rica (Efésios 2:4), é eterna (Salmo 103:17).

É tão grande consolação sabermos que Deus é tão abundante e rico exatamente no que necessitamos como pobres pecadores.

Não é surpresa que o Salmista diga: "Cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia". Salmo 59:16.

É muito bom e reconfortante sentir que Deus nos ama e se preocupa conosco, e de modo tão especial, como se só existíssemos nós sobre a face da terra.

TAMBÉM DEVEMOS SER MISERICORDIOSOS

É nas obras de Cristo que devemos nos espelhar para  bem proceder como cristãos, socorrendo nosso próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Todo cristão, do mais abastado ao mais carente, deve ser um reflexo da misericórdia de Deus. Ainda que lhe faltem meios materiais para ajudar ao próximo, nunca lhe deverá faltar o ânimo para imitar a Cristo.

O perdão do pecado e o restabelecimento da comunhão com Deus trazem consigo a abolição das penas eternas do pecado. Mas subsistem as penas temporais.

O cristão deve esforçar-se por aceitar, como uma graça, estas penas temporais do pecado, suportando pacientemente os sofrimentos e as provações de toda a espécie e, chegada a hora, enfrentando serenamente a morte: deve aplicar-se, através de obras de misericórdia e de caridade, bem como pela oração e pelas diferentes práticas da penitência, a despojar-se completamente do «homem velho» e a revestir-se do «homem novo» (83).(CIC 1473)

ORAÇÃO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Jesus, diante de vosso coração aberto, de onde jorraram sangue e água, fonte da Divina Misericórdia por nós pecadores. Venho a Vós com os vasos da confiança clamar as graças, dons e virtudes desta Santa devoção. Eu quero passar pelo Teu lado aberto de amor por mim, todos os meus pecados, minhas feridas emocionais e físicas, toda carência e depressão, pois tenho a certeza, que passando pelo teu coração serei uma Nova Criatura. Que os raios claros da Tua Divina Misericórdia, Sangue e Água dissipem toda treva em mim, traga-me o perdão e a paz, a graça da conversão e da retenção eterna. Refugiar-me no abismo da Salvação onde nenhum inimigo conseguirá me alcançar nenhuma tentação e todo mal será ali neutralizo. Quero passar pela Tua misericórdia os meus medos, duvidas, minha vida financeira, todo sentimento de desespero e fracasso, também todas as pessoas que fazem parte da minha vida, eu as confio a vós, na certeza de que experimentarão o Amor de Deus. Vós morrestes Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas, e um mar de misericórdia se abriu para o mundo inteiro. Ó Fonte de Vida, Misericórdia Divina inescrutável, envolvei o mundo todo e derramai-vos sobre nós. Acendei em nossos corações a chama de Vosso amor pelo Espírito Santo Senhor, a esperança, a certeza de que tudo pode ser mudado pela oração, que eu possa dizer em todos os momentos de minha vida: Jesus, eu confio em vós!

O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Reze agora o Terço da Misericórdia e coloque-se nas mãos de Deus!

Explicação do Terço:

Palavras de Jesus: "As almas que rezarem este terço serão envolvidas pela minha misericórdia, durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte".

Disse Jesus a irmã Faustina:

 “Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem  esse Terço.

(…) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Àgua que jorraram para eles.” (Diário, 848) .

“Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia.” (Diário, 687).

“Às três horas da tarde, implora à Minha Misericórdia, de modo particular pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão.”( Diário, 1320).

Oração do Terço:

Pai-Nosso…
Ave-Maria…
Creio…


Nas contas grandes do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.


Nas contas pequenas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)


Ao final das Ave-Marias,  reza-se:
Ó sangue e água que jorrastes do coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós.


Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. (3 vezes)

Por: José Vicente Ucha Campos

Referências:
Blog Canção Nova

Catecismo da Igreja Católica

A SANTA MISSA

P: Qual o grande valor da Santa Missa?
R: “Uma Santa Missa tem mais valor que todos os tesouros do mundo”. São Leonardo de Porto Maurício, pdos missionários.
A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo oferecido, em nossos altares, em memória do sacrifício da Cruz.
O Santo Sacrifício da Missa é oferecido:
1º Para adorar e glorificar ao Senhor bom Deus;
2º Para agradecer a Deus os benefícios recebidos;
3º Para obter de Deus o perdão dos pecados;
4º Para pedir a Deus graças e favores. “Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido serão a tua maior consolação”.
Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de JESUS CRISTO. Ele compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de Satanás sobre ti mesmo. Sufraga as Almas do Purgatório da melhor maneira possível.
Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte. “Será ratificada no Céu a bênção, que do Sacerdote recebes na Santa Missa”, afirma o grande Doutor e Bispo da Igreja Santo Agostinho de Hipona. “O renomado pregador, denominado “O Boca de Ouro”, Doutor e Patriarca de Constantinopla São João Crisóstomo escreveu: “Estando Jesus morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, transpassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício”.
O ínclito teólogo e Doutor da Igreja Santo Tomás de Aquino disse: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa”. Pelo martírio, o homem oferece o Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do SALVADOR; é o dom soberano do Seu amor”. Foi de forma magistral que a magnífica mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila disse: “Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo perecia neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus”. “Jesus Cristo na Santa Missa é médico e remédio” afirmou o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, Bispo e Doutor da Igreja Santo Afonso de Ligório.
Preciosidades
Pedras preciosas sempre fascinaram por sua beleza, raridade e durabilidade, sem contar os milhões que podem representar. A maioria dessas preciosidades, também chamadas de gemas, são minerais ou rochas formadas a partir de condições especiais e pouco frequentes na natureza. “Cada mineral tem seu modo particular de formação. O diamante, por exemplo, se forma a partir do carbono, com pressões e temperaturas elevadas, só encontradas no interior da terra a grandes profundidades”, diz o geólogo e gemólogo Nelson Luiz Chodur, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná. O total de ouro no mundo, na superfície e já processado é de 163.000 toneladas. Todo esse ouro, com todas as pedras preciosas, junto com todo dinheiro e outras riquezas no mundo, não valem nada diante da Santa Missa. “Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou com ouro, que fostes resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um Cordeiro sem defeitos e sem mácula” (1 Pd 1, 18). O maior valor que existe na face da terra é a Santa Missa. É a Santa Missa o verdadeiro culto de louvor, oblação, glorificação e adoração a Santíssima Trindade.
Fonte: Site da Comunidade Shalom (Formação)