APRESENTAÇÃO

Prezados amigos e amigas,

Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos ao nosso blog.

Essa nossa iniciativa tem por finalidade ser um canal de comunicação com todos aqueles que se interessarem e quiserem trocar idéias sobre diversos assuntos ligados à nossa querida Igreja Católica (sua doutrina, assuntos polêmicos, estudo e formação etc).
Vamos juntos alicerçar a nossa fé, naquele que é " O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA".

Fiquem com a Paz de Jesus Cristo e o Amor de Nossa Senhora.

Um grande abraço a todos.

José Vicente Ucha Campos
Contato: jvucampos@gmail.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

INTRODUÇÃO

UM TEMA - UMA PERGUNTA

Queridos amigos, esse nosso BLOG, também tem por finalidade ajudá-los, de uma forma simples e sintetizada, a entender e conhecer um pouco mais sobre alguns temas e assuntos que nos causam dúvidas, na perspectiva da doutrina da Igreja Católica. Ou seja, segundo a orientação das Sagradas Escrituras.
Para facilitar o entendimento dos diversos temas, os abordaremos através do processo de perguntas e respostas . As perguntas formuladas e respondidas, são as mais usuais para cada tema.
Todos os temas que aqui abordamos, não estão esgotados quanto ao seu conteúdo e podem ser aprofundados através de estudos ou mesmo leitura de livros específicos sobre os mesmos, ou ainda pela leitura da Bíblia, do Catecismo da Igreja Católica e outros.
Para acessar a um determinado tema, basta clicar com o mouse sobre o mesmo, na lateral do blog e imediatamente aparecerá uma outra tela onde existe uma pergunta chave sobre o tema escolhido e a seguir a resposta a esta pergunta chave.
Caso queiram opinar sobre esse nosso programa, com sugestões ou críticas, sugerir outros temas e/ou outras perguntas, basta enviar um e-mail para jvucampos@gmail.com
Que o Divino Espírito Santo os ilumine !

A MISSA

P: Como devemos nos comportar e trajar para participar da Santa Missa ?
R: A Santa Eucaristia é a "fonte e ápice de toda a vida cristã". "Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa."
"A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai." Finalmente, pela Celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos (1 Cor 15,28).
Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé. "Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar."
A Santa Missa é o momento maior em que toda a Igreja de Cristo: a militante (que somos todos nós, povo de Deus), a padecente (dos que estão no purgatório) e a triunfante (dos que já habitam os céus), se une para celebrar o grande Mistério Pascal de Jesus.
Dessa forma queridos amigos e amigas, é de suma importância que participemos da Santa Eucaristia, de forma alegre mas, respeitosa. Pois estamos participando da Ceia do Senhor Jesus.


A forma respeitosa a qual devemos ter durante toda a Santa Missa, está relacionada a diversos aspectos. Citamos alguns deles:


- ENTRADA NA IGREJA
Devemos sempre, no mínimo, fazer a vênia, ao entrarmos na casa de Deus. Isso significa que reconhecemos a santidade e o poder daquele em cuja casa (Igreja) estamos entrando. Além é claro, da obrigação que temos como cristãos, de cumprimentar o Senhor de nossas vidas.
É como se, durante o nosso dia-a-dia, chegássemos na casa de alguém, conhecido nosso ou não, e não cumprimentássemos os donos da casa. É uma tremenda falta.



- VESTIMENTA
A roupa com a qual devemos participar da Santa Missa, homens e mulheres, deve ser tal que represente de forma adequada o nosso respeito para com o dono da casa, ou seja, o próprio Cristo Jesus.
Não se deve usar nada que seja motivo de "escândalo" para os outros nossos irmãos, pois isso é sinal de que estamos com a roupa errada para o local onde estamos: a Igreja de Cristo.
O maior desafio para os fiéis que frequentam a Igreja, é o verão, época de calor intenso. Nesse período é normal que queiramos colocar roupas leves e se possível "reduzidas", tais como: bermudas e camisetas para os homens; e, para as mulheres: saias curtas, blusas tomara-que-caia ou mesmo blusas sem alças e com decotes acentuados na frente e nas costas etc.
Queridos amigos e amigas, ninguém vai à praia de terno ou de vestido longo, nem tampouco vai a um velório de sunga de praia ou de maiô. Então, por que ir à Missa, na casa de Deus, com roupas inadequadas. Alguns parecem até que vão para a praia, de bermuda curta e camiseta ou para um jogo de futebol, todo uniformizado, só faltando as chuteiras.
A etiqueta e as regras de convivência em nossa Sociedade, nos ajudam a pensar e nos diz que "devemos usar a roupa adequada para cada momento". Devemos ter o cuidado, então, para não usarmos a roupa errada, no momento errado e no evento errado.
Queridos amigos e amigas, que grande sacrifício fazemos para Jesus, aquele que deu Sua vida por nós, se sentirmos um poiuco de calor durante a Missa, devido a estarmos usando a roupa adequada e respeitosa para a Celebração Eucarística ? Acho que não é tão grande sacrifício assim, tendo em vista tudo o que Ele fez por nós !


- PARTICIPAÇÃO NA MISSA
Há muito tempo que todos nós cristãos católicos sabemos que devemos participar da Santa Missa e não simplesmente assistí-la. A Missa não é um show para que venhamos assistí-lo. Ao contrário, a Missa é uma Celebração e como o nome já diz,devemos celebrar o Cristo, com alegria, mas, com respeito. Por isso a nossa participação deve ser no sentido de acompanharmos todos os momentos da Sagrada Liturgia e entender a grandiosidade dos mistérios que acontecem durante a celebração. Devemos acompanhar todas as leituras, meditando sobre elas; responder em voz alta nos momentos certos; louvarmos com cânticos; adorarmos e, silenciarmos e meditarmos nos momentos que são para isso.
Não devemos dessa forma, ir para a Santa Missa, e ficarmos conversando com o nosso vizinho de banco, quando a homilia não nos atrai (lembremos que é Deus que está nos falando, através do sacerdote) ou durante o ofertório, ou ainda, durante a comunhão etc.
Não devemos ficar comendo ou bebendo durante a celebração. A não ser em casos de extrema necessidade, como de tomar remédios com hora marcada.
Não devemos ficar circulando pela Igreja, indo ao banheiro ou ao bebedouro toda hora.
Não devemos ainda, atender o telefone celular e ficar "batendo papo" com alguém durante a celebração.
Enfim, amigos e amigas, devemos sim, aproveitar ao máximo esse momento de Graça de Deus, que é a Santa Missa, para bebermos da Sua Palavra e comermos do Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia. E sairmos assim, fortificados e em paz, para mais uma semana de luta pela vida, em nossas famílias, no nosso trabalho, na escola etc.
Não deixemos a Graça abundante de Deus passar sem que tomemos posse.
Tenham todos uma Santa e Feliz Eucaristia no próximo domingo (o dia do Senhor).

ABORTO

P: A Igreja aceita a prática do aborto em condições especiais?
R:
O aborto já há algum tempo é um dos temas mais quentes e discutidos pela sociedade. Existem aqueles que o defendem pura e simplesmente, existem aqueles que o defendem em “casos especiais” e, graças a Deus, aqueles que o recusam sob todas as formas e situações. A Igreja Católica Apostólica e Romana, estou falando assim para diferenciar de algumas igrejas “católicas” que existem por aí, mas que não são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, como a nossa, rejeita o aborto sob qualquer forma, condição ou situação, pois entende que quem nos deu a vida foi Deus e só Ele, então, tem o direito de tirá-la, se quiser. E ainda mais: sendo Deus a essência do Amor , de forma alguma poderia concordar com uma prática criminosa e de total desamor por um ser humano que está vivo no ventre de sua mãe. E a sua Igreja, desta forma, é coerente com os ensinamentos e a vontade de Deus. Por isso queridos amigos, não pode existir católico verdadeiro que aceite o aborto seja na condição que for. Infelizmente, vemos por aí, algumas pessoas que se dizem católicas e aceitam o aborto em situações “especiais”. Isso não existe. Ou se é católico verdadeiro e se aceita a doutrina da Igreja ou é melhor mudar de religião e parar de dizer que é católico. A Igreja católica não é uma religião feita “ao gosto do freguês”, ou seja, que cada um pode ter a sua “doutrina particular” que atenda aos seus interesses pessoais e particulares ,e continuar sendo católico. Ou se aceita Jesus Cristo com tudo o que Ele ensinou e nos pede que sigamos, ou, não o aceitamos. Mas, aí, é bom procurar outra igreja que atenda aos seus interesses e deixar de dizer por aí, que é católico.
Vale aqui ressaltar, que o ser humano não é uma simples soma de células reunidas ao acaso. Deus é que está na origem da vida de cada pessoa. Vejamos o que nos diz Gn 1, 26-27: “Então Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher”.
Uma discussão que alguns que defendem o aborto gostam de fazer é questionar quando realmente é considerado o nascimento do neném. Alguns dizem que o novo ser só é considerado uma criatura, quando nasce da mãe. Outros que só existe um novo ser a partir do sexto mês de gravidez, outros a partir do terceiro mês de gravidez, e assim por diante. A Igreja católica tem uma posição bastante clara a esse respeito, determinando que, ao ser o óvulo da mãe fecundado pelo espermatozóide do pai, ali, naquele momento, já existe um novo ser humano. As Sagradas Escrituras fazem menção a esse momento tão maravilhoso, como podemos ver no Salmo 139, 13-15: “Sim! Pois tu formaste os meus rins, tu me teceste no seio materno. Eu te celebro por tanto prodígio e me maravilho com tuas maravilhas! Conhecias até o fundo do meu ser: meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda. Teus olhos viram o meu embrião. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura”. Ou em Jr 1, 5: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado”. Ou ainda em Lc 1, 15: “porque será grande diante do Senhor...e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo”.
Por tudo isso queridos amigos, rejeitem qualquer tipo de prática abortiva e lutem sempre pela vida, mesmo que por isso, venham a ser achincalhados ou intitulados de retrógrados. Nós não devemos nos preocupar com isso e sim quem é a favor do aborto, pois como nos falou o nosso querido Papa Bento XVI: “Católico que é a favor do aborto deve se auto-excluir do catolicismo. Que Deus os acompanhem e os iluminem!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ADORAÇÃO DE IMAGENS

P: Os católicos adoram imagens, como dizem os protestantes?
R:
Claro que não. Essa afirmativa de muitos evangélicos, é uma mera retórica, sem fundamento algum.
Já que não têm no que se basear para nos criticar, inventam.
A idolatria, ou adoração de imagens, consiste em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. A idolatria consiste em achar que a imagem de um santo, por exemplo, é o próprio Deus. Ou seja, é adorar um falso Deus.
Nunca se ouviu algum católico defendendo que um Santo seja Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras). Quando se diz que os católicos adoram as imagens dos santos, é a mesma coisa que dizer que São Benedito, por exemplo, não é São Benedito, mas Deus. Só na cabeça de quem não tem nada de verdade, para pensar uma coisa dessas.
Nenhum católico acredita que o santo seja Deus. Logo, não há idolatria possível, visto que esta consiste em adorar um falso Deus. E todos os católicos aprendem desde a infância, quando fazem o catecismo, que adorar, é só a Deus!
O culto aos santos, através de suas imagens, não é proibido por Deus, ao contrário, os santos nos são colocados pela Igreja, como seres humanos virtuosos (cuja virtude provém da graça de Deus), com seus exemplos de amor e dedicação a Deus, inclusive de superação do sofrimento como a maioria deles, e também de dedicação de suas vidas à causa de Deus e de sua Igreja.
O próprio Deus, no Livro do êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-25 e 7, 29).
Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26 etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!
Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas. E, como afirmamos a pouco, nenhum católico adora imagens, mas sim, têm os santos que elas representam como exemplos de santidade que se por nós seguidos, pode nos levar também a santidade e a nos aproximar mais de Deus.
Os católicos adoram a Deus principalmente através da Santa Missa, das Sagradas Escrituras e através da Sagrada Eucaristia, que é a presença viva de Deus no meio de nós. Quanto aos Santos e à própria Nossa Senhora, são venerados por nós, como exemplos vivos de amor e fé em Deus.
Os nossos irmãos protestantes que fazem afirmações inverídicas deveriam se preocupar com a sua própria crença e se dedicar a gastar suas energias em coisas mais bem vistas aos olhos de Deus e não em criticar a Igreja instituída pelo próprio Jesus Cristo, o nosso único e verdadeiro Deus.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

ADVENTO

P: O que é o tempo do advento?
R: Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.
As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).
Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.
Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.
Fonte: site da Comunidade Shalom

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ALMA E ESPÍRITO

P: Alma e Espírito são a mesma coisa?
R:
Não.
Quando fizemos o catecismo, aprendemos que o ser humano era um ser composto de corpo, alma e espírito, conforme descrito em 1 Ts 5,23. A pergunta acima surgiu pois kardecistas afirmam que espírito e alma são sinônimos. Significam a mesma coisa. E isto não é verdade. O nosso saudoso D. Estevão Bettencourt respondeu a mesma questão e é interessante reproduzir sua resposta e comentá-la.Espírito é um ser incorpóreo dotado de inteligência e vontade. Existem três modalidades de espírito: o não criado, que é Deus, os criados para viver sem corpo (os anjos) e os criados para se aperfeiçoar no corpo, que é a alma humana ou intelectiva ( de intelecto). Quando explicamos a alma humana filosoficamente, assim nos expressamos: "Biblicamente falando, como está em 1 Ts 5,23; o ser humano é composto de corpo, alma e espírito. A alma seria a inteligência e a vontade, com sua paixão. O espírito seria a dimensão transcendente com Deus, sua íntima relação filial com o Criador. De qualquer forma, segundo a tese supracitada e examinada, a alma humana é espiritual, está além da matéria, é criada por Deus e necessariamente imortal e incorruptível, sendo infundida ao corpo humano quando este já está suficientemente disposto."D. Estevão prossegue explicando que o conceito de espírito é mais amplo, abrangendo o de alma humana. Para ele, o homem é composto de corpo material e alma espiritual (como explanamos na parte em negrito assinalada) e a tricotomia "corpo, alma e espírito" proposta por São Paulo em 1 Ts 5,23 não pretendia ensinar antropologia, mas utilizar-se de uma expressão platônica. Como dissertamos no artigo do mês passado, afirmamos que biblicamente falando, o ser humano seria composto de corpo, alma e espírito, mas observamos que a alma é espiritual. A alma humana manifesta-se com inteligência e vontade, qualidades inerentes ao ser incorpóreo (espírito), segundo D. Estevão.Isto significa dizer que podemos continuar nos expressando como está em 1 Ts 5,23; pois, afinal, trata-se de uma passagem bíblica! Uma frase da palavra de Deus! Entretanto, devemos entender que alma e espírito estão intimamente ligados, mas não significam a mesma coisa, como podemos ver em Hb 4,12: “Pois a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; penetra até dividir alma e espírito...”
Espírito é um conceito maior, e, significativamente falando, engloba a alma (apesar da tripartição ajudar até em uma compreensão melhor), que é espiritual, ou seja, está além do material.D. Estevão conclui dizendo que devemos entender alma como princípio vital. Observou também que é aceitável dizer que plantas e animais infra-humanos possuem almas. Contudo, por se tratarem de alma de seres irracionais esta alma - princípio vital - é material e mortal, enquanto a humana é espiritual, logo, imortal.As coisas inanimadas são as que não têm alma. Os vegetais, que também têm vida, têm uma alma vegetativa (que faz as plantas viverem e crescerem). Os animais, por sua vez, têm uma alma sensitiva (mais perfeita que a vegetativa, pois os animais têm ademais uma sensibilidade física). Mas tanto a alma vegetativa quanto a sensitiva são puramente corpóreas e materiais, e portanto perecíveis. Não são espirituais. Chamando-se como vimos acima, de princípios vitais.

domingo, 27 de novembro de 2011

ANJOS

P: Quem são os Anjos?
R:
A Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, aos seres espirituais, não-corporais, que foram criados por Deus para uma missão específica. Isso é uma verdade de fé. O Testemunho da Escritura a esse respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição.
No CIC vemos: Sto. Agostinho diz a respeito deles: “Angelus officii nomen est, non naturae. Quaeris nomen huius naturae, spiritus est; quaeris officium, angelus est; quaeris officium, angelus est, ex eo quod est, spiritus est, ex eo quod agit, angelus – Anjo (mensageiro) é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz.”
Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam “constantemente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10), são “poderosos executores de sua palavra, obedientes ao som de sua palavra.” (Sl 103,20).
Como criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor de sua glória.
Continua o CIC: Cristo é o centro do mundo angélico. São seus os anjos: “Quando o Filho do homem vier em sua glória com todos os seus anjos...” (Mt 25,31). São seus porque foram criados por e para Ele: “Pois foi nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Principados, Potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele.” (Cl 1,16). São seus, mais ainda, porque Ele os fez mensageiros de seu projeto de salvação. “Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?” (Hb 1,14).
Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a História da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao designo divino de sua realização: fecham o paraíso terrestre; protegem Lot; salvam Agar e seu filho; seguram a mão de Abraão; comunicam a lei por seu ministério; conduzem o povo de Deus; anunciam nascimentos e vocações; assistem os profetas, para citarmos apenas alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus.
Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço os anjos. Quando Deus “introduziu o Primogênito no mundo, disse: ‘Adorem-no todos os anjos de Deus’” (Hb 1,6).
Do mesmo modo, a vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos. Em sua Liturgia, a Igreja se associa aos anjos para adorar o Deus três vezes Santo; ela invoca a sua assistência (assim em In Paradisum deducant te Angeli... – Para o Paraíso te levem os anjos, da Liturgia dos defuntos; ou ainda, no “hino querubínico” da Liturgia Bizantina).
Desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção dos anjos e por sua intercessão. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos a Deus.
Com relação a hierarquia angelical, o primeiro estudioso profundo das estruturas dos anjos foi São Tomás de Aquino. Este, para melhor entendimento destes seres, dividiu este estudo em três grandes blocos ou ordens, subdivididas nos chamados coros:



1ª Hierarquia (Os anjos mais próximos de Deus – desempenham suas funções diante do Pai).


Serafim (Is 6,2) A ordem dos Serafins é considerada a mais elevada dos servidores angélicos. Eles circundam o trono sagrado e celebram com canções e adoração sendo sentidos por todos através do coração. Dizem que a canção dos serafins são cantos de criação e celebração. A música das esferas. Refletem a imagem mais perfeita do amor de Deus.


Querubim (Ez 10,3) São conhecidos como os guardadores dos registro sagrados e ajudam para que o plano divino seja cumprido. Dizem que são os guardiões da luz e das estrelas. Refletem a Sabedoria de Deus.


Tronos De acordo com o Velho Testamento, durante uma tempestade o profeta Ezequiel teve uma visão: uma carruagem gloriosa vinda do norte, com quatro figuras humanas cada qual com quatro faces asas e arcos. Eles eram acompanhados de quatro aros, as bordas cobertas de olhos. As rodas de fogo que Ezequiel viu foram os tronos, a terceira ordem divina dos anjos. Muitos dizem que os tronos são os anjos da guarda do planeta. Compreendem o juízo de Deus.


2ª Hierarquia (Príncipes da Corte Celestial – operam junto aos governos gerais do universo)


Domínios Também descritos como Dominações, são os executivos, os governantes de todos os grupos angelicais situados além deles. Os domínios decidem o que deve ser feito para cumprir a vontade divina, incluindo as obrigações cotidianas. Tudo fazem para que o universo continue a sua trajetória habitual embora recebam ordens dos Querubins e raramente entrem em contato com pessoas, ainda assim estão ligados à nossa realidade. Governam os próprios anjos.


Virtudes Tem a capacidade de transmitir grande quantidade de energia divina. Imersas na força de Deus, as virtudes derramam bênçãos do alto, freqüentemente na forma de milagres. Conhecidos como os brilhantes, as virtudes são sempre associadas com os heróis e aqueles que lutaram em nome de Deus e da Verdade. São chamadas quando se necessita de coragem. Executam as ordens das Dominações.


Potestades São os portadores da consciência de toda a humanidade, os encarregados da história coletiva. Os anjos do nascimento e da morte pertencem a essa categoria. Provavelmente foram os primeiros anjos criados por Deus em ordem de ocupar os confins das regiões entre o primeiro e o segundo céus. Como guardas celestiais seu caminho é vigiar uma possível infiltração diabólica. Eles lutam para manter o equilíbrio do universo. Lutam contra os espíritos maus.


3ª.Hierarquia (Anjos ministrantes – encarregados dos caminhos das nações e dos homens)


Principados Anjos integradores, encarregados das nações e das grandes cidades. Essa ordem também protege os espíritos do bem contra o ciúme dos espíritos do mal.


Arcanjos Os mais conhecidos são Gabriel, Miguel, Rafael. De acordo com Dionísio, os arcanjos são os mensageiros que trazem a palavra divina. Considerados os mais importantes intermediários entre os mortais e Deus.O seu dia é celebrado em 29 de setembro.


Anjos Estão mais próximos da humanidade e mais preocupados com as nossas questões. Mensageiros de Deus, cuidam do coração dos homens.


São diversas as passagens bíblicas que fazem menção aos anjos. Eis algumas: Gn 3,24; 18,2; 19,1; 31,11 – Jz 2,1; 13,6 – Tb 12,12 – Sl 90,11 – Dn 8,15; 9,21 – Mt 16,27; 18,10 – Lc 1,11; 1,26; 2,10 – At 5,19; 27,23-24 – Gl 3,19 – Cl 1,16 – Hb 1,1; 1,14; 2,5 – Ap 5,11; 7,11-12.


Alguns anjos especiais, têm um papel muito importante em nossas vidas particulares. São os Anjos da Guarda. São criaturas especiais, que pela grande bondade e amor de Deus por cada um de nós em particular, nos é confiado por Deus, desde o nosso nascimento. Assim, desde que uma criança nasce, no momento do parto, por determinação Divina, o Anjo da Guarda daquele novo ser assume o seu posto de guardião e jamais se afasta, até o retorno da sua Alma à eternidade.
É importante realçar esta realidade: sempre que nasce uma criatura na Terra, o Criador providencia o nascimento de seu Anjo da Guarda no Céu.
Então, significa dizer que cada Anjo Custódio é específico, ou seja, é feito especialmente para uma pessoa.
O Santo Anjo da Guarda tem uma missão insubstituível ao longo da existência. Embora sempre silencioso e oculto, inspira a prática das boas intenções e boas obras; ilumina o espírito na busca da verdade, para que a mente não se afaste da doutrina correta; insinua sugestões a problemas de difícil solução; conduz as pessoas a cultivarem santos ideais, com o objetivo maior de dilatar cada vez mais o reino de Deus; estimula a prática da fidelidade, da justiça e do amor fraterno, zelando e orientando as pessoas pelo caminho da salvação eterna.
Por sua natureza Angélica espiritual, o Santo Anjo da Guarda é bonito, formoso, cativante e delicado, porque é uma emanação da beleza e das virtudes do Criador. A beleza Angélica está relacionada diretamente com as virtudes, dons e prerrogativas que o Anjo recebeu do Senhor.
São Bernardo de Claraval resume em três atitudes o comportamento que as pessoas devem ter em relação ao Santo Anjo da Guarda:
- Atitude de RespeitoPorque é um ser mais perfeito e mais digno do que nós.
- Atitude de Confiança para confidenciar-lhe as dificuldades e pedir-lhe ajuda, luzes e disposição para cumprirmos a missão da vida.
- Atitude de Amor, Devoção e Gratidão, a fim de que sejamos dóceis às suas inspirações, porque na realidade são inspirações de Deus. Ter confiança nas iniciativas dele e agradecer ao Santo Anjo da Guarda a preciosa e benéfica intercessão junto ao Criador.
Por fim, nunca podemos nos esquecer que o Anjo da Guarda diariamente está diante da Face do Senhor. Então, verdadeiramente ele é um poderoso aliado se soubermos desfrutar de sua fiel e perseverante amizade.
"A função principal do Anjo da Guarda é iluminar-nos em relação à verdade e à boa doutrina. Mas sua proteção acarreta também muitos outros efeitos, tais como reprimir os demônios e impedir que nos sejam causados danos espirituais ou corporais". Eles "rezam por nós e oferecem nossas preces a Deus, tornando-as mais eficazes pela sua intercessão (Apoc. 8, 3; Tob. 12, 12), sugerem-nos bons pensamentos, incitando-nos a fazer o bem (At. 8, 26; 10, 3ss). Do mesmo modo, quando nos infligem penas medicinais para nos corrigir (2 Sam. 24, 16): e, mais importante que tudo, quando nos assistem na hora da morte, fortalecendo-nos contra os supremos assaltos do demônio".
Algumas almas muito eleitas, que conservaram intacta sua inocência e candura batismal ao longo da vida, por especial privilégio de Deus tiveram a dita de ver seu Anjo da Guarda. Assim sucedeu com São Geraldo Magela, Santa Francisca Romana, Santa Gema Galgani e outros Santos.
O desvelo do nosso Anjo da Guarda para conosco está bem expresso pelo Profeta Davi no Salmo 90: "O mal não virá sobre ti, e o flagelo não se aproximará da tua tenda. Porque mandou [Deus] os seus Anjos em teu favor, que te guardem em todos os teus caminhos. Eles levar-te-ão nas suas mãos, para que o teu pé não tropece em alguma pedra" (Sl. 90, 10-12).
Evidentemente, todas essas maravilhas do mundo angélico deveriam levar-nos a um profundo amor, reverência e gratidão especialmente para com nosso Anjo da Guarda, evitando tudo aquilo que possa contristá-lo, como são nossos pecados. "Como te atreverias a fazer na presença dos Anjos aquilo que não farias estando eu diante de ti?", interpela-nos o grande São Bernardo.
E deveríamos fazer tudo o que sabemos poder alegrar o Anjo da Guarda, pois só assim estaremos trabalhando efetivamente para nossa própria santificação e salvação. O dia em que celebramos os Santos Anjos da Guarda é 02 de outubro.

Como já vimos, os Anjos são seres puramente espirituais, dotados de inteligência, vontade e livre arbítrio, elevados por Deus à ordem sobrenatural, isto é, chamados pela graça a participar na vida de Deus através da visão beatífica. Muitíssimo mais perfeitos que os homens, sua inteligência é inerrante e sua vontade imensamente poderosa. Como não têm dependência nenhuma da matéria, seu conhecimento é consideravelmente mais perfeito que o do homem; para eles, ver é já conhecer. E conhecer significa compreender a coisa em toda a profundidade de que são capazes, em sua substância, e sem possibilidade de erro.
Por isso, a prova, para eles, teve conseqüência imediata e irremediável. Pois seu querer é absoluto, sem volta atrás. Aquilo que querem, desejam-no para todo o sempre. Daí o fato de, após a prova, terem passado imediatamente à eternidade do Inferno (os demônios), como à do Céu (os anjos bons).
“A Igreja ensina que os anjos maus, tinham sido anteriormente bons, criados por Deus. Com efeito o diabo e outros demônios, foram por Deus, criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.” A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e Seu Reino. É o caráter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe para os homens após a morte.”
Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus.


Muitas pessoas, hoje em dia, não querem falar sobre este tema (Anjos), por temor de encontrar-se ante um conflito de consciência penoso e insolúvel: ou se aceita com a Igreja a existência destes seres misteriosos, o que valeria ser assinalado, desagradavelmente entre os antiquados, ou se declara francamente contra a existência dos Anjos, o que significa opor-se à fé da Igreja e ao sentido claro do Evangelho. Portanto, a muitos parece melhor ignorar este problema.
Ninguém pode amar o que não conhece. Assim é que, para a maioria dos cristãos, crer nos Anjos parece ser quase a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. Porém recordemos algo que disse o Papa Pio XI: “Acercar-se deste mistério tão formoso, fascinante e magnífico do mundo grandioso dos espíritos puros, nos revela novas dimensões da sabedoria, onipotência, magnificência e Amor infinito de Deus”.
Se o homem moderno carece de conhecimento acerca da existência e do poder dos Anjos, não quer dizer que esta existência e este poder se vão eliminar, pelo contrário, o espírito humano se empobrece e debilita, se põe em grave perigo e se despoja de uma poderosa ajuda ao negar esta realidade.
Assim também o cristão, e a humanidade inteira, não ganha nada se faz como se não existissem estes seres invisíveis, amistosos, enviados por Deus para acompanhar o homem em todos os seus caminhos (Salmo 90), protegê-lo, defendê-lo e iluminá-lo.
Os anjos são mais um exemplo do grande amor que Deus tem por cada um de nós em particular.

sábado, 26 de novembro de 2011

ATEÍSMO

P: O que é o ateísmo?
R:
O ateísmo é uma prática que está cada vez mais difundida e aceita em nossa sociedade humana. Muitas sociedades, a maioria delas altamente desenvolvidas, têm no ateísmo a sua forma de vida, tentando de todas as formas possíveis destruir tudo que possa lembrar o nosso Deus. Haja visto que na Europa, diversos países proibiram até a colocação de nossos símbolos cristãos, como a cruz de Cristo, em lugar públicos. Aqui no Brasil, essa prática vem acontecendo em algumas cidades, com o disfarce de que outras religiões não são obrigadas a verem os nossos símbolos religiosos. Essas atitudes, devem preocupar todas as pessoas de boa-vontade, principalmente as cristãs, já que está por trás dessa prática, a própria recusa ao Cristo Jesus e à sua Igreja. São normalmente movimentos que vão infiltrando sua forma de pensar nos meios de comunicação e nas repartições públicas e se puderem em todos os lugares, como nos nossos próprios lares, com o intuito único de eliminarem de vez a fé em Jesus Cristo e em tudo o que é divino. Esse é o grande perigo que nós cristãos temos que enfrentar no mundo atual. Um inimigo oculto, que não aparece, mas que é muito perspicaz em suas ações, que podemos chamar de demoníacas.
Nós cristãos, principalmente nós católicos, temos a obrigação de defendermos o nosso Cristo Jesus e sua Igreja e não devemos ter vergonha de expressarmos a nossa fé e de propagá-la a todos. Como o próprio Jesus Cristo nos solicitou: “Ide e pregai o Evangelho a todas as criaturas.”
O nosso Catecismo da Igreja Católica nos alerta para o perigo do ateísmo e as suas diversas formas que se apresentam:
§2123 – “Muitos de nossos contemporâneos não percebem de modo algum esta união íntima e vital com Deus, ou explicitamente a rejeitam, a ponto de o ateísmo figurar entre os mais graves problemas de nosso tempo.
§2124 – “O termo ateísmo, abrange fenômenos muito diversos.
- Uma forma frequente é o materialismo prático, de quem limita suas necessidades e suas ambições ao espaço e ao tempo.
- O humanismo ateu considera falsamente que o homem é “seu próprio fim e o único artífice e demiurgo de sua própria história”.
- Outra forma de ateísmo contemporâneo espera a libertação do homem pela via econômica e social, sendo que “a religião, por sua própria natureza, impediria esta libertação, na medida em que, ao estimular a esperança do homem numa quimérica vida futura, o desviaria da construção da cidade terrestre”.
§2125 – “Na medida em que rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião. A imputabilidade desta falta pode ser seriamente diminuída em virtude das intenções e das circunstâncias. Na gênese e difusão do ateísmo, “grande parcela de responsabilidade pode caber aos crentes, na medida em que, negligenciando a educação da fé, ou por uma exposição enganosa da doutrina, ou por deficiência em sua vida religiosa, moral e social, se poderia dizer deles que mais escondem do que manifestam o rosto autêntico de Deus e da religião”. Muitas vezes o ateísmo se funda em uma concepção falsa da autonomia humana, que chega a recusar toda dependência em relação a Deus. Contudo, “o reconhecimento de Deus não se opõe de modo algum à dignidade do homem, já que esta dignidade se fundamenta e se aperfeiçoa no próprio Deus”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BATISMO

P: Para que ser batizado?
R:
O batismo nos torna filhos e filhas de Deus, herdeiros das promessas de Jesus e com os direitos e deveres que todo cristão tem ao professar a sua fé.
Muitos pais, infelizmente, levam seus filhos para serem batizados na Igreja Católica, para que eles possam ficar livres de mau-olhados; alguns pensam que ao serem batizados, seus filhos ficam livres de doenças etc. São erros que devem ser corrigidos, pois assim como os pais têm a obrigação de batizarem seus filhos para torná-los filhos de Deus, também assumem a responsabilidade perante o próprio Deus de os educarem na Igreja e os acompanharem na sua caminhada de fé, orientando-os e apoiando-os.
O batismo é o primeiro sacramento que nós recebemos. Aquele que nos inicia na vida religiosa, mesmo sem termos consciência imediata daquele momento, pois o recebemos ainda quando somos muito pequenos, na grande maioria das vezes. Por isso a importância dos pais e padrinhos.
É no batismo que recebemos o Espírito Santo de Deus pela primeira vez e dessa forma passamos a ser templo desse mesmo Espírito.
Somente após o batismo podemos receber os demais sacramentos.
O batismo é mais importante para o cristão, do que o nosso próprio nascimento, pois nascemos para Deus.